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terça-feira, 10 de julho de 2012

Nossa Senhora do Carmo Patrona dos Marinheiros




"Na Idade Média atribuia-se a Maria o título de “Estrela do Mar”, em latim “stella maris”. Desde aquela época, muitos carmelitas tem aclamado a Maria como a “Flor do Carmelo” e a  “Estrela do Mar”. O fez o próprio Simão Stock com esta prece que lhe é atribuída: “Flor do Carmelo Vinha florida, esplendor do céu, Virgem fecunda, singular. Ó Mãe terna, intacta de homem, a todos teus filhos proteja teu nome, Estrela do Mar!.


O nome de  “Stela Maris” foi também dado a todos os centros de Apostolado do Mar da Igreja Católica que estão localizados nos portos. Mas … de onde vem o patronato da Virgem do Carmo aos marinheiros?. No século XVIII, quando já era muito popular a festa da Virgem do Carmo na Espanha, o almirante mallorquino Antonio Barceló Pont de la Terra, nascido em 1716 e falecido em 1797, impulsionou sua celebração entre a marina que ele dirigia. Foi a partir de então quando a marinha espanhola foi substituindo o patrocício de São Telmo pelo da Virgem do Carmo. Em muitas localidades espanholas são celebradas grandes  procissões marítimas que são um autêntico êxito. No bispado de Girona cabe remarcar as de: l’Escala, Roses, Llançà, Arenys de Mar e Palamós.


Embora a Virgem seja a padroeira dos marinheiros, muitos deles compartilham ainda o patrocínio com São Telmo. Também os pescadores têm  à Virgem do Carmo como padroeira sem esquecer São Pedro. Pode ser invocada para que nos proteja de possíveis naufrágios e tempestades em alto mar.


Na Catalunha, antigamente, as moças rogavam com uma pequena oração à Nossa Sennhora do Carmo para encontrar marido  rapidamente, não importando a situação econômica, rico ou pobre: “Mare de Déu del Carme, doneu-me un bon marit, sia pobre, sia ric, mentre vingui de seguit”. Também tinham como padroeira os já desaparecidos serenos (polícia noturna) de Barcelona.


O grande santuário dedicado a Nossa Senhora do Carmo encontra-se logicamente no Monte Carmelo, em Haifa (Israel), mas… não no vale do Wadi-es-Siah, e sim no vale conhecido como “El-Muhraqa”. Ali há o mosteiro dos carmelitas, uma hospedaria e uma grande mirante.
Como já é sabido, a festa de Nossa Senhora do Carmo é em  16 de julho, já que segundo a tradição, foi em 16 de julho de 1251 a data do presente do  escapulário por parte da Virgem  a São Simão Stock.

Salvados do Mar

No verão de 1845 o barco inglês, “Rei do Oceano” encontrava-se em meio de um feroz furação. As onda o castigavam sem piedade e o fim parecia próximo. Um ministro protestante chamado Fisher em companhia de sua esposa e filhos e outros passageiros foram à coberta para suplicar misericórdia e perdão.

Entre a tripulação estava o irlandês John McAuliffe. Ao olhar a gravidade da situação, o jovem abriu sua camisa, tirou o Escapulário e, fazendo com ele o Sinal da Cruz sobre as furiosas ondas, o lançou ao oceano. Nesse preciso momento o vento se acalmou. Somente uma onda mais chegou à coberta, trazendo nela o Escapulário que ficou parado diante dos pés do rapaz.

Durante o acontecido o ministro havia estado observando cuidadosamente as ações de McAuliffe e foi testemunha do milagre. Ao interrogar ao jovem se informaram sobre a Santíssima Virgem e seu Escapulário. O Sr. Fisher e sua família resolveram ingressar à Igreja Católica o mais rápido possível e assim desfrutar a grande proteção do Escapulário de Nossa Senhora.



