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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

"No mistério da Cruz encontramos a história do homem e a história de Deus"


S.S. Papa Francisco


O mistério da Cruz é um grande mistério para o homem e do qual se pode aproximar somente através da oração e das lágrimas: foi o que observou o Papa Francisco na Santa Missa celebrada por ele na capela da Casa Santa Marta, no dia em que a Igreja celebra a Festa da Exaltação da Santa Cruz.

No mistério da Cruz - disse o Papa em sua homilia – encontramos a história do homem e a história de Deus, sintetizadas pelos Pais da Igreja, na comparação entre a árvore do conhecimento do bem e do mal, no Paraíso, e a árvore da Cruz:

“Aquela árvore tinha feito tanto mal, e esta árvore nos leva à salvação, à saúde. Perdoa aquele mal. Este é o caminho da história humana: um caminho para encontrar Jesus Cristo Redentor, que dá a sua vida por amor. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Esta árvore da Cruz nos salva, todos nós, das consequências daquela outra árvore, onde teve início a auto-suficiência, o orgulho, a soberba de querer conhecer, - nós -, tudo, de acordo com a nossa mentalidade, de acordo com os nossos critérios, também segundo a presunção de ser e de se tornar os únicos juízes do mundo. 

Esta é a história do homem: de uma árvore a outra árvore”.


Na cruz, se encontra também “a história de Deus” - prosseguiu o Papa Francisco –, “porque podemos dizer que Deus tem uma história”. De fato, “Ele quis assumir a nossa história e caminhar conosco”: inclinou-se, se tornando homem, enquanto nós queríamos nos elevar, e assumiu a condição de servo, sendo obediente até a morte na cruz, para nos levantar:

“Deus faz este caminho por amor! Não há outra explicação: somente o amor faz essas coisas. Hoje olhamos para a Cruz, a história do homem e a história de Deus."  

Olhamos para esta cruz, onde se pode provar mel de aloe, o mel amargo, a doçura amarga do sacrifício de Jesus. Mas esse mistério é tão grande que por si só não podemos compreender bem este mistério, não tanto para entender - sim, entender ... - mas experimentar profundamente a salvação deste mistério. Antes de tudo o mistério da Cruz. Somente se pode entender um pouquinho, de joelhos, em oração, mas também através das lágrimas: são as lágrimas que nos aproximam deste mistério”.


“Sem chorar, chorar no coração - disse o Papa - não se poderá jamais entender esse mistério”. É o choro do arrependimento, o choro do irmão e da irmã que olham para tantas misérias humanas” e as vêem em Jesus, mas “de joelhos e chorando” e “nunca sozinhos, nunca sozinhos!”


“Para entrar neste mistério, que não é um labirinto, mas se assemelha um pouco, temos sempre necessidade da Mãe, da mão da Mãe. Que Ela, Maria, nos faça experimentar quão grande e quão humilde é este mistério; tão doce como mel e tão amargo como o aloe. Que seja ela a nos acompanhar neste caminho, que nenhum outro pode fazê-lo além de nós mesmos. Cada um deve fazê-lo! Com a Mãe, chorando e de joelhos”. (SP)


Corrupção, Mal Antigo - Artigo de S.Exa. D. Fernando Rifan



Dom Fernando Arêas Rifan*

 corrupção financeira, ou seja, o conseguir ilicitamente benefícios através do dinheiro e vice-versa, provém da ambição humana do poder. Pois o dinheiro traz poder. E o poder é o que atrai, seduz, pois, com ele, pensa-se, consegue-se tudo. Quanta gente, pelo dinheiro, por amor do cargo ou posição, pela sede de poder, trai sua consciência e acaba prevaricando!

Mas, sempre há condições, na maioria das vezes ilícitas, para se conseguir com facilidade, sem trabalho, dinheiro e poder. Não foi essa a tentação do Diabo a Jesus: “Tudo isso te darei (todos os reinos do mundo e a sua glória) se, prostrando-te diante de mim, me adorares” (Mt 4, 9)?

“Feliz o homem que não correu atrás do ouro, que não colocou sua esperança no dinheiro! Quem é esse para que o felicitemos?” (Eclo 31, 8-9). É a exclamação do livro do Eclesiástico. “Ninguém pode servir a dois senhores... Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24), nos ensina Jesus. Servir ao dinheiro significa transforma-lo em deus, com disposição de a ele tudo sacrificar: honra, consciência, virtude, o próximo, etc.

“Aqueles que ambicionam tornarem-se ricos caem nas armadilhas do demônio e em muitos desejos insensatos e nocivos, que precipitam os homens no abismo da ruína e da perdição. Porque a raiz de todos os males é o amor do dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições” (I Tim 6,9-10), nos adverte São Paulo.

