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domingo, 18 de janeiro de 2015

2o.Domingo depois da Epifania - O Milagre das Bodas de Caná



18 de Janeiro 2015. 
 2o. DOMINGO DEPOIS DA EPIFANIA– verde – 2a. classe.
Ordo da Administração Apóstólica São João Maria Vianney


Confira o Ordo Litúrgico - clique aqui

O papa S. João Paulo II, nos dias 26 de fevereiro e 5 de março de 1997, dedicou uma Audiência Geral ao tema da presença de «Maria nas bodas de Caná». Na sequência do comentário ao capítulo mariano da Constituição Dogmática sobre a Igreja — «Lumen Gentium» , o Papa destaca a disponibilidade de Maria para cooperar com Deus na missão do seu Filho, Jesus Cristo.
Na primeira Audiência, apresenta o pedido de Maria como cheio de atualidade para todos os tempos: «O pedido de Maria: 'Fazei o que Ele vos disser', conserva um seu valor sempre atual para os cristãos de todas as épocas, e é destinado a renovar o seu efeito maravilhoso na vida de cada um. Ela exorta a uma confiança sem hesitação, sobretudo quando não se compreendem o sentido e a utilidade de quanto Cristo pede». A terminar, João Paulo II refere que este episódio das bodas de Caná nos anima a ser «corajosos na fé».

Na segunda Audiência, João Paulo II, segue ainda mais de perto o texto do número 58 da «Lumen Gentium» — Constituição Dogmática sobre a Igreja do II Concílio do Vaticano. Além de refletir sobre a importância da presença de Maria para a ação de Jesus Cristo, também dedica uma parte ao tema do matrimónio, motivado pela circunstância que estava a acontecer em Caná. Antes de terminar dizendo que «em Caná, Maria inicia o caminho da fé da Igreja, precedendo os discípulos e orientando para Cristo a atenção dos servos», refere ainda a ligação de Caná com o Sacramento da Eucaristia.

Caríssimos Irmãos e Irmãs:

1. No episódio das bodas de Caná, São João apresenta a primeira intervenção de Maria na vida pública de Jesus e põe em relevo a sua cooperação na missão do Filho. Desde o início da narração, o evangelista avisa que «a mãe de Jesus estava presente» (2, 1) e, como que a querer sugerir que essa presença está na origem do convite dirigido pelos esposos ao próprio Jesus e aos Seus discípulos (cf. Redemptoris Mater, 21), acrescenta: «Jesus e os Seus discípulos foram convidados para as bodas» (2, 2). Com tais observações, João parece indicar que em Caná, como no evento fundamental da Encarnação, Maria é aquela que introduz o Salvador.

O significado e o papel que assume a presença da Virgem, manifestam-se quando vem a faltar o vinho. Ela, experiente e prudente dona de casa, percebe isso imediatamente e intervém para que não termine a alegria de todos e, principalmente, para socorrer os esposos em dificuldade.

Dirigindo-se a Jesus com as palavras: «Não têm vinho» (Jo. 2, 3), Maria exprime- Lhe a sua preocupação por essa situação, aguardando uma Sua intervenção resolutiva. Mais precisamente, segundo alguns exegetas, a Mãe espera um sinal extraordinário, dado que Jesus não tinha vinho à disposição.

2. A escolha de Maria, que teria podido, talvez, providenciar noutro lugar o vinho necessário, manifesta a coragem da sua fé porque, até àquele momento, Jesus não tinha realizado algum milagre, nem em Nazaré, nem na vida pública.

Em Caná a Virgem mostra mais uma vez a sua total disponibilidade a Deus. Ela que, na Anunciação, crendo em Jesus antes de O ver, contribuíra para o prodígio da concepção virginal, aqui, confiando no poder não ainda revelado de Jesus, suscita o Seu «primeiro sinal», a prodigiosa transformação da água em vinho. Desse modo, ela precede na fé os discípulos que, como refere João, hão-de crer depois do milagre: Jesus «manifestou a Sua glória e os Seus discípulos acreditaram n’Ele» (Jo. 2, 11). Antes, obtendo o sinal prodigioso, Maria oferece- lhes um apoio à fé.

3. A resposta de Jesus às palavras de Maria: «Que temos nós com isso, mulher A minha hora ainda não chegou » (Jo. 2, 4) exprime uma aparente rejeição, quase pondo à prova a fé de Maria.

