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domingo, 25 de dezembro de 2011

O FILHO DE DEUS NASCE AINDA "HOJE"

Bento XVI reflete sobre o mistério do Natal 


Queridos irmãos e irmãs,
Tenho o prazer de recebê-los nessa Audiência Geral  a poucos dias da celebração do Natal do Senhor. A saudação frequente na boca de todos nesses dias é “Feliz Natal! Boas festas natalícias!”. Façamos isso de modo que, mesmo na sociedade de hoje, a troca de saudações não perca seu profundo significado religioso, e a festa não seja absorvida pelos aspectos exteriores, que essas toquem as cordas do coração. Certamente, os sinais externos são bonitos e importantes, desde que não nos afastem, mas ajudem-nos a viver o Natal no seu sentido verdadeiro, sagrado e cristão, de modo que também nossa alegria não seja superficial, mas profunda.
Com a liturgia do Natal, a Igreja apresenta-nos o grande mistério da Encarnação. O Natal, de fato, não é simplesmente o aniversário do nascimento de Jesus, é isso também, e é mais do que isso, é a celebração de um Mistério que marcou e continua a marcar a história do homem - Deus veio habitar em meio a nós (cf. Jo 1,14), tornou-se um de nós;  um mistério que afeta a nossa fé e a nossa existência, um Mistério que vivemos concretamente nas celebrações litúrgicas, sobretudo na Santa Missa. 
Qualquer um poderia se questionar: como poderia viver agora, este evento que aconteceu há tanto tempo? Como posso participar ativamente no nascimento do Filho de Deus que aconteceu há mais de mil anos atrás? Na Santa Missa de Natal, repetiremos no salmo responsorial: “Hoje nasceu para nós o Salvador”. Esse advérbio de tempo “hoje”, usado repetidamente em todas as celebrações de Natal, se refere ao evento do nascimento de Jesus e a salvação que a Encarnação do Filho de Deus traz. 
Na Liturgia, este evento ulrapassa os limites de espaço e de tempo e torna-se atual, presente e seu efeito é contínuo, mesmo com o passar dos dias, dos anos e dos séculos. Indicando que Jesus nasce "hoje", a Liturgia não usa uma frase sem sentido, mas destaca que este Nascimento entra e permeia toda a história, e continua ainda hoje, a ser uma realidade na qual podemos alcançar justamente pela liturgia. Para nós que acreditamos, a acelebração do Natal renova a certeza de que Deus está verdadeiramente presente em meio a nós, ainda "carne" e não distante: mesmo estando com o Pai, está perto de nós. Deus, naquele Menino nascido em Belém, se aproximou do homem: podemos encontrá-lo agora, em um "hoje" que não acabou.
Gostaria de enfatizar esse ponto, porque o homem contemporâneo, o homem do "sensível", que experimenta empiricamente, tem cada vez mais dificuldade de abrir seus horizontes e entrar no mundo de Deus.
A redenção da humanidade ocorre em um momento específico e identificado na história: no evento de Jesus de Nazaré, mas Jesus é o Filho de Deus, é o próprio Deus que não apenas falou ao homem, mostrou-o sinais admiráveis e guiou-o durante toda a história de salvação, mas se fez homem e permaneceu homem. O Eterno entrou nos limites de tempo e espaço, para permitir  “hoje” o encontro com Ele.
Os textos litúrgicos natalinos nos ajudam a compreender que os acontecimentos de salvação realizados por Cristo são sempre atuais, interessa a cada homem e a todos os homens. 