O exemplo clássico de ambição, de “servir ao dinheiro” foi Judas, que vendeu Jesus aos seus inimigos. Judas certamente não queria a morte de Jesus. Queria sim lucrar com sua entrega, com seu poder, vendendo-o aos inimigos, recebendo deles o dinheiro, pensando que Jesus iria deles se libertar, como já o fizera antes. O amor do dinheiro o cegou a ponto de não enxergar a loucura que estava praticando e levando-o depois ao desespero.

Outro exemplo de ambição do poder, ligado ao dinheiro, também ocorreu na Paixão de Cristo com Pilatos, o governador romano a quem competia julgar Jesus. Declarando por nove vezes sua inocência e tentando libertá-lo, sucumbiu ao terrível argumento dos inimigos de Jesus: a perda do cargo e, consequentemente, do dinheiro a ele inerente: se Pilatos libertasse Jesus, eles o acusariam perante César, e seu cargo correria perigo. Então Pilatos, contra a sua convicção, deixou-se vencer pela força do dinheiro e traiu sua consciência condenando Jesus, por ele proclamado inocente. Corrupto! Também corruptos foram os chefes dos sacerdotes quando deram propina aos guardas para que mentissem sobre a Ressurreição de Jesus (Mt 28,12-15).

Chamamos de corruptos os políticos, mas nos esquecemos de que corrupto é alguém que é corrompido por outro. Esse outro, que corrompe os políticos, acaba sendo o povo que o elege. Pois elegem por interesse, elegem aquele que os beneficia ou poderá beneficiar, votam quando vão lucrar alguma coisa. Então, só os políticos é que são corruptos ou é também o povo, nós mesmos, que os elegemos na base da corrupção? 



*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney


domingo, 6 de setembro de 2015

Mês da Bíblia - Estudo I - Gênesis


GÊNESIS
A Criação



1. A ORIGEM do homem é sempre atormentado pela consciência que tem da inexorável morte; morte, que é o término da existência, a revelar-lhe a vida; vida a pulular em vários matizes e formas a revelar-lhe um ordenamento; ordenamento inteligente a revelar-lhe a Criação; Criação a revelar-lhe o Criador - DEUS:"Sua realidade invisível - seu eterno poder e sua divindade - tornou-se inteligível, desde a criação do mundo, através das criaturas..." (Rm 1,20).

A ORIGEM é um desafio à inteligência e a existência é um mistério ainda não desvendado. O homem quer conhecer a origem de tudo e a finalidade da existência. Vê que na natureza tudo é cíclico: o dia começa, atinge o seu clímax e termina, para reiniciar de novo em outro dia, sucessivamente; igualmente, as fases da lua; também, as estações do ano a anunciar em cada primavera o reiniciar e a continuidade existencial: novos frutos, novas ninhadas e novos seres. Tudo recomeça. Tudo lhe inspira um começo novo e um fim a vista. Tudo lhe inspira um recomeço após a morte e sente o anseio pela vida eterna. Assim como tudo termina, tudo deve ter um começo. E então o procura, o começo de tudo e a própria origem. Tem a esperança de que o conhecimento da origem de tudo venha a lhe revelar para que existe: só quem sabe de onde vem sabe aonde vai, e a que se destina. Busca então localizar as minúcias tanto físicas como cronológicas da sua origem obscura. Também os contornos e detalhes que desconhece da sua criação, origem e formação. Não só de si mesmo, mas de tudo o mais que existe e o cerca. Mas, até hoje, só pôde conhecer alguns traços ainda indecifráveis e complexos de seu pequenos e esparso percurso histórico, e focalizado nas sucessões cronológicas da sua existência, que se manifestam aqui e acolá, fossilizados e dispersos no mundo por onde passa. A origem propriamente dita, real, permanece-lhe um mistério, um enigma, não conseguindo atingi-la. No âmago de toda a dinâmica existencial o homem é o mistério do homem: não sabe de onde veio e não sabe aonde vai; e, não sabendo disto, nada sabe de si mesmo, nem mesmo o que é.Ao narrador bíblico, ao hagiógrafo, não existiu tal mistério insondável e nem lhe preocuparam muitos detalhes e complexidades: para ele a origem e o fim de tudo é DEUS, O CRIADOR DE TUDO O QUE EXISTE:"No princípio, Deus criou o céu e a terra. Ora, a terra estava vazia e vaga, as trevas cobriam o abismo. O Espírito de Deus pairava sobre as águas" (Gn 1,1-2).