Novenário de Nossa Senhora do Carmo
Campos - RJ




Publicado em 31/08/2010 • Canal: Formação • Tag: , Nenhum Comentário

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A Conquista do Monte Carmelo


"O Carmelo, que significa jardim, é uma cadeia de colinas que termina por um promontório perto de Haifa em Israel, lugar de culto desde a antiguidade, citado pelo profeta Isaías (o esplendor do Carmelo) entre os dons de Deus a seu povo. Cinco Séculos depois de Moisés, Elias, homem de Deus, morou aí em solidão, vestido com uma larga cintura de pele e de uma peliça, como posteriormente João Baptista no tempo de Jesus. 

A Bíblia conta-nos nos Livros dos Reis que no tempo de Elias, o povo escolhido, dividido em dois reinos separados, põe em risco perder a sua alma: a fidelidade ao único Deus verdadeiro. O culto fenício de Baal é introduzido como alternativa ao pacto de Moisés com Aquele que é. Elias e os seus discípulos defendem o monoteísmo. O profeta  repreende duramente o rei que traiu a Aliança, e vive depois escondido perto da torrente de Kerit só em comunhão com  Deus; finalmente desafia os profetas de Baal no monte Carmelo, diante do povo: «Até quando sereis vós coxos de  ambos os pés? Se o Senhor é Deus, Segui-O. Se, pelo contrário, é Baal, segui-o!» O poder de Deus manifesta-se, e  Elias pensa ter vencido definitivamente; mas teve de fugir ameaçado de morte pelos fiéis do Deus pagão. 

Ele esconde-se no deserto e aí deseja morrer: «Agora basta, Senhor! Toma a minha vida porque eu não sou melhor que meus pais». É a prova da sua fé; não é fácil possuir a Deus e ser defendido por Ele; quando os meios humanos desaparecem fica  somente a fidelidade nua. Mas um anjo convida-o a comer e a beber: «o caminho é muito longo para ti». Elias, depois  de 40 dias e 40 noites, chega ao monte de Deus, o Horeb, onde Javé se tinha manifestado a Moisés: «Eu sou o  Senhor teu Deus». Agora Deus pergunta ao seu profeta: «Que fazes tu aqui, Elias?» «Estou cheio de zelo - respondeu  ele - pelo Senhor dos exércitos, porque os Israelitas abandonaram a tua Aliança, derrubaram os teus altares e mataram à  espada os profetas. Fiquei só e eles atentam contra a minha vida » Mas Deus ordenou-lhe: «Sai e pára no monte na presença do Senhor.» Onde estará Deus? «Houve um grande furacão tão forte que fendia as montanhas e quebrava as  rochas diante do Senhor, mas o Senhor não estava no furacão. Depois do furacão, um tremor de terra, mas o Senhor não  estava no tremor de terra. Depois do tremor de terra um fogo, mas o Senhor não estava no fogo. 


Depois do fogo houve o  murmúrio duma brisa suave». Inesperadamente Deus está nesta brisa suave, repetindo-lhe a pergunta: «Que fazes tu  aqui, Elias?» E ele, intransigente, duro como a rocha: «Estou cheio de zelo pelo Senhor dos exércitos». Mas Elias aprendeu a suportar a derrota aparente da religião do seu Deus esperando sem impaciência o triunfo, que  ele não verá durante a sua vida sobre a terra; a subir à montanha sem tomar posse dela, como Moisés viu mas não  habitou a terra prometida. Os pensamentos de Deus estão para além dos seus pensamentos; permanecem  incompreensíveis, eles inflamam o seu amor ardente.  


É por isso que Jesus, no Tabor, aparece na sua glória em colóquio com Moisés e Eias, os Santos da expectativa; a passagem para a glória definitiva da Ressurreição deve reencontrar a Cruz, a experiência da fé pura já vivida por Elias e  revivida por João Baptista; o zelo deve tornar-se no filho do homem, a fidelidade sem apoio, no triunfo aparente do mal. É  o único caminho que conduz à conquista do monte, do Carmelo, do Horeb, do Calvário; o caminho de Elias, de Jesus e  o nosso, onde corremos o risco de não ouvir Deus que passa suave sobre a montanha da alma e aí eleva a sua cruz de  amor.