Quando ouvimos ou pronunciamos, nas celebrações litúrgicas que “Hoje nasceu para nós o Salvador”, não estamos usando uma expressão convencional vazia, mas entendemos que Deus nos oferece "hoje", agora, para mim, para cada um de nós a oportunidade de reconhecê-lo e acolhê-lo, como fizeram os pastores em Belém, para que Ele possa nascer em nossas próprias vidas e as renove, ilumine, transforme-as com a sua Graça, com a sua Presença.
O Natal portanto, comemora o nascimento de Jesus em carne, da Virgem Maria - e inúmeros textos litúrgicos fazem reviver aos nossos olhos este ou aquele episódio - é um evento eficaz para nós. 
O Papa São Leão Magno, demonstrando o profundo significado da festa do Natal, convidava seus fiéis com estas palavras: "Alegrai-vos no Senhor, meus queridos, e abramos nossos corações para a mais pura alegria, porque raiou o dia para nós e isso significa a nova redenção, a antiga preparação, a felicidade eterna. É renovada para nós o ciclo anual do alto mistério de nossa salvação, que, prometido no início e no final dos tempos, é destinado a não ter fim"(Sermão 22, In Nativitate Domini, 2.1:PL 54,193). E, ainda São Leão Magno, em outra grande homilia natalina, afirmava: “Hoje, o autor do mundo foi gerado do ventre de uma virgem: aquele que fez todas as coisas se fez filho de uma mulher que ele mesmo criou. Hoje, o Verbo de Deus apareceu revestido de carne, enquanto jamais foi visível ao olho humano, tornou-se também visível e palpável. Hoje, os pastores escutaram das vozes dos anjos que nasceu o Salvador, na substância do nosso corpo e da nossa alma "(Sermão 26, In Nativitate Domini, 6,1: Pl 54,213).
Há outro aspecto que gostaria de mencionar brevemente: o evento de Belém deve ser considerado à luz do Mistério Pascal: um e o outro são partes da obra redentora de Cristo. A encarnação e o nascimento de Jesus nos convidam a voltar o olhar para a sua morte e ressurreição: o Natal e a Páscoa são da mesma maneira festas de redenção. A Páscoa celebra-a como vitória sobre o pecado e sobre a morte: marca o momento final, quando a glória do Homem-Deus brilha como a luz do dia. O Natal  celebra-a como a entrada de Deus na história fazendo-se homem para levar o homem a Deus: marca, por assim dizer, o momento inicial, quando se pode vislumbrar a luz da aurora. Mas, assim como a aurora precede a luz do dia, assim o Natal já anuncia a Cruz e a glória da Ressurreição. Assim como os dois períodos do ano no qual são colocados as duas grandes festas, pelo menos em algumas áreas do mundo, pode ajudar a compreender este aspecto. De fato, enquanto a Páscoa acontece no início da primavera, quando o sol vence o denso e frio nevoeiro e renova a face da terra, o Natal cai logo no início do inverno,quando a luz e o calor do sol não podem despertar a natureza; as vezes, cercado pelo frio, sob a coberta, mas a vida pulsa e começa novamente a vitória do sol e do calor.
Os Padres da Igreja ligavam sempre o nascimento de Cristo à luz de toda a obra redentora, que encontra seu ponto mais alto no mistério Pascal. A Encarnação do Filho de Deus aparece não somente como princípio e condição da salvação, mas como a própria presença do Mistério da nossa salvação: Deus torna-se homem, nasce menino como nós, assume a nossa carne para vencer a morte e o pecado. 
