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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Festa de Nossa Senhora do Carmo - 16 de Julho de 2014



  
Dom Fernando Arêas Rifan*

Hoje celebramos a festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo ou do Carmo, devoção antiquíssima na Igreja, especialmente difundida pelo uso do Escapulário em sua honra. 

Quase na divisa com o Líbano, o monte Carmelo, com 600 metros de altitude, situa-se na terra de Israel. “Carmo”, em hebraico, significa “vinha” e “El” significa “Senhor”, donde Carmelo significa a vinha do Senhor. Ali se refugiou o profeta Elias, que lá realizou grandes prodígios, e depois o seu sucessor, Eliseu. Eles reuniram no monte Carmelo os seus discípulos e com eles viviam em ermidas. Na pequena nuvem portadora da chuva após a grande seca, Elias viu simbolicamente Maria, a futura mãe do Messias esperado. 

Assim, Maria foi venerada profeticamente por esses eremitas e, depois da vinda de Cristo, por seus sucessores cristãos, como Nossa Senhora do Monte Carmelo. 




No século XII, os muçulmanos conquistaram a Terra Santa e começaram a perseguir os cristãos, entre eles os eremitas do Monte Carmelo, muitos dos quais fugiram para a Europa. No ano 1241, o Barão de Grey da Inglaterra retornava das Cruzadas com os exércitos cristãos, convocados para defender e proteger contra os muçulmanos os peregrinos dos Lugares Santos, e trouxe consigo um grupo de religiosos do Monte Carmelo, doando-lhes uma casa no povoado de Aylesford. Juntou-se a eles um eremita chamado Simão Stock, inglês de família ilustre do condado de Kent. De tal modo se distinguiu na vida religiosa, que os Carmelitas o elegeram como Superior Geral da Ordem, que já se espalhara pela Europa. 




No dia 16 de julho de 1251, no seu convento de Cambridge, na Inglaterra, rezava insistentemente o santo para que Nossa Senhora lhe desse um sinal do seu maternal carinho para com a Ordem do Carmo, por ela tão amada, mas então muito perseguida. A Virgem Santíssima ouviu essas preces fervorosas de São Simão Stock, dando-lhe, como prova do seu carinho e de seu amor por aquela Ordem, o Escapulário marrom, como veste de proteção, fazendo-lhe a célebre e consoladora promessa: “Recebe, meu filho, este Escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo aquele que morrer com este Escapulário será preservado do fogo eterno. É, pois, um sinal de salvação, uma defesa nos perigos e um penhor da minha especial proteção”. O Papa Pio XII, na carta dirigida a todos os carmelitas, em 11 de fevereiro de 1950, escreveu que entre as manifestações da devoção à Santíssima Virgem “devemos colocar em primeiro lugar a devoção do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo que, pela sua simplicidade, ao alcance de todos, e pelos abundantes frutos de santificação, se encontra extensamente divulgada entre os fiéis cristãos”. Mas faz uma advertência sobre sua eficácia, para que não seja usado como superstição: “O sagrado Escapulário, como veste mariana, é penhor e sinal da proteção de Deus; mas não julgue quem o usar poder conseguir a vida eterna, abandonando-se à indolência e à preguiça espiritual”.




*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

                                                                         