fonte:
Ordem do Carmo em Portugal
http://www.ordem-do-carmo.pt
Ludovico Saggi
Emanuel Boaga
Carlo Colelli


 Novenário e Festa de Nossa Senhora do Carmo
Campos RJ


 Venerável Terceira de Nossa Senhora do Monte Carmelo

domingo, 8 de julho de 2012

Novenário de Nossa Senhora do Carmo



"O calendário litúrgico é cheio de festas que nos convidam a refletir sobre os mistérios da nossa vocação cristã e a sentir ao nosso lado a presença de Deus. Celebramos com alegria as festas dos santos, amigos nossos e de Deus, que souberam acolher a Palavra e vivê-la com intensidade, tornando-se para nós modelos de vida. Entre todas as pessoas que passaram por esta terra, Maria ocupa um lugar de destaque. Ela, Mãe de Jesus e nossa, repete aos nossos ouvidos distraídos: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.

O mês de julho nos recorda uma festa querida ao coração dos fiéis: Nossa Senhora do Carmo. Um título diferente, que tem história e significado próprios. O nome Nossa Senhora do Carmo está relacionado ao Monte Carmelo, que na Bíblia tem uma menção especial por ser o lugar das inspirações proféticas de Elias, um instrumento de Deus a serviço do povo sofrido. Elias busca o Senhor, ama as leis de Deus e sofre por ver o povo oprimido pela injustiça e escravo da idolatria. Então, com sua palavra e seu testemunho, derrota os profetas de Baal e, consumido de amor pelo Deus vivo, restaura no meio de Israel a primazia de Deus.

A palavra Carmelo, em hebraico, significa “vinha fértil, jardim florido”. Nesta montanha, conserva-se a memória de Elias através dos séculos, pela presença dos carmelitas descalços, que tomam conta do santuário de Nossa Senhora do Carmo.

Um pouco de história

O século XIII é conhecido como o século das cruzadas, quando a Igreja, preocupada pelas invasões da Terra Santa por parte dos muçulmanos, decide intervir militarmente para defender e resgatar o “santo sepulcro” – É claro que o fenômeno das cruzadas não pode nem deve ser julgado com os critérios de hoje, mas devemos ter presentes as situações sociais e religiosas do tempo.

Também nesse período, alguns eremitas se refugiam no Monte Carmelo e iniciam um estilo de vida solitário. Havia naquele lugar uma nascente de água, chamada fonte de Elias, que servia para todos os eremitas e eles se reuniam ali, perto dessa fonte, para tomar água e conversar sobre os projetos de vida monástica. Alguns monges sentiram mais tarde a necessidade de pedir a Alberto, patriarca de Jerusalém, uma regra. Assim surgiram os carmelitas, que construíram uma igreja em honra de Nossa Senhora.

O nome carmelita surge, portanto, do lugar das reuniões desses monges, que se apresentam com seu título oficial conservado até hoje: irmãos da bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo.

O escapulário

Nossa vida é marcada por “sinais” que nos revelam uma realidade escondida. A maior parte da nossa linguagem acontece através de sinais que nos permitem melhor compreender os porquês de nossa existência. No fim do século XIII, os carmelitas já se tinham estabelecido em vários lugares da Europa: França, Itália, Inglaterra... As coisas da Ordem não iam bem. Os carmelitas encontravam dificuldades por todas as partes.

A vida religiosa estava em clara decadência. À frente do grupo, como geral da Ordem, havia um homem santo, Simão Stok, que era muito devoto de Nossa Senhora do Carmo. Ele pedia constantemente a Nossa Senhora que viesse em ajuda e lhe mostrasse um sinal do seu amor. Maria, segundo a tradição, teria lhe aparecido e dado o Escapulário, como sinal de seu amor e proteção. E todos os que usassem este sinal receberiam a proteção da Virgem Maria e a salvação. Desde então, foi se difundindo o escapulário de Nossa Senhora do Carmo como sinal desta devoção e deste amor dos frades para com Nossa Senhora. Esta visão de São Simão Stok é envolvida na névoa da lenda do mistério e não é fácil compreender a verdade total. Por isso os historiadores muitas vezes mostram-se desconfiados.