Dois textos significativos de São Basílio ilustram-no bem. São Basílio dizia aos fiéis: "Deus assumiu a carne justamente para destruir a morte escondida nela. Assim como os antídotos de um veneno quando ingeridos eliminam seus efeitos, como a escuridão de uma casa se desfaz à luz do sol, assim a morte que dominava sobre a natureza humana foi destruída pela presença de Deus. Como o gelo, que permanece sólido na água durante a noite e reina a escuridão, logo se derrete ao calor do sol, assim a morte que reinou até a vinda de Cristo, apenas surge a graça de Deus Salvador, e levanta o sol da justiça, “foi tragada pela vitória”(1 Cor 15,54), não podendo coexistir com a Vida" (Homilia sobre o nascimento de Cristo, 2: Pg 31,1461). E ainda São Basílio, em outro texto,  convida : "Celebramos a salvação do mundo, o natal do gênero humano. Hoje foi apagada a culpa de Adão. Agora, já não devemos dizer: "és pó em pó te tornarás" (Gen 3,19), mas: unido àquele que veio do céu, será admitido no Céu "(Homilia sobre o nascimento de Cristo, 6: Pg 31,1473).
No natal encontramos a ternura e o amor de Deus que se inclina sobre os nossos limites, sobre as nossas fraquezas, sobre os nossos pecados e se abaixa até nós. São Paulo afirma que Jesus Cristo “mesmo sendo homem na condição de Deus... esvaziou-se, assumindo a condição de servo, tornando-se semelhante ao homem” (Fil 2, 6-7).
Olhemos a gruta de Belém: Deus se abaixa até ser colocado em uma manjedoura, que é já o prelúdio do abaixamento na hora de sua paixão. O ápice da história de amor entre Deus e o homem, passa pela manjedoura de Belém e o sepulcro de Jerusalém.
Queridos irmãos e irmãs, vivamos com alegria o natal que se aproxima. Vivamos este maravilhoso evento: o Filho de Deus nasce ainda “hoje”, Deus está realmente próximo a cada um de nós e quer nos encontrar, quer nos conduzir a Ele. Ele é a verdadeira luz que remove e dissolve as trevas que envolvem nossa vida e a vida da humanidade. Vivamos o Natal do Senhor contemplando o caminho do amor imenso de Deus que nos eleva a Ele por meio do Mistério da Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição de Seu Filho, pois – como afirma Santo Agostinho – “em [Cristo] a divindade do Unigênito participa da nossa mortalidade, a fim que nós possamos participar de Sua imortalidade” (Epistola 187,6,20: PL 33,839-840). 
Sobretudo, contemplemos e vivamos este Mistério na celebração da Eucaristia, centro do Santo Natal; ali está presente de maneira real Jesus, verdadeiro Pão que desceu do Céu, verdadeiro Cordeiro sacrificado para nossa salvação.
Desejo a todos vocês e as vossas famílias uma celebração de Natal realmente cristã, de modo que também todas as felicitações deste dia sejam expressões da alegria por saber que Deus está próximo a nós e quer percorrer conosco o caminho da vida. Obrigado.
(Resumo em português)
"Amados irmãos e irmãs,
A celebração do Natal recorda-nos que, naquele Menino nascido em Belém, Deus Se aproximou de todos e cada um dos homens; e nós podemos encontrá-Lo agora, num «hoje» sem ocaso. É verdade que a redenção do homem se deu num período concreto da história, ou seja, na vida de Jesus de Nazaré. Mas, Jesus é o Filho eterno de Deus; o Eterno entrou no tempo e no espaço, para tornar possível o encontro com Ele «hoje». De fato, na liturgia, aquele acontecimento ultrapassa os confins do tempo e do espaço e torna-se presente hoje; o seu efeito perdura no decorrer dos dias, dos anos, dos séculos. Quando dizemos, na celebração litúrgica, «hoje nasceu o nosso Salvador», este termo «hoje» não é uma palavra vazia, mas significa que Deus nos dá a possibilidade de O reconhecer e acolher agora – como fizeram outrora os pastores em Belém –, para que nasça também na nossa vida e a renove, ilumine e transforme com a graça da sua presença. 
(Saudação em Portugês)