Segundo uma interpretação, Jesus a partir do momento que inicia a Sua missão, parece colocar em discussão a natural relação de filho, chamado em causa pela mãe. A frase, na língua falada do ambiente, quer, de facto, evidenciar uma distância entre as pessoas, com a exclusão da comunhão de vida. Esta distância não elimina respeito e estima; o termo «mulher», com o qual Ele Se dirige à mãe, é usado numa aceção que retornará nos diálogos com a Cananéia (cf. Mateus 15, 28), com a Samaritana (cf. João 4, 21), com a adúltera (cf. João 8, 10) e com Maria Madalena (cf. João 20, 13), em contextos que manifestam uma relação positiva de Jesus com as Suas interlocutoras.

Com a expressão: «Que temos nós com isso, mulher?», Jesus pretende colocar a cooperação de Maria no plano da salvação que, empenhando a sua fé e a sua esperança, pede a superação do seu papel natural de mãe.

4. De maior relevo aparece a motivação formulada por Jesus: «A Minha hora ainda não chegou» (João 2, 4). Alguns estudiosos do texto sagrado, seguindo a interpretação de Santo Agostinho, identificam essa «hora» com o evento da Paixão. Para outros, porém, ela refere-se ao primeiro milagre em que haveria de ser revelado o poder messiânico do profeta de Nazaré. Outros, ainda, pensam que a frase é interrogativa e prolonga a pergunta anterior: «Que temos nós com isso, mulher? A Minha hora ainda não chegou». Jesus faz com que Maria entenda que afinal Ele já não depende dela, mas deve tomar a iniciativa para realizar a obra do Pai. Maria, então, abstém-se docilmente de insistir junto d’Ele e dirige-se, ao contrário, aos servidores para os convidar a ser-Lhe obedientes.

Em todo o caso a sua confiança no Filho é recompensada. Jesus, a Quem ela deixou totalmente a iniciativa, realiza o milagre, reconhecendo a coragem e a docilidade da Mãe: «Disse-lhes Jesus: “Enchei de água essas talhas”; e encheram- nas até à borda» (João 2, 7). Também a obediência deles, portanto, contribui para a obtenção do vinho em abundância.

O pedido de Maria: «Fazei o que Ele vos disser», conserva um seu valor sempre atual para os cristãos de todas as épocas, e é destinado a renovar o seu efeito maravilhoso na vida de cada um. Ela exorta a uma confiança sem hesitação, sobretudo quando não se compreendem o sentido e a utilidade de quanto Cristo pede.

Assim como na narração da Cananéia (Mateus 15, 24-26), a aparente rejeição de Jesus exalta a fé da mulher, assim as palavras do Filho: «A Minha hora ainda não chegou», juntamente com o cumprimento do primeiro milagre, manifestam a grandeza da fé que a Mãe tem e a força da sua oração.

O episódio das bodas de Caná anima-nos a ser corajosos na fé e a experimentar na nossa existência a verdade da palavra evangélica: «Pedi e vos será dado» (Mateus 7, 7; Lucas 11, 9).


Fonte:
http://www.laboratoriodafe.net/2013/05/maria-nas-bodas-de-cana...html

Epifania - A glória do Senhor brilha sobre nós!

A glória do Senhor brilha sobre nós!


Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos 12, 6-16.

Irmãos: Tendo dons diferentes, segundo a graça que nos foi dada, quem tem o dom da profecia, use-o segundo a norma da fé; quem tem o do ministério, exerça-o; quem tem o de ensinar, ensine; quem tem o de exortar, exorte; o que reparte, (faça-o) com simplicidade; o que preside, seja solícito; o que faz obras de misericórdia, (faça-as) com alegria. Que o amor seja sem fingimento. Aborrecei o mal e abraçai o bem. Amai-vos reciprocamente com amor fraternal, adiantando-vos em honrar uns aos outros. Na solicitude, não sejais negligentes; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor; alegres na esperança; pacientes na tribulação; perseverantes na oração; socorrendo, como se fossem próprias, as necessidades dos santos, praticando a hospitalidade. Abençoai os que vos perseguem; abençoai-os, e não os amaldiçoeis; alegrai-vos com os que estão alegres; chorai com os que choram; tende entre vós os mesmos sentimentos; não aspireis a coisas altas, mas acomodai-vos às humildes.


Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 2, 1-11.

Naquele tempo: Celebraram-se umas bodas em Caná de Galileia, e encontrava-se lá a Mãe de Jesus. Foi também convidado Jesus, com seus discípulos, para as bodas. Ora, faltando o vinho, a Mãe de Jesus disse-Lhe: Não têm vinho. Respondeu- lhe Jesus: Mulher, que nos importa isso, a Mim e a ti? Ainda não chegou a minha hora. Disse sua Mãe aos que serviam: Fazei tudo o que Ele vos disser. Ora, estavam ali seis talhas de pedra, preparadas para a purificação judaica, levando cada uma duas ou três medidas [cerca de 40 litros, n.d.r.]. Disse-lhes Jesus: Enchei as talhas de água. E encheram-nas até ao cimo. Então, disse-lhes Jesus: Tirai agora e levai ao arquitriclino[chefe do cerimonial, n.d.r.]. E eles levaram. E o arquitriclino, logo que provou a água convertida em vinho – como não sabia donde este lhe viera, ainda que o sabiam os serventes, porque tinham tirado a água – chamou o esposo, e disse-lhe: Todo homem põe primeiro o bom vinho, e quando já se bebeu bem, então lhes apresenta o inferior; tu, ao contrário, tiveste o bom vinho guardado até agora. Foi este, em Cana da Galileia, o primeiro milagre que Jesus fez, manifestando assim a Sua glória; e os seus discípulos creram nEle.