domingo, 13 de julho de 2014

Maria como Modelo e Mãe da Ordem a Ela consagrada


A Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo Maria é o modelo e a Mãe da Ordem a Ela consagrada. Tanta foi a dedicação da Ordem a Maria que com razão se pode defini-la: a Ordem de Maria. No início, os carmelitas eram chamados "ermitãos do Monte Carmelo”. Logo, em 1220, “Ermitãos de Santa Maria do Carmelo". Depois de irem à Europa, “Irmãos da Ordem da Bem-aventurada Maria do Monte Carmelo". E, finalmente em 1477, "Irmãos da Beatíssima Mãe de Deus e sempre Virgem Maria do Monte Carmelo”. Hoje, o título oficial que ela ostenta: "Ordem da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo”. O significado fundamental deste título se resume na expressão da índole mariana do Carmelo. Consta de fato a veneração especial dos Carmelitas por Maria. Todos os nossos autores se mostram intimamente convencidos de que a Ordem do Carmo foi fundada em honra à Santíssima Virgem, sua singular Padroeira, e esta fisionomia era o que mais impressionava antigamente aos estranhos. A devoção profunda a Maria foi o distintivo desde o início da Ordem Carmelita, o qual foi motivo de benevolência por parte dos Papas, Reis e Príncipes que a queriam muito. Muitos entraram para Ordem e continuam entrando por esta especialidade mariana, inclusive santos como São João da Cruz, São Nuno Álvares, etc.. Historicamente falando, o título de Irmãos da Virgem é preciso buscá-lo na antiga capela consagrada a Maria no cume do Monte Carmelo, na qual se reuniam os Ermitãos do Monte. Segundo a tradição, mais antiga da Ordem, a consagração da primeira capela consagrada Maria no cume do Monte Carmelo, no qual se reuniam os ermitãos do Monte. 


Esta foi a origem do título da Ordem, assim como sua vocação e destino. Segundo a tradição, a mais antiga da Ordem, a consagração dessa primeira capela remonta ao ano 83 da era cristã. O primeiro testemunho se encontra no livro “Instituição dos Primeiros Monges". (1777) Há em tudo isto um dado certo: que desde cedo a Ordem expressou sua consagração integral a Mãe de Deus por meio da fórmula da profissão Religiosa. O Carmelita faz seus votos a Deus e a Nossa Senhora, sob o título de Maria do Monte Carmelo, comprometendo-se a viver os conselhos evangélicos em obséquio de Jesus Cristo e de sua Virgem Mãe. As tradições familiares e a história mariana do Carmelo culminam maravilhosamente mais tarde com a visão de S. Simão Stock quando a Virgem, lhe entregou o escapulário como sinal de irmandade, símbolo e realidade do amor que Maria tem à Ordem. 


Por meio do Escapulário os Carmelitas difundem entre os cristãos a necessidade de uma união com Maria e com Cristo. A Virgem Maria enche com sua presença a história da Ordem. Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz reafirmaram e renovaram a piedade mariana do Carmelo. Com efeito, eles propuseram Maria como Mãe Padroeira da Ordem, modelo de oração e abnegação na peregrinação da fé, humilde e sábia acolhida e contemplação da Palavra do Senhor, totalmente dócil às moções do Espírito Santo, mulher forte e fiel no seguimento de Cristo, associada à dor e à alegria do seu mistério pascal. Na espiritualidade Carmelitana a figura de Maria é apresentada como Mãe e Modelo de perfeição evangélica. No Carmelo existe uma espécie de refrão que diz: “Maria em nós e com Ela Cristo". De Maria efetivamente esperamos nós, Carmelitas que Ela forme o Cristo em nós . 


Assim nos ensina a fé e a experiência de nossos antepassados. Por isso, nossa legislação, como nosso viver, estão formados e ambientados por Maria. Não se pode compreender o Carmelo sem a presença viva de Maria. Ela é a Mãe e Irmã que caminha conosco peregrina nas estradas do mundo, Virgem da esperança, que não permite desânimo. Modelo de nossa vida contemplativa, Ela nos ensina e acolher, a meditar e a conservar a Palavra de Deus em nosso coração. O Carmelita sente a proteção de Maria no sinal do Escapulário. Trazendo o Escapulário manifesta a própria pertença à Virgem. Ser Carmelita é imitar Maria e tornar presente na Igreja a Mãe de Jesus e nossa. Na organização litúrgica, as comunidades dão particular destaque ao caráter mariano da Ordem. São celebradas com especial realce as solenidades, festas e memórias de Maria. A solenidade da Bem-aventurada Virgem Maria a 16 de julho é a principal entre as festas da Ordem.


Sermão Quinto Dia do Novenrário do  Carmo  - 11 de Julho 2014






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