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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Martirios Atuais - D. Fernando Rifan


MARTÍRIOS ATUAIS
Dom Fernando Arêas Rifan*

“Felizes os perseguidos por causa da justiça!” (Mt 5, 10); “se me perseguiram, perseguirão a vós também”, já nos prevenira Jesus (Jo 15, 20). “Todos os que quiserem viver piedosamente no Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Tm 3, 12), completa São Paulo.



Mas às vezes pensamos que isso era coisa do começo da Igreja ou dos séculos passados. Não! O martírio é algo inseparável da vida da Igreja.
 
Chocantes as notícias recentes dos jornais, relatando que mais de 40 peregrinos da JMJ pediram refúgio no Brasil por causa da perseguição religiosa que sofrem em seus países: “No corpo do serra-leonês A., de 24 anos, as cicatrizes revelam as marcas da intolerância. Aos 4 anos, ele viu o pai e a irmã mais velha serem assassinados pelos vizinhos por conta de sua opção religiosa: a família era católica... Quando fez 9 anos, A. foi levado à força... seu corpo foi perfurado com ganchos: ‘eu fiquei dias sangrando sem nenhum tipo de assistência’. O paquistanês Z... relata as privações sofridas por ele, os familiares e amigos em sua terra natal. Ele conta que o irmão teve que largar o emprego de vendedor... quando descobriram que era católico. Ele afirma ainda que já foi perseguido por autoridades locais e discriminado na busca por um emprego quando se declarou católico... Casas são invadidas, pessoas eram presas e não voltaram, ... afirmando que em março outros católicos, que praticavam a religião como ele, foram perseguidos e apreendidos” (O Globo, 23.8.2013, pág. 14).
 

 
“O sacerdote Hani Bakhoum Kiroulos, assistente do Patriarcado copto-católico na capital egípcia, fez um balanço de todos e cada um dos lugares atacados –mais de 30– pelos extremistas muçulmanos durante o massacre desta quarta-feira que cobrou (em total) a vida de mais de 520 pessoas e mais de 3700 feridos. Em Suez, um convento da Congregação do Bom Pastor, a escola adjacente e o hospital foram saqueados e incendiados. Uma igreja franciscana também foi atacada e incendiada. Na cidade de Minya, na zona nordeste do país, os extremistas muçulmanos atacaram a Igreja copta-católica Mar Guirguis, a igreja (também copta-católica) de São Marcos; e um convento e uma escola das irmãs de São José. Em Beni Souef, na zona central do norte, os extremistas atearam fogo ao convento franciscano do Imaculado Coração de Maria. Na localidade de Asyut na zona central do Egito, o ataque foi também à Igreja franciscana Santa Teresa e a um convento de irmãs franciscanas. Os extremistas muçulmanos também atacaram a Basílica de Nossa Senhora de Fátima no Cairo, apedrejaram e bateram nas portas, mas não conseguiram entrar. O Papa Francisco, reunido a milhares de Fiéis para a Missa e Ângelus da Festa da Assunção de Nossa Senhora, elevou uma oração pelas vítimas do massacre no Egito: ‘chegam infelizmente notícias dolorosas do Egito. Desejo assegurar minha oração por todas as vítimas e seus familiares. Pelos feridos e por quantos sofrem’. E acrescentou: ‘Oremos juntos pela paz, o diálogo, a reconciliação nessa querida terra e no mundo inteiro. Maria, Rainha da paz, rogai por nós’” (site da agência ACI 16/08/13). 

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/





Ler mais sobre  Hani Bakhoum Kiroulos

Agosto - Mês das vocações



VOCAÇÕES

Dom Fernando Arêas Rifan*

O mês de agosto é o mês das vocações sacerdotais, pois nele se comemora o dia do padre, dia de São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, patrono dos párocos e modelo para todos os padres do mundo.

 
Vocação vem do latim “vocare”, chamar. É um chamado de Deus para uma vida a ele consagrada. A vocação sacerdotal é um chamado de Deus para a vida no sacerdócio, cujo carisma especial é a dedicação ao ministério do culto divino e da salvação das almas. Jesus mesmo nos mandou rezar pelas vocações: “Ao ver as multidões, Jesus encheu-se de compaixão por elas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse aos discípulos: ‘A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois ao Senhor da messe que envie trabalhadores para sua colheita!” (Mt 9, 36-37).

