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sábado, 10 de agosto de 2013

09 de Agosto - Santa Edith Stein



 Nascida em Vrastilávia a 12 de Outubro de 1891, os seus genitores eram de nacionalidade alemã e de religião hebraica. Foi educada na fé dos pais, mas no decurso dos anos tornou-se praticamente ateia, conservando muito elevados os valores éticos, mantendo uma conduta moralmente irrepreensível. De maneira brilhante obteve o doutoramento em filosofia e tornou-se assistente universitária do seu mestre, Edmund Husserl. Incansável e perspicaz investigadora da verdade, através do estudo e da frequência dos fermentos cristãos e, por fim, através da leitura da autobiografia de Santa Teresa de Ávila, encontrou Jesus Cristo que resplandecia no mistério da cruz e, com jubilosa resolução, aderiu ao Evangelho.

Em 1922, recebeu o batismo na Igreja católica com o nome de Teresa: a sua vida mudou de modo radical. Os anos sucessivos foram despendidos no aprofundamento da doutrina cristã, no ensinamento, apostolado e publicação de estudos científicos, e numa intensa vida interior nutrida pela palavra de Deus e a oração.

Em 1933, coroou o desejo de se consagrar a Deus e entrou na Congregação das Carmelitas Descalças, tomando o nome de Teresa Benedita da Cruz, exprimindo assim, também com este nome, o ardente amor a Jesus crucificado e especial devoção a Santa Teresa de Ávila. Emitiu regularmente o voto de pobreza, obediência e castidade e, para realizar a sua consagração, caminhou com Deus na via da santidade.

Quando na Alemanha o nacional-socialismo exacerbou a louca perseguição contra os judeus, os superiores da Beata enviaram-na, por precaução, para o carmelo de Echt, na Holanda. Impelida pela compaixão para com os seus irmãos judeus, não hesitou em oferecer-se a Deus como vítima, para suplicar a paz e a salvação para o seu povo, para a Igreja e para o mundo. A ocupação nazista da Holanda comportou o início do extermínio também para os judeus daquela nação. Os Bispos holandeses protestaram energicamente com uma Carta pastoral, e as autoridades, por vingança, incluíram no programa de extermínio também os judeus de fé católica.

A 2 de Agosto de 1942, a Beata foi aprisionada e internada no campo de concentração de Auschwitz, e juntamente com a irmã foi morta na câmara de gaz no dia 9 de Agosto de 1942. Assim morreu como filha do seu povo martirizado e como filha da Igreja católica. «Judia, filósofa, religiosa, mártir — como foi afirmado por João Paulo II no dia da Beatificação, a 1 de Maio de 1987, em Colónia —  a Beata Edith Stein representa a síntese dramática das feridas do nosso século. E, ao mesmo tempo, proclama a esperança de que é a cruz de Jesus Salvador que ilumina a história».
 

 

"Mulher inteligente e estudiosa, muito interessou-se pela filosofia. Estudou com o filósofo Edmund Husserl, que foi seu professor. Tornou-se filósofa. O encontro com o filósofo Max Sceler levou-a ao interesse pelo Catolicismo. Também estudou enfermagem e prestou serviço num hospital militar austríaco durante a I Guerra Mundial. Edith frequentou sinagogas e igrejas protestantes. Mas, Aquele que é a Verdade, na Sua Providência tudo dispunha para atraí-la para si. A leitura do Novo Testamento, do livro dos "Exercícios Espirituais" de Santo Inácio de Loyola, da Autobiografia de Santa Teresa de Jesus e outros fatores, ajudaram-na a converter-se a Cristo. 


Por causa do ódio nazista contra os hebreus, foi levada em 1938 para o Mosteiro Carmelita de Echt, na Holanda, para estar mais segura. Ela estava abandonada em Deus e aberta para aceitar a própria morte que se aproximava. Também nos mosteiros escreveu obras literárias, como a famosa obra Scientia Crucis ("A Ciência da Cruz"). Em 02/08/1942 foi presa, no convento, pelos nazistas, que a levaram, junto com a sua irmã de sangue, Rosa (que tinha se tornado católica e prestava serviço junto às Carmelitas de Echt), e outros hebreus, para a prisão.


Na manhã de 07/08/1942, foi levada para o campo de concentração de Auschwitz aonde, no dia 09/08 do mesmo ano, foi executada na câmara de gás. O Papa João Paulo II beatificou-a em 01/05/1987 em Colônia, na Alemanha e, canonizou-a em 11/10/1998 na Praça de São Pedro, em Roma. "Caros Irmãos e Irmãs! O amor de Cristo foi o fogo que incendiou a vida de Teresa Benedita da Cruz. Antes ainda de tomar consciência dele, ela foi por ele completamente capturada. (...) Descobriu, de fato, que a verdade tinha um nome: Jesus Cristo, e, daquele momento o Verbo Encarnado foi tudo para ela. (...) A nova santa nos ensina, enfim, que o amor por Cristo passa através da dor. Quem ama verdadeiramente não se detém de fronte da perspectiva do sofrimento: aceita a comunhão na dor com a pessoa amada. (...) Santa Teresa Benedita da Cruz nos vem hoje indicada como modelo no qual inspirar-nos e como protetora a quem recorrer" (Da Homilia do Papa João Paulo II na Canonização de Santa Teresa Benedita da Cruz, em 11/10/1998).
 
Local morte Auschwitz, Polônia
Morte 09/08/1942
 


Oração 
Oh Deus, se é tua Vontade, permita que Santa Teresa Benedita da Cruz, Edith Stein, que acreditou em seu Filho em vida e o seguiu até a morte por martírio, interceda por mim nesta petição (mencionar o pedido). Pedimos-te em nome de Jesus Cristo Nosso Senhor, Amém!
 
Devoção Santa Teresa Benedita da Cruz foi uma ilustre testemunha da presença de Deus e do mistério da Cruz. Foi generosa testemunha da Fé. Com a vida e com a morte testemunhou o Senhor. Ela viveu a experiência da busca. Procurou a verdade através da filosofia e, por fim, descobriu a Verdade que é Cristo. Foi conquistada por Ele. A santa afirmou insistentemente: 'O nosso amor para com o próximo é a medida do nosso amor a Deus. Para os cristãos - e não só para eles - ninguém é 'estrangeiro'. O amor de Cristo não conhece fronteiras'.
 
Padroeira da Jornada Mundial da Juventude

Fonte: Vaticano - www.vatican.va

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