Seja qual for a interpretação que podemos dar do fato, o valor do escapulário não está na veracidade histórica da visão, mas no seu significado e importância na nossa vida. O escapulário, que o povo chama de “bentinho”, é um sinal trazido para a América Latina pelos conquistadores e os primeiros evangelizadores.

Hoje não se fala mais do escapulário como sinal recebido por Simão Stok das mãos de Maria, mas do seu significado simbólico de pertença a Maria e de compromisso com Jesus no processo evangelizador. No momento atual, depois das crises de desacralização dos anos 70 e 80, está voltando na vida do povo toda a presença da simbologia externa para revelar a fé, como medalhas, crucifixos e símbolos – por exemplo, o Tau do Shalom e o escudo carmelita –. O escapulário também se faz presente na vida de muitas pessoas.

O que o escapulário não é

É bom colocar em evidência que o escapulário, como qualquer outro sinal, não é um amuleto, não trás sorte para ninguém; nem algo de mágico, que pelo simples fato de trazê-lo consigo assegure a salvação e resolução de todos os problemas –. O escapulário não é nada disso. Todas as devoções devem ser purificadas de toda magia ou de todo interesse que não faz parte do processo da fé.

Na vida de fé não há esse espírito de magia nem de esoterismo. Não se usa um escapulário porque fica bonito ou porque todos usam ... não é uma moda. Por isso que não se insiste mais sobre o famoso “privilégio sabatino”, pelo qual quem usasse o escapulário sem nunca tirá-lo, e morresse com ele, teria a salvação certa e Nossa Senhora viria buscá-lo no purgatório no sábado depois da morte. Não é como um contrato com Nossa Senhora. Nesse sentido, devemos desmitificar o escapulário para não agir por interesses. Na fé se age por amor e gratuidade.

Um sinal de devoção

O escapulário, que pode ser considerado como um “pequeno hábito”, é um dos mais belos sinais de devoção a Nossa Senhora. Maria para nós não é algo de acessório ou supérfluo; ela faz parte da nossa devoção e amor a Jesus. Não se pode amar a Jesus sem acolher com amor filial a pessoa de Maria, nossa Mãe. Ela foi escolhida por Deus para ser a Mãe de Jesus e continua na nossa história, é presença em nossa vida. Maria se apresenta como caminho que nos leva a Jesus. Ela nos toma pela mão e nos protege e cobre com seu manto amoroso.

O escapulário é, portanto, para nós sinal deste amor, um compromisso a viver as virtudes de Nossa Senhora, a imitá-la.

O sinal do escapulário também nos une à grande família do Carmelo e nos faz anunciadores destemidos do Reino de Deus. Quem ainda não tem o escapulário seria bom recebê-lo e ser-lhe fiel. A devoção do escapulário não é compromisso particular nem se opõe a carisma algum, o único compromisso é viver como Maria e difundir sua devoção.

O escapulário é sinal de amor, de engajamento em toda a espiritualidade de Nossa Senhora. Quem ama Maria não esconde este amor, mas faz o possível para que ela seja conhecida e amada. Santa Teresinha do Menino Jesus amava tanto a Maria que na sua poesia “Porque te amo, Maria”, recorda que Maria é aquela que nos faz conhecer Jesus e nos protege em todos os momentos de nossa vida. Embora ela tivesse dificuldades em rezar o terço, nunca deixou de fazê-lo, manifestando assim o seu grande amor a Maria.

Hoje, mais do que nunca, num mundo marcado pelo egoísmo globalizado, onde tudo se faz por interesse, é importante redescobrir a gratuidade no nosso relacionamento com os homens e com Deus: o escapulário é sinal de amor gratuito a Maria, e quem ama gratuitamente a Maria, pode ter a certeza de ser por ela protegido e que ela nos apresentará ao seu Filho Jesus.
Fonte: Revista Shalom Maná
 
Frei Patricio Schiadini - OC
 

Novena e Festa de Nossa Senhora do Carmo
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