 
Na Missa com os Bispos, Sacerdotes, religiosos e seminaristas na Catedral do Rio, durante a JMJ, o Papa Francisco nos falou sobre a necessidade de ter sempre presente a nossa vocação: “Creio que é importante reavivar sempre em nós este fato, para o qual amiúde fazemos vistas grossas entre tantos compromissos cotidianos: ‘Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi’, diz Jesus (Jo 15,16). É um caminhar de novo até a fonte de nosso chamado. Por isso um bispo, um sacerdote, um consagrado, uma consagrada, um seminarista, não pode ser um desmemoriado. Perde a referência essencial do início de seu caminho. Pedir a graça, pedir à Virgem Maria - ela tinha boa memória - a graça de termos na memória esse primeiro chamado. Fomos chamados por Deus e chamados para permanecer com Jesus (cf. Mc 3, 14), unidos a ele... É precisamente a ‘vida em Cristo’ que garante nossa eficácia apostólica e a fecundidade de nosso serviço... Não é a criatividade, por mais pastoral que seja, não são os encontros ou os planejamentos que garantem os frutos, embora ajudem e muito, mas o que garante o fruto é sermos fiéis a Jesus, que nos diz com insistência: ‘Permanecei em mim, como eu permaneço em vós’ (Jo 15,4)”.

Há muitas vocações especiais na Igreja. Na vida religiosa, temos o chamado à profissão dos conselhos evangélicos, na qual se segue mais de perto a Cristo, numa vida totalmente consagrada a Deus, à construção da Igreja e à salvação do mundo, a fim de se alcançar a perfeição da caridade, preanunciando assim a glória celeste.

O Concílio Vaticano II sublinhou uma verdade da Tradição da Igreja: a vocação universal à santidade: “O Senhor Jesus, mestre e modelo divino de toda a perfeição, pregou a todos e a cada um dos seus discípulos, de qualquer condição que fossem, a santidade de vida, de que ele próprio é autor e consumador... Todos os fiéis, seja qual for o seu estado ou classe, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade..., são convidados e obrigados a tender para a santidade e perfeição do próprio estado... ‘Os que se servem deste mundo, não se detenham nele, pois passa a figura deste mundo’ (1 Cor 7,31)” (Lumen Gentium, cap. V).



*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney  
 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

15 de Agosto de 2013 - Assunção de Maria Santíssima




proclamação do dogma da Assunção de Maria à glória dos céus, em alma e corpo, pertence ao século XX: foi declarado solenemente por Pio XII em 01 de Novembro de 1950 na bula Munificentissimus Deus. No entanto, a liturgia da Igreja universal, tanto no Oriente quanto no Ocidente, celebrou por muitos séculos esta convicção de fé. No século V celebrava-se em Jerusalém no dia 15 de agosto uma festa importante que tinha por objeto a excelência da pessoa da Mãe de Deus, eleita por supremo conselho para desempenhar uma missão muito especial na história da salvação. Entre o V e VI século, a narração apócrifa sobre o Trânsito de Maria da vida terrena à glória eterna alcançou uma difusão extraordinária: a conseqüência foi o desejo natural dos peregrinos que ocorriam a Jerusalém de honrar o túmulo da Virgem. Durante o século VII, com o nome de Assunção foi acolhida na Igreja de Roma, juntamente com as festa da Apresentação, Anunciação e Natividade, para as quais o Papa Sérgio I (+ 701), instituiu uma procissão preparatória para a missa, celebrada na Santa Maria Maior. No fim do século VII encontra-se uma antiga oração romana composta para a procissão que introduz a celebração mariana do dia 15 de agosto: “Venerável é para nós, Senhor, a festa deste dia em que a Santa Mãe de Deus sofreu a morte terrena, mas não permaneceu nas amarras da morte, ela que, do próprio ser, gerou, encarnado, o teu Filho, Senhor nosso” (Sacramentário Gregoriano Adrineu, no.661)

 
A bula da definição dogmática não fala de argumentos bíblicos, pois a Escritura não afirma a Assunção de Maria. Discute-se se Maria morreu ou não. Por isso, o texto dogmático, cautelosamente, diz “terminado o curso de sua vida terrestre”. Nós, por isso, afirmamos que Maria morreu, pois só assim se pode falar, verdadeiramente, de ressurreição, porquanto somente um morto pode ressuscitar. Maria morreu pelo fato natural da morte que pertence à estrutura da vida humana, independentemente do pecado. Maria, livre e isenta de todo o pecado, pôde integrar a morte como pertencente à vida criada por Deus. A morte não é vista como fatalidade e perda da vida, mas como chance e passagem para uma vida mais plena em Deus.