Queridos peregrinos de língua portuguesa, desejo a todos vós e às vossas famílias um Natal verdadeiramente cristão, de tal modo que os votos de «Boas Festas», que ides trocar uns com os outros, sejam expressão da alegria que sentis por saber que Deus está no meio de nós e deseja percorrer conosco o caminho da vida. Para todos, um santo Natal e um bom Ano Novo, repleto das bênçãos do Deus Menino!"

fonte:  ZENIT
(Tradução:MEM)

sábado, 24 de dezembro de 2011

É Natal no Flos Carmeli !

Vitória, perdão e vida junto ao Menino-Deus


“Exulte o justo, porque se aproxima da vitória; rejubile o pecador, porque lhe é oferecido o perdão; reanime-se o pagão, porque é chamado à vida” (S. Leão Magno).
Vitória. Perdão. Vida. Tudo isso nos é dado porque “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1,14). No dia 25 de março, a Igreja celebra a anunciação do Senhor e a encarnação do Verbo; nove meses depois, no dia 25 de dezembro, o Verbo encarnado nasce para que possamos ver a sua glória velada, mas real. O menino frágil e dependente de Maria e de José é o Filho de Deus encarnado, é ele e somente ele quem pode dar-nos a vitória, o perdão e a vida.
Vitória! Esta palavra me lembra daquele canto tradicional: “Vitória! Tu reinarás, ó Cruz tu nos salvarás!” A vitória vem pela Cruz! Mas o despojamento da Cruz já se prefigura em Belém. O Filho de Deus, desde o seu nascimento temporal, se deixa acompanhar pela pobreza, pela simplicidade e até pela perseguição. E aí se encontra a vitória? Para uma mentalidade hedonista, materialista e sem fé, tal coisa seria um absurdo. Malgrado, tal maneira de pensar está penetrando em muitos cristãos que, em nome de uma “corrente da prosperidade”, já não querem abraçar a cruz das tribulações nesta vida. Ao contrário, pretendem viver sem tribulações nesta vida e na outra. Na outra, tudo bem. Nesta vida, porém, a coisa é diferente! Jesus passou por muitas dificuldades e abraçou a cruz amorosamente desde o seu nascimento… E nós? Por que tanto medo da cruz? Por que tanto medo de encontrar-nos com o Cristo pobre e simples? Por que tanto medo da vitória de Deus que é, de maneira patente, vitória sobre o nosso egoísmo e aburguesamento?
Mas podemos recomeçar! O perdão de Deus se nos oferece constantemente para que, com alegria, vivamos a nossa fé. Por mais pecador que sejamos não tenhamos medo do Senhor, ele fez-se tão pequeno para que os pequenos deste mundo se aproximassem dele com a esperança da reconciliação com Deus e com todos os homens. Nem permitiremos que alguma falta de perdão aos outros invada o nosso coração neste dia santo. Abriremos de par em par o nosso ser a Deus e a todos os homens e mulheres, máxime àqueles que estão próximos a nós. Tais pessoas merecem a nossa atenção, gratidão e estima. Lembremo-nos da oração que o Senhor nos ensinou: “perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Perdoemos! Perdoemos de coração a quem nos ofendeu e sentiremos um grande alívio, uma grande paz, uma restauração que vai do mais profundo ao mais periférico do nosso ser.
“Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (Jo 1,5). A vida do Filho de Deus ilumina a vida dos filhos dos homens. Ilumina-a porque a retira das trevas do pecado e da morte. Ilumina-a porque dá sentido ao que antes estava desorientado. Ilumina-a porque dá todos os meios necessários para alcançar a felicidade já neste mundo e, depois, na eternidade. Talvez muitas pessoas considerem-se como que “jogadas aí na existência” e aí deixadas simplesmente porque não descobriram o projeto de Deus para as suas vidas. É misterioso e, ao mesmo tempo, é duro pensar que nós, seres humanos, podemos frustrar os desígnios de Deus. Foi exatamente isso que aconteceu com alguns dos contemporâneos de Jesus, fariseus e mestres da Lei, dos quais se diz que ao rejeitarem o batismo de João e, posteriormente, o de Jesus “tornaram inútil para si mesmos o projeto de Deus” (Lc 7,30).
Não tornaremos inútil o projeto de Deus para nós. Ao participarmos das celebrações da Igreja durante esses dias solenes, aproximar-nos-emos do presépio humilde de Belém e diremos ao Senhor que a sua Vida encha a nossa vida, que o nosso amor encha o nosso coração e que nas nossas vidas se cumpram os eternos desígnios da Santíssima Trindade. Maria, a Mãe de Jesus, está segurando o Menino Jesus nos seus braços e quer deixar que também nós tenhamos em nossos braços o Divino Infante. Ela sabe que só ele tem a chave para todos os mistérios da nossa vida. Jesus, sendo verdadeiro Deus, é também o verdadeiro homem que mostra em si mesmo como deve ser a pessoa humana segundo os projetos eternos.
Pe. Françoá Costa
fonte : www.presbiteros.com.br


O Flos Carmeli deseja a todos os internautas e amigos um Santo e Abençoado Natal !
Possa o Ano de 2012 trazer copiosos frutos e graças a todos os homens de boa vontade !



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Reflexão - a Novena do Santo Natal


 Não é lícito entristecer-se, quando se comemora o nascimento da vida”. E isto é o Santo Natal: nascimento da vida, pois, Jesus Cristo, o Menino que nos é dado no Natal, é a Vida.


