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domingo, 6 de setembro de 2015

Setembro - Mês da Bíblia


stamos em setembro, e no Brasil já é uma tradição que este mês seja lembrado como o Mês da Bíblia.  Setembro foi escolhido em 1971 pelos bispos do Brasil como o Mês da Bíblia, em razão da Festa de São Jerônimo, celebrada no dia 30.  São Jerônimo, que viveu entre 340 e 420, foi o secretário do Papa Dâmaso e por ele encarregado de revisar a tradução latina da Sagrada Escritura. Essa versão latina feita por São Jerônimo recebeu o nome de Vulgata, que, em latim, significa popular, e o seu trabalho é referência nas traduções da Bíblia até os nossos dias.

Conhecer e amar

Ao celebrar o Mês da Bíblia, a Igreja nos convida a conhecer mais a fundo a Palavra de Deus, a amá-la, cada vez mais, e a fazer dela, cada dia, uma leitura meditada e rezada. É essencial ao discípulo missionário o contato com a Palavra de Deus para ficar solidamente firmado em Cristo e poder testemunhá-Lo no mundo presente, tão necessitado de sua presença. “Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-Lo. Se queremos ser discípulos e missionários de Jesus Cristo, é indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus. É preciso fundamentar nosso compromisso missionário e toda a nossa vida cristã na rocha da Palavra de Deus” (Documento de Aparecida, 247).
Revelação de Deus
A Bíblia contém tudo aquilo que Deus quis nos comunicar em relação a nossa salvação. Jesus é o centro e o coração da Bíblia. Em Jesus se cumprem todas as promessas feitas no Antigo Testamento para o povo de Deus.
Ao lê-la, como cristãos católicos, não devemos nos esquecer que Cristo é o ápice da revelação de Deus. Ele é a palavra viva de Deus. Todas as palavras da Sagrada Escritura tem seu sentido definitivo Nele, porque é no mistério de sua morte e ressurreição que o plano de Deus para a nossa salvação se cumpre plenamente.
Nas Sagradas Escrituras, Deus se nos revela através de palavras e de acontecimentos intimamente entrelaçados, de tal sorte que as obras ajudam a manifestar e confirmar os ensinamentos e realidades significadas pelas palavras; e estas, por sua vez, proclamam as obras e elucidam o mistério nelas contido (“Dei Verbum”, 2/162). Deus se serve de autores humanos, por Ele inspirados e de linguagem humana, e até dos gêneros literários usados em cada época, para nos manifestar a sua verdade. É o que São João Crisóstomo chamou de “Divina Condescendência”. Deus desce até nós e fica perto de nós.
Viva e eficaz
A Sagrada Escritura é viva e eficaz. Por isso, enquanto membros da Igreja, a comunidade dos fiéis é chamada a ser como aquela comunidade que “escuta religiosamente a palavra de Deus, santamente a guarda e fielmente a expõe” (Ibid. 10/176). E, para que realmente possa ser fiel a sua exposição da Palavra de Deus ao seu povo, encoraja e orienta uma multidão de estudiosos, de peritos e de exegetas, que nos ajudam a entender bem hoje de livros que foram escritos há tantos séculos e traduzidos e transcritos em infinitas cópias.
Palavra de Deus
Como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica, Deus é o autor da Sagrada Escritura. “A verdade divinamente revelada, que os livros da Sagrada Escritura contêm e apresentam, foi registrada neles sob a inspiração do Espírito Santo”.
“Com efeito, a santa mãe Igreja, segundo a fé apostólica, considera como sagrados e canônicos os livros completos do Antigo e do Novo Testamento com todas as suas partes, porque, escritos por inspiração do Espírito Santo, têm Deus por autor, e como tais foram confiados à própria Igreja” (“Dei Verbum”, 11)
Foi o próprio que Deus inspirou os autores humanos dos livros sagrados. “Para escrever os livros sagrados, Deus escolheu e serviu-se de homens, na posse das suas faculdades e capacidades, para que, agindo Ele neles e por eles, pusessem por escrito, como verdadeiros autores, tudo aquilo e só aquilo que Ele queria” (“Dei Verbum”, 11).
Livros inspirados
Os livros inspirados ensinam a verdade. “E assim como tudo o que os autores inspirados ou hagiógrafos afirmam, deve ser tido como afirmado pelo Espírito Santo. Por isso mesmo se deve acreditar que os livros da Escritura ensinam com certeza, fielmente e sem erro, a verdade que Deus quis que fosse consignada nas sagradas letras em ordem à nossa salvação” (“Dei Verbum”, 11).
No entanto, a fé cristã não é uma ‘religião do livro’. Como nos ensina São Bernardo de Claraval, em sua homilia super ‘Missus est’, 4, 11: “O cristianismo é a religião da Palavra de Deus, não de uma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo”. Para que não seja letra morta, é preciso que Cristo, palavra eterna do Deus vivo, pelo Espírito Santo, nos abra o espírito à inteligência das escrituras (Lc 24, 45).
Padre André Sampaio de Oliveira
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Misericórdia 
http://arqrio.org/formacao/

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