Além disso, Maria participa na economia da redenção pelo fato de ser a Mãe do Senhor (Lc 1,43). Ela se associou totalmente ao destino de seu Filho. A redenção implica sempre a colaboração de quem a recebe. Maria colaborou admiravelmente na própria salvação. Já por este título ela é o modelo original de quantos recebem a salvação, o modelo de todos os redimidos. Como tal, ela já tem um significado universal de salvação. É o protótipo da vida redimida, a plena e perfeita realização, a imagem ideal de toda a vida cristã. Por sua vida e morte Jesus nos libertou. Por sua vida e morte Maria participou desta obra messiânica e universal. A co-redenção significa a associação de Maria tanto à cruz de Jesus como à sua ressurreição e exaltação gloriosa ou ascensão. Esta razão teológica tem o seu fundamento no triunfo de Cristo sobre a morte, de que faz participantes todos os cristãos por meio da fé e do batismo.


Maria foi assunta ao céu em corpo e alma. Aqui não se trata de dogmatizar um esquema antropológico (corpo e alma). Utiliza-se esta expressão, compreensível à cultura ocidental, para enfatizar o caráter totalizante e completo da glorificação de Maria. Maria vê-se envolvida na absoluta realização. “Assunta ao céu”, ela se nos apresenta como as primícias da redenção, tendo já consumado em si o que ainda se realizará em nós e na Igreja. O corpo de Maria, enquanto ela perambulava por este mundo, foi somente veículo de graça, de amor, de compreensão e de bondade. Não foi instrumento de pecado, da vontade de auto-afirmação humana e de desunião com os irmãos. O corpo é forte e frágil, cheio de vida e contaminado pela doença e morte. Por isso, é exaltado por uns até a idolatria e odiado por outros até a trituração. Maria vive e goza, no corpo e na alma, quer dizer na totalidade de sua existência, desta inefável realização humana e divina.


Para Maria a assunção significa o definitivo encontro com seu Filho que a precedeu na glória. Mãe e Filho vivem um amor e uma união inimaginável. Maria agora vive, em corpo e alma, aquilo que nós também iremos viver quando atingirmos o céu. Enquanto peregrinamos, Maria atua como imagem que recorda e concretiza o nosso futuro. Em cada um que morre no Senhor se realiza aquilo que ocorreu com Maria: a ressurreição e a elevação ao céu. Andando por entre as tribulações do tempo presente, erguemos os olhos ao e rezamos: Salve Maria, vida, doçura e esperança, salve! Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Doce mãe da esperança, em quem apareceu o futuro do mundo e nos foi antecipada e prometida a glória do tempo futuro, ajuda-nos a ser peregrinos na esperança a caminho da unidade futura do Reino, sem pararmos diante das resistências e das canseiras, antes nos empenhando, com fidelidade e paixão, em levar no presente os homens ao futuro da promessa de Deus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém!


Algumas mensagens da leitura evangélica desta festa

 “Agiu com a força de seu braço, dispersou os homens de coração orgulhoso, depôs poderosos de seus tronos, e a humildes exaltou”(vv.51-52), revelam a situação vital de quem conheceu a vitória da ressurreição- exaltação sobre a morte- humilhação do Filho de Maria, Jesus Cristo. Porém, não se pode pôr em dúvida que Lucas tenha usado fonte pre-evangélica (1Sm 2,1-11;Sl 88,9.11;110,2.3.5).

A fé que desperta


As palavras de saudação e agradecimento dirigidas por Isabel a Maria despertaram nela uma maravilhosa profissão de fé. Coisa semelhante acontece com cada um de nós. Lemos ou escutamos a Palavra de Deus ou lemos um bom livro espiritualmente. E quantas vezes tudo isso nos toca o coração e faz brotar dos lábios uma oração de louvor. Maria reconhece que o amor misericordioso do Senhor a tocou; e tocando-a, tocou a humanidade inteira. Por isso é que Isabel a proclama “bem-aventurada”. Por Maria e nela, todos os homens reconhecem o amor infinito e misterioso de Deus (Jo 3,16). Todos nós temos necessidade de que um outro nos revele a nós mesmos. É grande graça na vida de uma pessoa encontrar um mestre de espírito que lhe indique o seu nome, a sua vocação, a sua missão.

