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domingo, 18 de janeiro de 2015

Epifania - A glória do Senhor brilha sobre nós!

A glória do Senhor brilha sobre nós!


Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos 12, 6-16.

Irmãos: Tendo dons diferentes, segundo a graça que nos foi dada, quem tem o dom da profecia, use-o segundo a norma da fé; quem tem o do ministério, exerça-o; quem tem o de ensinar, ensine; quem tem o de exortar, exorte; o que reparte, (faça-o) com simplicidade; o que preside, seja solícito; o que faz obras de misericórdia, (faça-as) com alegria. Que o amor seja sem fingimento. Aborrecei o mal e abraçai o bem. Amai-vos reciprocamente com amor fraternal, adiantando-vos em honrar uns aos outros. Na solicitude, não sejais negligentes; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor; alegres na esperança; pacientes na tribulação; perseverantes na oração; socorrendo, como se fossem próprias, as necessidades dos santos, praticando a hospitalidade. Abençoai os que vos perseguem; abençoai-os, e não os amaldiçoeis; alegrai-vos com os que estão alegres; chorai com os que choram; tende entre vós os mesmos sentimentos; não aspireis a coisas altas, mas acomodai-vos às humildes.


Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 2, 1-11.

Naquele tempo: Celebraram-se umas bodas em Caná de Galileia, e encontrava-se lá a Mãe de Jesus. Foi também convidado Jesus, com seus discípulos, para as bodas. Ora, faltando o vinho, a Mãe de Jesus disse-Lhe: Não têm vinho. Respondeu- lhe Jesus: Mulher, que nos importa isso, a Mim e a ti? Ainda não chegou a minha hora. Disse sua Mãe aos que serviam: Fazei tudo o que Ele vos disser. Ora, estavam ali seis talhas de pedra, preparadas para a purificação judaica, levando cada uma duas ou três medidas [cerca de 40 litros, n.d.r.]. Disse-lhes Jesus: Enchei as talhas de água. E encheram-nas até ao cimo. Então, disse-lhes Jesus: Tirai agora e levai ao arquitriclino[chefe do cerimonial, n.d.r.]. E eles levaram. E o arquitriclino, logo que provou a água convertida em vinho – como não sabia donde este lhe viera, ainda que o sabiam os serventes, porque tinham tirado a água – chamou o esposo, e disse-lhe: Todo homem põe primeiro o bom vinho, e quando já se bebeu bem, então lhes apresenta o inferior; tu, ao contrário, tiveste o bom vinho guardado até agora. Foi este, em Cana da Galileia, o primeiro milagre que Jesus fez, manifestando assim a Sua glória; e os seus discípulos creram nEle.

Epifania 

Estamos no ciclo na Manifestação do Senhor iniciado no Natal. É uma única celebração em diversos tempos, lembrando que Cristo veio para todos: pastores, Magos, povo judeu e discípulos que são representantes de todos. Ninguém fica fora da luz de Deus manifestada em Cristo. Os Magos representam todos os povos. Esta narrativa da vinda dos Magos a Jerusalém realiza a profecia: “Os povos caminham à tua luz” (Is 60,3). A luz é a glória do Senhor que se manifesta (2). Eles vieram seguindo um astro, como profetizou Balaão, profeta pagão (Nm 24,17). O coração aberto é sempre iluminado por Deus. Estes homens souberam usar sua ciência e sabedoria para conhecer os desígnios de Deus. Paulo faz a revelação que “todos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho” (Ef 3,5). A piedade cristã viu nesses homens sábios, os Magos, todas as raças em busca do único Salvador que é a Luz que ilumina todas as nações. O evangelho não pertence a uma cultura. Ainda hoje há fechamento da Igreja e de grupos cristãos que impõem um modo de viver o evangelho. Papa Francisco tem insistido muito nessa abertura a todos. Não só abertura, mas sair e ir ao encontro não para impor, mas mostrar as riquezas da redenção. O maior testemunho é a alegria de crer. Os Magos, ao chegarem onde estava o Menino, alegraram-se com uma alegria muito grande, como diz o texto original. Abriram seus presentes e lhe deram ouro, incenso e mirra, reconhecendo sua realeza, sua Divindade e sua humanidade. Antes de abrir os tesouros, já haviam aberto seus corações.