Seus conhecimentos, "sua ciência", eram delimitados por aquilo, e somente por aquilo que lhe informavam os sentidos nus. Não possuía telescópios nem microscópios, desconhecia qualquer fenômeno físico, químico ou bacteriológico, bem como desconhecia por completo toda e qualquer conquista científica. E, com os parcos recursos de que dispunha, traçou a linha de sua concepção humana da Obra de Deus, culturalmente condicionada ao seu tempo. Nascia assim a primeira "teoria científica" da origem de tudo que o envolvia, profundamente mesclada com a concepção religiosa e doutrinária, condicionada à sua época e mentalidade. Por causa disso torna-se sumamente injusto avaliar a sua teoria ou o seu desenvolvimento com base nas conquistas modernas, exigindo dele conhecimentos que não possuía. É indispensável um deslocar à sua cultura para melhor compreendê-lo, separando-se ainda a verdade religiosa aí mesclada por revelação e inspiração de Deus, já que ninguém presenciou a Obra da Criação. Narra tudo com simplicidade e sem se deixar prender e perder por mitos, superstições, fantasias ou lendas, apesar de estar tudo paradoxalmente mesclado nela. Então, quando diz que "Deus criou o céu e a terra", diz que "Deus criou tudo o que existe", já que era tudo o que conhecia, todo o seu universo, o qual se resumia ao que seus sentidos lhe informavam. Não conhecia nem poderia conhecer as galáxias ou outros astros do sistema solar ou do universo astronômico.


2. A CRIAÇÃOPara ele nada do que existe, existe sem Deus; no princípio, tudo foi criado por Deus e caminha inexoravelmente conforme os desígnios de Deus, sem mistérios e sem complexidades, com a simplicidade inspirada por uma fé profunda. Diz apenas e vigorosamente que tudo começou a partir do impulso propulsor e ordenador da Palavra de Deus, mostrando-O assim onipotente, destacado da Criação, não se confundindo com Ela...


Setembro - Mês da Bíblia


stamos em setembro, e no Brasil já é uma tradição que este mês seja lembrado como o Mês da Bíblia.  Setembro foi escolhido em 1971 pelos bispos do Brasil como o Mês da Bíblia, em razão da Festa de São Jerônimo, celebrada no dia 30.  São Jerônimo, que viveu entre 340 e 420, foi o secretário do Papa Dâmaso e por ele encarregado de revisar a tradução latina da Sagrada Escritura. Essa versão latina feita por São Jerônimo recebeu o nome de Vulgata, que, em latim, significa popular, e o seu trabalho é referência nas traduções da Bíblia até os nossos dias.

Conhecer e amar

Ao celebrar o Mês da Bíblia, a Igreja nos convida a conhecer mais a fundo a Palavra de Deus, a amá-la, cada vez mais, e a fazer dela, cada dia, uma leitura meditada e rezada. É essencial ao discípulo missionário o contato com a Palavra de Deus para ficar solidamente firmado em Cristo e poder testemunhá-Lo no mundo presente, tão necessitado de sua presença. “Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-Lo. Se queremos ser discípulos e missionários de Jesus Cristo, é indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus. É preciso fundamentar nosso compromisso missionário e toda a nossa vida cristã na rocha da Palavra de Deus” (Documento de Aparecida, 247).
Revelação de Deus
A Bíblia contém tudo aquilo que Deus quis nos comunicar em relação a nossa salvação. Jesus é o centro e o coração da Bíblia. Em Jesus se cumprem todas as promessas feitas no Antigo Testamento para o povo de Deus.
Ao lê-la, como cristãos católicos, não devemos nos esquecer que Cristo é o ápice da revelação de Deus. Ele é a palavra viva de Deus. Todas as palavras da Sagrada Escritura tem seu sentido definitivo Nele, porque é no mistério de sua morte e ressurreição que o plano de Deus para a nossa salvação se cumpre plenamente.
Nas Sagradas Escrituras, Deus se nos revela através de palavras e de acontecimentos intimamente entrelaçados, de tal sorte que as obras ajudam a manifestar e confirmar os ensinamentos e realidades significadas pelas palavras; e estas, por sua vez, proclamam as obras e elucidam o mistério nelas contido (“Dei Verbum”, 2/162). Deus se serve de autores humanos, por Ele inspirados e de linguagem humana, e até dos gêneros literários usados em cada época, para nos manifestar a sua verdade. É o que São João Crisóstomo chamou de “Divina Condescendência”. Deus desce até nós e fica perto de nós.
Viva e eficaz
A Sagrada Escritura é viva e eficaz. Por isso, enquanto membros da Igreja, a comunidade dos fiéis é chamada a ser como aquela comunidade que “escuta religiosamente a palavra de Deus, santamente a guarda e fielmente a expõe” (Ibid. 10/176). E, para que realmente possa ser fiel a sua exposição da Palavra de Deus ao seu povo, encoraja e orienta uma multidão de estudiosos, de peritos e de exegetas, que nos ajudam a entender bem hoje de livros que foram escritos há tantos séculos e traduzidos e transcritos em infinitas cópias.
Palavra de Deus
Como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica, Deus é o autor da Sagrada Escritura. “A verdade divinamente revelada, que os livros da Sagrada Escritura contêm e apresentam, foi registrada neles sob a inspiração do Espírito Santo”.
“Com efeito, a santa mãe Igreja, segundo a fé apostólica, considera como sagrados e canônicos os livros completos do Antigo e do Novo Testamento com todas as suas partes, porque, escritos por inspiração do Espírito Santo, têm Deus por autor, e como tais foram confiados à própria Igreja” (“Dei Verbum”, 11)
Foi o próprio que Deus inspirou os autores humanos dos livros sagrados. “Para escrever os livros sagrados, Deus escolheu e serviu-se de homens, na posse das suas faculdades e capacidades, para que, agindo Ele neles e por eles, pusessem por escrito, como verdadeiros autores, tudo aquilo e só aquilo que Ele queria” (“Dei Verbum”, 11).
Livros inspirados
Os livros inspirados ensinam a verdade. “E assim como tudo o que os autores inspirados ou hagiógrafos afirmam, deve ser tido como afirmado pelo Espírito Santo. Por isso mesmo se deve acreditar que os livros da Escritura ensinam com certeza, fielmente e sem erro, a verdade que Deus quis que fosse consignada nas sagradas letras em ordem à nossa salvação” (“Dei Verbum”, 11).
No entanto, a fé cristã não é uma ‘religião do livro’. Como nos ensina São Bernardo de Claraval, em sua homilia super ‘Missus est’, 4, 11: “O cristianismo é a religião da Palavra de Deus, não de uma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo”. Para que não seja letra morta, é preciso que Cristo, palavra eterna do Deus vivo, pelo Espírito Santo, nos abra o espírito à inteligência das escrituras (Lc 24, 45).
Padre André Sampaio de Oliveira
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Misericórdia 
http://arqrio.org/formacao/