 
Neste Magnificat Deus é proclamado como “Santo”. Santo significa aquele que está para além de tudo quanto pudermos pensar e imaginar; é totalmente outro que habita numa luz inacessível (v.49). Mas não vive numa soberana distância dos gritos dolorosos de seus filhos, pois este Deus santo é também misericordioso. Possui um coração sensível aos míseros (miseri-cor-dioso) e protesta contra a injustiça e a exploração e opressão. O texto chama-nos a atenção que os orgulhosos, os detetores do poder e os ricos fechados para si não possuem a última palavra como sempre pretendem, pois cada um tem que prestar contas diante de Deus. Escapa da justiça humana, sobra a justiça divina. Aí é que ninguém escapa. Pela sua fé no poder ilimitado de Deus (v.37), Maria reconhece que a situação provocada pela prepotência, opressão e exploração não é desejada por Deus e, por isso, espera que não seja definitiva. Esta intervenção de Deus é vista como um ato de fidelidade para com o povo da aliança.


Maria, ao contrário, abre o Novo Testamento e representa não só o Povo da Nova Aliança, mas toda a humanidade redimida. Ao aceitar o seu “faça-se/Fiat” a mensagem do Senhor, Maria se converteu na Mãe de Jesus, Nosso Senhor (LG 56). Por esta fé Maria é a primeira crente e discípula de Cristo, a primeira cristã da Igreja (Marialis Cultus de Paulo VI, nn.35-36). Jesus vai declarar mais tarde a bem-aventurança da fé, relativizando até certo ponto os vínculos de sangue com Maria, Sua Mãe, ao dizer: ” Felizes os que escutam a Palavra de Deus e a põe em prática” (Lc 11,28),porque esses são meu irmão e minha irmã e minha mãe” (Mc 3,35). Maria é feliz porque acreditou e cumpriu a Palavra e a vontade de Deus que aceita sem reservas com um sim incondicional. Nossa Igreja, por isso, reverencia a Mãe de Jesus como modelo de fé e de fidelidade a Deus.
Jesus declara feliz quem escuta e coloca em prática a palavra de Deus. Até neste ponto, será que somos felizes?


Autor 
P. Vitus Gustama,svd


Fonte
http://carmelostrindade.wordpress.com

sábado, 10 de agosto de 2013

09 de Agosto - Santa Edith Stein



 Nascida em Vrastilávia a 12 de Outubro de 1891, os seus genitores eram de nacionalidade alemã e de religião hebraica. Foi educada na fé dos pais, mas no decurso dos anos tornou-se praticamente ateia, conservando muito elevados os valores éticos, mantendo uma conduta moralmente irrepreensível. De maneira brilhante obteve o doutoramento em filosofia e tornou-se assistente universitária do seu mestre, Edmund Husserl. Incansável e perspicaz investigadora da verdade, através do estudo e da frequência dos fermentos cristãos e, por fim, através da leitura da autobiografia de Santa Teresa de Ávila, encontrou Jesus Cristo que resplandecia no mistério da cruz e, com jubilosa resolução, aderiu ao Evangelho.

Em 1922, recebeu o batismo na Igreja católica com o nome de Teresa: a sua vida mudou de modo radical. Os anos sucessivos foram despendidos no aprofundamento da doutrina cristã, no ensinamento, apostolado e publicação de estudos científicos, e numa intensa vida interior nutrida pela palavra de Deus e a oração.

Em 1933, coroou o desejo de se consagrar a Deus e entrou na Congregação das Carmelitas Descalças, tomando o nome de Teresa Benedita da Cruz, exprimindo assim, também com este nome, o ardente amor a Jesus crucificado e especial devoção a Santa Teresa de Ávila. Emitiu regularmente o voto de pobreza, obediência e castidade e, para realizar a sua consagração, caminhou com Deus na via da santidade.

Quando na Alemanha o nacional-socialismo exacerbou a louca perseguição contra os judeus, os superiores da Beata enviaram-na, por precaução, para o carmelo de Echt, na Holanda. Impelida pela compaixão para com os seus irmãos judeus, não hesitou em oferecer-se a Deus como vítima, para suplicar a paz e a salvação para o seu povo, para a Igreja e para o mundo. A ocupação nazista da Holanda comportou o início do extermínio também para os judeus daquela nação. Os Bispos holandeses protestaram energicamente com uma Carta pastoral, e as autoridades, por vingança, incluíram no programa de extermínio também os judeus de fé católica.