Iluminar com a luz de Cristo

O profeta Isaías diz a Jerusalém: “Levanta-te, acende tuas luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor!” (Is 60,1). O Novo Testamento proclama a Encarnação do Verbo como luz, como nos diz João: “Nele estava a Vida e a vida era a luz dos homens e a luz brilha nas trevas, mas as trevas não acolheram” (Jo 1,4). A encarnação do Filho de Deus é vista como iluminação da inteligência para compreender e da vontade para encontrar os caminhos. Não há trevas em Deus. Não há mistério que não seja acessível a todos. O Reino é aberto a todos. Recusar a luz é ver com as trevas e Jesus completa: “Vê bem se a luz que há em ti não é treva” (Lc 11,35). Diante da luz de Cristo, os Magos voltaram por outro caminho (Mt 2,12). Herodes não se deixou iluminar. Se nossas autoridades acolhessem mais a luz de Jesus, o mundo seria diferente.

Evangelizando sempre

Paulo estimula a evangelização dos povos. Vemos na história que o fechamento às culturas fez a Igreja perder campos imensos de evangelização, como foi o caso da China no século XVIII. Evangelizar é mostrar a boa nova e não impor um modo próprio de viver a fé. Os Magos voltaram para sua terra iluminados por Cristo para levar a boa notícia de terem seguido a estrela e terem encontrado a Luz. A evangelização, como nos ensinam os documentos da Igreja da América Latina acolhe as muitas devoções que se formaram no correr dos séculos, muito próximas da compreensão e cultura do povo. No tempo do Natal temos as folias de Reis que traduzem o mistério do Natal, o proclamam-no e o celebram na fraternidade. É a fé vivida fora das igrejas, no meio do povo. Há movimentos e seitas que recusam esse modo popular. Jesus não recusou o judaísmo e suas tradições, mas levou à plenitude. A religiosidade popular é um tesouro da Igreja.


Reflexão 

1. O Ciclo do Natal celebra a Manifestação do Senhor a todos os povos. A figura dos Magos os representa. O símbolo fundamental é a luz que deve ser acolhida com coração aberto. Os pagãos são admitidos à mesma herança em Cristo. Os presentes são simbólicos.

2. O Novo Testamento proclama a Encarnação do Verbo como luz que brilha nas trevas para ser acolhida. Recusar a luz é ver com as trevas, como diz Jesus: vê se a luz que há em ti não é treva. Acolhendo a luz de Jesus faria um mundo diferente.

3. Paulo estimula a evangelização dos povos. Na Igreja houve o fechamento em uma cultura o que danificou a evangelização. Evangelizar é mostrar a Boa Nova e não impor um modo de viver. A evangelização não elimina a religiosidade popular. No Natal temos muitos gestos populares. Jesus não rejeitou as tradições da religião judaica.

É bom dormir

É bom dormir porque podemos sonhar. Os Magos sonharam com uma longa viagem e com um encontro feliz, e conseguiram. E depois, sonharam e escaparam das mãos do rei Herodes. Dormindo a gente sonha.

Os Magos são uma imagem de todos os povos, pois Jesus veio para todos. Procuraram nas Escrituras e seguiram a estrela. Quem guia todos os povos é Jesus. Os judeus esperavam um Messias para eles. Jesus é o Messias para todos.

Ao verem a estrela alegraram-se com uma alegria muito grande. Essa alegria só pode ser o resultado do encontro com o Menino que acaba de nascer que é o Deus Conosco.

Abriram seus presentes e deram ouro, incenso e mirra. É o presente de todos que adoram, amam e partilham das dores. Foram-se para contar a todos o que viram e ouviram.



Pe. Luiz Carlos de Oliveira, CSsR
Portal A12 Aparecida




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