Epifania 

Estamos no ciclo na Manifestação do Senhor iniciado no Natal. É uma única celebração em diversos tempos, lembrando que Cristo veio para todos: pastores, Magos, povo judeu e discípulos que são representantes de todos. Ninguém fica fora da luz de Deus manifestada em Cristo. Os Magos representam todos os povos. Esta narrativa da vinda dos Magos a Jerusalém realiza a profecia: “Os povos caminham à tua luz” (Is 60,3). A luz é a glória do Senhor que se manifesta (2). Eles vieram seguindo um astro, como profetizou Balaão, profeta pagão (Nm 24,17). O coração aberto é sempre iluminado por Deus. Estes homens souberam usar sua ciência e sabedoria para conhecer os desígnios de Deus. Paulo faz a revelação que “todos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho” (Ef 3,5). A piedade cristã viu nesses homens sábios, os Magos, todas as raças em busca do único Salvador que é a Luz que ilumina todas as nações. O evangelho não pertence a uma cultura. Ainda hoje há fechamento da Igreja e de grupos cristãos que impõem um modo de viver o evangelho. Papa Francisco tem insistido muito nessa abertura a todos. Não só abertura, mas sair e ir ao encontro não para impor, mas mostrar as riquezas da redenção. O maior testemunho é a alegria de crer. Os Magos, ao chegarem onde estava o Menino, alegraram-se com uma alegria muito grande, como diz o texto original. Abriram seus presentes e lhe deram ouro, incenso e mirra, reconhecendo sua realeza, sua Divindade e sua humanidade. Antes de abrir os tesouros, já haviam aberto seus corações.

Iluminar com a luz de Cristo

O profeta Isaías diz a Jerusalém: “Levanta-te, acende tuas luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor!” (Is 60,1). O Novo Testamento proclama a Encarnação do Verbo como luz, como nos diz João: “Nele estava a Vida e a vida era a luz dos homens e a luz brilha nas trevas, mas as trevas não acolheram” (Jo 1,4). A encarnação do Filho de Deus é vista como iluminação da inteligência para compreender e da vontade para encontrar os caminhos. Não há trevas em Deus. Não há mistério que não seja acessível a todos. O Reino é aberto a todos. Recusar a luz é ver com as trevas e Jesus completa: “Vê bem se a luz que há em ti não é treva” (Lc 11,35). Diante da luz de Cristo, os Magos voltaram por outro caminho (Mt 2,12). Herodes não se deixou iluminar. Se nossas autoridades acolhessem mais a luz de Jesus, o mundo seria diferente.

Evangelizando sempre

Paulo estimula a evangelização dos povos. Vemos na história que o fechamento às culturas fez a Igreja perder campos imensos de evangelização, como foi o caso da China no século XVIII. Evangelizar é mostrar a boa nova e não impor um modo próprio de viver a fé. Os Magos voltaram para sua terra iluminados por Cristo para levar a boa notícia de terem seguido a estrela e terem encontrado a Luz. A evangelização, como nos ensinam os documentos da Igreja da América Latina acolhe as muitas devoções que se formaram no correr dos séculos, muito próximas da compreensão e cultura do povo. No tempo do Natal temos as folias de Reis que traduzem o mistério do Natal, o proclamam-no e o celebram na fraternidade. É a fé vivida fora das igrejas, no meio do povo. Há movimentos e seitas que recusam esse modo popular. Jesus não recusou o judaísmo e suas tradições, mas levou à plenitude. A religiosidade popular é um tesouro da Igreja.


Reflexão 

1. O Ciclo do Natal celebra a Manifestação do Senhor a todos os povos. A figura dos Magos os representa. O símbolo fundamental é a luz que deve ser acolhida com coração aberto. Os pagãos são admitidos à mesma herança em Cristo. Os presentes são simbólicos.

2. O Novo Testamento proclama a Encarnação do Verbo como luz que brilha nas trevas para ser acolhida. Recusar a luz é ver com as trevas, como diz Jesus: vê se a luz que há em ti não é treva. Acolhendo a luz de Jesus faria um mundo diferente.