A 2 de Agosto de 1942, a Beata foi aprisionada e internada no campo de concentração de Auschwitz, e juntamente com a irmã foi morta na câmara de gaz no dia 9 de Agosto de 1942. Assim morreu como filha do seu povo martirizado e como filha da Igreja católica. «Judia, filósofa, religiosa, mártir — como foi afirmado por João Paulo II no dia da Beatificação, a 1 de Maio de 1987, em Colónia —  a Beata Edith Stein representa a síntese dramática das feridas do nosso século. E, ao mesmo tempo, proclama a esperança de que é a cruz de Jesus Salvador que ilumina a história».
 

 

"Mulher inteligente e estudiosa, muito interessou-se pela filosofia. Estudou com o filósofo Edmund Husserl, que foi seu professor. Tornou-se filósofa. O encontro com o filósofo Max Sceler levou-a ao interesse pelo Catolicismo. Também estudou enfermagem e prestou serviço num hospital militar austríaco durante a I Guerra Mundial. Edith frequentou sinagogas e igrejas protestantes. Mas, Aquele que é a Verdade, na Sua Providência tudo dispunha para atraí-la para si. A leitura do Novo Testamento, do livro dos "Exercícios Espirituais" de Santo Inácio de Loyola, da Autobiografia de Santa Teresa de Jesus e outros fatores, ajudaram-na a converter-se a Cristo. 


Por causa do ódio nazista contra os hebreus, foi levada em 1938 para o Mosteiro Carmelita de Echt, na Holanda, para estar mais segura. Ela estava abandonada em Deus e aberta para aceitar a própria morte que se aproximava. Também nos mosteiros escreveu obras literárias, como a famosa obra Scientia Crucis ("A Ciência da Cruz"). Em 02/08/1942 foi presa, no convento, pelos nazistas, que a levaram, junto com a sua irmã de sangue, Rosa (que tinha se tornado católica e prestava serviço junto às Carmelitas de Echt), e outros hebreus, para a prisão.


Na manhã de 07/08/1942, foi levada para o campo de concentração de Auschwitz aonde, no dia 09/08 do mesmo ano, foi executada na câmara de gás. O Papa João Paulo II beatificou-a em 01/05/1987 em Colônia, na Alemanha e, canonizou-a em 11/10/1998 na Praça de São Pedro, em Roma. "Caros Irmãos e Irmãs! O amor de Cristo foi o fogo que incendiou a vida de Teresa Benedita da Cruz. Antes ainda de tomar consciência dele, ela foi por ele completamente capturada. (...) Descobriu, de fato, que a verdade tinha um nome: Jesus Cristo, e, daquele momento o Verbo Encarnado foi tudo para ela. (...) A nova santa nos ensina, enfim, que o amor por Cristo passa através da dor. Quem ama verdadeiramente não se detém de fronte da perspectiva do sofrimento: aceita a comunhão na dor com a pessoa amada. (...) Santa Teresa Benedita da Cruz nos vem hoje indicada como modelo no qual inspirar-nos e como protetora a quem recorrer" (Da Homilia do Papa João Paulo II na Canonização de Santa Teresa Benedita da Cruz, em 11/10/1998).
 
Local morte Auschwitz, Polônia
Morte 09/08/1942
 


Oração 
Oh Deus, se é tua Vontade, permita que Santa Teresa Benedita da Cruz, Edith Stein, que acreditou em seu Filho em vida e o seguiu até a morte por martírio, interceda por mim nesta petição (mencionar o pedido). Pedimos-te em nome de Jesus Cristo Nosso Senhor, Amém!
 
Devoção Santa Teresa Benedita da Cruz foi uma ilustre testemunha da presença de Deus e do mistério da Cruz. Foi generosa testemunha da Fé. Com a vida e com a morte testemunhou o Senhor. Ela viveu a experiência da busca. Procurou a verdade através da filosofia e, por fim, descobriu a Verdade que é Cristo. Foi conquistada por Ele. A santa afirmou insistentemente: 'O nosso amor para com o próximo é a medida do nosso amor a Deus. Para os cristãos - e não só para eles - ninguém é 'estrangeiro'. O amor de Cristo não conhece fronteiras'.
 
Padroeira da Jornada Mundial da Juventude

Fonte: Vaticano - www.vatican.va

Pedidos de Oração