(São Leão Magno)

A Novena do Santo Natal  exprime a "admiração comovida da Igreja na contemplação do mistério da vinda de Cristo, invocado com títulos tomados de clássicas imagens bíblicas: Mistério, Libertação, Sabedoria, Guia da casa de Israel, Rebento de Jessé, Chave de Davi, Sol da justiça, Rei das nações, Emanuel. Em alguns lugares do Brasil são muito conhecidas, chegando a dar um título curioso na devoção mariana" - “Nossa Senhora do Ó”.

"Sua origem remonta ao século VIII. Seu autor é desconhecido, embora alguns atribuam ao Papa Gregório Magno. Mas certamente alguém com um profundo conhecimento das Escrituras, porque ligou várias passagens do Antigo Testamento, criando algo novo e original

Elas têm todas uma estrutura semelhante: invocação ao Cristo, sempre iniciada em “Ó”, seguida do sentido desta invocação e um pedido. Num ritmo progressivo, a cada dia que passa aumenta a densidade da súplica, conduzindo-nos para dentro do mistério do Natal que estamos para celebrar, ajudando-nos a centrar no Cristo todas as nossas aspirações e desejos.

É uma súplica cheia de desejo dirigida ao próprio Cristo, para que venha salvar-nos sem demora. Ele é o mistério escondido e agora manifestado para trazer boa nova e libertação aos oprimidos. É Ele a Sabedoria que saiu da boca do altíssimo, guia do povo em êxodo, sinal para todas as nações, portador da chave que liberta das prisões. Cristo é o Sol nascente, resplendor da Luz eterna para os que jazem nas trevas, portador do nome divino, o Emanuel, Deus conosco, esperado das nações e desejado de todos corações a quem invocamos com toda ternura do coração: Vem, Senhor Jesus.

O desejo é a nossa oração, dizia Santo Agostinho. Nosso desejo, no entanto, precisa ser educado. As antífonas não eliminam nosso desejo, mas educam-no. Libertam o nosso desejo dos seus instintos egoístas. Universalizam e dão densidade aos nossos desejos. Elas são expressão do Espírito que vem em nossa fraqueza e reza em nós.

As imagens quase sempre evocando uma força que se revela na vida dos pobres e dos excluídos conjugam os títulos divinos de Cristo com sua humanidade e sua repercussão em nossa humanidade. Apresentando estes títulos, as antífonas evangelizam nossas imagens de Jesus Cristo. Muitas vezes construímos imagens não bíblicas, não cristãs, do próprio Senhor a quem seguimos. Elas nos ajudam, assim, a desenhar o rosto do Senhor no qual pusemos toda a nossa esperança e a viver com toda a intensidade, sem superficialidades e antecipações, o compasso da espera dos nove dias que preparam a festa do natal do Senhor.

Sabedoria,

Que saístes da boca do Altíssimo, e atingis os confins de todo o universo e com força e suavidade governais o mundo inteiro!
Oh! Vinde ensinar-nos o caminho da prudência!


Ó Adonai,
Guia da casa de Israel, que aparecestes a Moisés na sarça ardente e lhe destes a vossa lei sobre o Sinai:
Vinde salvar-nos com o braço poderoso!

Ó Raiz de Jessé,
Ó estandarte, levantado em sinal para as nações!
Ante vós se calarão os reis da terra, e as nações implorarão misericórdia:


Ó Chave de Davi,
Cetro da casa de Israel, que abris e ninguém fecha, que fechais e ninguém abre:
Vinde logo e libertai o homem prisioneiro, que nas trevas e na sombra da morte, está sentado.


Ó Sol nascente,
Justiceiro, resplendor da luz eterna:
Oh! Vinde e iluminai os que jazem entre as trevas e, na sombra do pecado e da morte, estão sentados!


Ó Rei das nações,
Desejado dos povos; Ó Pedra angular, que os opostos unis:
Oh! Vinde e salvai este homem tão frágil, que um dia criastes do barro da terra.


Ó Emanuel:
Deus-conosco, nosso Rei Legislador, Esperança das nações e dos povos Salvador:
Vinde enfim para salvar-nos, ó Senhor e nosso Deus!

fonte http://www.apostoladoliturgico.com.br/

Pedidos de Oração