3. Paulo estimula a evangelização dos povos. Na Igreja houve o fechamento em uma cultura o que danificou a evangelização. Evangelizar é mostrar a Boa Nova e não impor um modo de viver. A evangelização não elimina a religiosidade popular. No Natal temos muitos gestos populares. Jesus não rejeitou as tradições da religião judaica.

É bom dormir

É bom dormir porque podemos sonhar. Os Magos sonharam com uma longa viagem e com um encontro feliz, e conseguiram. E depois, sonharam e escaparam das mãos do rei Herodes. Dormindo a gente sonha.

Os Magos são uma imagem de todos os povos, pois Jesus veio para todos. Procuraram nas Escrituras e seguiram a estrela. Quem guia todos os povos é Jesus. Os judeus esperavam um Messias para eles. Jesus é o Messias para todos.

Ao verem a estrela alegraram-se com uma alegria muito grande. Essa alegria só pode ser o resultado do encontro com o Menino que acaba de nascer que é o Deus Conosco.

Abriram seus presentes e deram ouro, incenso e mirra. É o presente de todos que adoram, amam e partilham das dores. Foram-se para contar a todos o que viram e ouviram.



Pe. Luiz Carlos de Oliveira, CSsR
Portal A12 Aparecida




sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Santo Amaro

  


Dom Fernando Arêas Rifan*


anto Amaro – cuja festa celebraremos no próximo dia 15 – é objeto de grande devoção em nossa região devido à presença dos monges beneditinos que foram os valorosos missionários da zona rural de Campos dos Goytacazes, em cujo município se situa o célebre Mosteiro de São Bento, em Mussurepe. Por isso, vale a pena recordar um pouco a sua vida, por muitos desconhecida. Santo Amaro, ou São Mauro, foi monge e abade beneditino, ou seja, da Ordem de São Bento. Nascido em Roma, de família senatorial, Amaro, quando tinha apenas doze anos, foi entregue no mosteiro por seu pai, Egrico, homem ilustre pela virtude e pela nobreza do nascimento, confiando-o aos cuidados de São Bento, em 522.

Correspondeu tão bem à afeição e à solicitude do mestre que foi em breve proposto como modelo aos outros religiosos. São Gregório exaltou-o por se ter distinguido no amor da oração e do silêncio. Sempre se lhe notou profunda humildade e admirável simplicidade de coração. Mas nele sobressaia a virtude da obediência, sendo por isso recompensado por Deus, com o milagre semelhante ao de São Pedro no lago de Tiberíades, caminhando sobre as águas. Foi o caso de um jovem chamado Plácido, que caiu num lago perto de Subiaco, onde ficava o mosteiro. São Bento soube-o por revelação e, chamando Amaro, disse-lhe: “Irmão Amaro, vai depressa procurar Plácido, que está prestes a se afogar”. Munido com a bênção do mestre, o discípulo correu sobre a água a socorrer Plácido, a quem agarrou pelos cabelos e trouxe para a margem, não se apercebendo Amaro ter saído da terra firme. Quando deu pelo milagre, atribuiu-o aos méritos de São Bento. Mas este o atribuiu à obediência do discípulo.

“O homem obediente contará vitórias” (Pr 21,28). A obediência é a virtude cristã pela qual a pessoa sujeita sua própria vontade à de seu superior, no qual vê um representante de Deus. O maior exemplo de obediência temos em Jesus Cristo, obediente até a morte de Cruz (Fl 2, 8), reparando assim a desobediência de Adão (Rm 5, 19-20). Assim, o conselho evangélico da obediência, professado na vida consagrada, assumido livremente com espírito de fé e amor no seguimento de Cristo obediente até a morte, leva o consagrado à submissão da vontade aos legítimos superiores, que fazem as vezes de Deus quando ordenam de acordo com as próprias constituições (cf. CDC cân. 601).

Santo Amaro foi fiel ao seu ideal monástico, a ponto de todos o considerarem o perfeito herdeiro espiritual de São Bento. Segundo uma tradição, foi Santo Amaro que substituiu São Bento quando este se transferiu para Monte Cassino. Consta também que Santo Amaro se distinguiu particularmente por sua aplicação aos estudos. Sendo enviado à França, lá fundou o Mosteiro de Glanfeuil, em Anjou, vindo a falecer em 15 de janeiro de 584.

Possa o exemplo de Santo Amaro levar os filhos a serem mais obedientes aos seus pais, os alunos aos seus mestres, os cidadãos às leis e superiores civis, os católicos aos seus superiores hierárquicos. “Sede submissos uns aos outros no temor de Cristo” (Ef 5, 21).



*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

Pedidos de Oração