Somos Patriotas - Artigo de S.Excia. D. Fernando Rifan no Feriado da Independência - 07 de Setembro de 2015


Dom Fernando Arêas Rifan*

Nesta Semana da Pátria, vale lembrar a virtude do patriotismo, dever e amor para com a nossa Pátria, incluído no quarto Mandamento da Lei de Deus. Jesus, nosso divino modelo, amava tanto sua pátria, que chorou sobre sua capital, Jerusalém, ao prever os castigos que sobre ela viriam, consequência da sua infidelidade aos dons de Deus. É tempo oportuno para refletirmos sobre a nação, na qual vivemos e da qual esperamos o nosso bem comum. Será que também não devemos chorar sobre nossa pátria amada, ao vermos tanta falta de honestidade, ética, honradez, com total desprezo das virtudes humanas e cristãs, dos pequenos e dos grandes?

Segundo Aristóteles, “o homem é por natureza um animal político, destinado a viver em sociedade” (Política, I, 1,9). Política vem do grego pólis, que significa cidade. E, continua Aristóteles, “toda a cidade é evidentemente uma associação, e toda a associação só se forma para algum bem, dado que os homens, sejam eles quais forem, tudo fazem para o fim do que lhes parece ser bom”. E Santo Tomás de Aquino cunhou o termo bem comum, ou bem público, que é o bem de toda a sociedade, dando-o como finalidade do Estado. “A comunidade política existe... em vista do bem comum; nele encontra a sua completa justificação e significado e dele deriva o seu direito natural e próprio. O bem comum compreende o conjunto das condições de vida social que permitem aos indivíduos, famílias e associações alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição” (Gaudium et Spes, 74). Daí se conclui que a cidade – o Estado - exige um governo que a dirija para o bem comum. Não se pode separar a política da direção para o bem comum. Procurar o bem próprio na política é um contrassenso.

Parecia estar falando da política atual o notável Eça de Queirós, que, há muito tempo atrás, escrevera com sua verve inconfundível: “Estamos perdidos há muito tempo... O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada. Os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita... Ninguém crê na honestidade dos homens públicos... A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua ação fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte, o país está perdido! Algum opositor do atual governo? Não!”. Falava ele assim em 1871!

Como cristãos, nós sabemos que a base da moral e da ética é a lei de Deus, natural e positiva, traduzida na conduta pelo que se chama o santo temor de Deus ou a consciência reta e timorata. Uma vez perdido o santo temor de Deus, perde-se a retidão da consciência, que passa a ser regida pelas paixões. Uma vez abandonados os valores morais e os limites éticos, a política fica ao sabor das paixões desordenadas do egoísmo, da ambição e da cobiça.

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

Pedidos de Oração