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quinta-feira, 19 de março de 2009

Festa de São José - Patrono e Protetor do Carmelo


IDE A SÃO JOSÉ, O MAIOR DOS SANTOS!

QUEM É SÃO JOSÉ?


São José é o Esposo da Virgem Maria, da qual nasceu Jesus que se chama Cristo, filho adotivo de São José (Mr. 1, 15-25; Lc. 2, 5). O Evangelho define em três palavras: “José o Justo”. Pela grande e importante missão que Deus confiou a José, podemos auferir a sua extraordinária virtude e santidade. Dir-se-ia que ele foi tão perfeito ou que possui as virtudes no mesmo grau excelso em que as possuía a Santíssima Virgem Maria.

Ele era da família de Davi. Entre seus antepassados havia Patriarcas, Reis e Príncipes. À sua família fora prometido o trono com eterna bênção. Sua glória e grandeza decorre de pertencer a família que devia dar ao mundo o Salvador. Da Haste de Jessé, e da estirpe de Davi, devia nascer o Messias prometido.


Santa Teresa de Jesus - Doutora da igreja fala de sua devoção a São José


dizia Ela: “Tomei a São José por meu advogado e protetor e não me lembro de ter-lhe pedido algo que não me atendesse. É de pasmar a enormidade de graças que Deus me tem concedido por sua intercessão e o número de perigos da alma e do corpo de que tem me livrado. Quisera persuadir o mundo inteiro a ser devoto deste glorioso Santo pela grande experiência que tenho dos bens que ele concede. Contento-me, porém, em pedir, pelo amor de Deus, que o experimente quem nele crer e verá por si mesmo, que imensos bens é recomendar-se o cristão ao glorioso Patriarca e ser seu devoto”.



Santa Teresa de Jesus, ao dar as suas filhas, Maria por Mãe e Modelo, deixou-lhes, por Pai e Senhor, São José. A ele quer a Santa que as carmelitas recorram em suas necessidades, pois sabe por experiência que em todas socorre. Assim como o Senhor lhe esteve presente na terra, assim faz no céu tudo quanto lhe pede. Deseja, particularmente, que o tomem por mestre de oração e aprendam dele o trato contínuo com o Senhor, e as virtudes próprias da vida escondida com Cristo em Deus.



"Santa Teresa nada empreendia sem se recomendar a São José; ela foi a grande apóstola e restauradora do fervor e devoção ao grande Santo. Numa de suas viagens ela dirigia-se a uma cidade da Espanha, onde iria fundar mais um mosteiro em honra de São José; todos tinham o seu nome. O carro, puxado a cavalos, atravessava uma região montanhosa, em estrada cercada de precipícios. O condutor perdeu as rédeas, e os cavalos assustados, se precipitaram montanha abaixo. Iam na direção de um enorme precipício. Santa Teresa, ao perceber o horror em que se achavam as Irmãs, disse-lhes, com voz firme e confiante: “Minhas filhas, aqui só existe um meio de escapar da morte: é recorrer a São José e implorar-lhe a proteção. E bradavam confiantes por São José. De repente, ouve-se uma voz forte, enérgica: “Parem, parem, parem! Se derem mais um passo, todos morrerão!” Imediatamente os cavalos estacaram. “De que lado havemos de seguir? Perguntaram as Irmãs”. E a voz respondeu: “Por tal caminho, que é mais seguro e menos perigoso”. E os cavalos tomaram logo a direção da estrada indicada. Estavam fora de perigo. Procuravam quem lhes falava e onde estava o benfeitor que os salvou, e a cuja voz os cavalos estacaram. Não acharam por ali homem algum. Então, Santa Teresa disse às suas filhas: “Em vão procuramos nosso salvador do perigo. Quem nos salvou foi São José”. Estes testemunhos de uma grande Santa Doutora da Igreja dispensam comentários, e precisam ser lidos e relidos como muita atenção.


Outros grandes santos também falam de São José


Santo Afonso de Ligório (†1787), doutor da Igreja, garantia que todo dom ou privilégio que Deus concedeu a outro Santo também o concedeu a São José. São Francisco de Sales, doutor da Igreja, diz que “São José ultrapassou, na pureza, os Anjos da mais alta hierarquia”.Na festa de 19
de março este santo doutor celebrava missa solene e convidava para festejar a São José, todos os músicos e cantores de Anecy, na França. Num dia 19 de março escreveu ele a santa Joana de Chantal, fundadora da Ordem da Visitação: “Minha filha, eu vos envio as ladainhas de São José, esse pai querido, nossa vida e nosso amor. Se não puder cantar, balbucie, ao menos entre os dentes, tão belas invocações”



São Jerônimo, doutor da Igreja, diz que: “José mereceu o nome de “Justo”, porque possuía de modo perfeito todas as virtudes”. De fato, podemos concluir que, se José foi escolhido para Esposo de Maria, a mais santa de todas as mulheres, é porque ele era o mais santo de todos os homens. Se houvesse alguém mais santo que José, certamente seria este escolhido por Jesus para Esposo de Sua Mãe Maria. Nós não pudemos escolher nosso pai e nossa mãe, mas Jesus
pôde, então, escolheu os melhores que existiam.



São Bernardo (†1153), doutor da Igreja, disse de São José: “De sua vocação, considerai a multiplicidade, a excelência, a sublimidade dos dons sobrenaturais com que foi enriquecido por Deus”. Os Santos Padres e Doutores da Igreja concordam em dizer que São José foi escolhido para esposo de Maria pelo próprio Deus. É eloqüente o testemunho de Santa Teresa de Ávila (†1582), doutora da Igreja, devotíssima de São José.


fontes : Carmelo São Jose (http://www.carmelosaojose.com.br/)

Ebook "O glorioso São José - Ed. Cleófas - Prof. Felipe Aquino)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Quaresma - Tempo de Penitência !


A Penitência da Quaresma

O objetivo desta não é nos fazer sofrer ou nos privar de algo. Desde o início do Cristianismo a Quaresma marcou para os cristãos um tempo de graça, oração, penitência e jejum, com o objetivo de se chegar à conversão. Ela nos faz lembrar das palavras de Jesus: “Se não fizerdes penitência, todos perecereis” (Lc 13,3). Se não deixarmos o pecado, não poderemos ter a vida eterna em Deus; logo, a atividade mais importante é a nossa conversão, renunciar ao pecado.

Nada é pior do que o pecado para a vida do homem, da Igreja e do mundo, ensina a Igreja; por isso Cristo veio, exatamente “para tirar pecado do mundo” (cf. Jo 1, 29). Ele é o Cordeiro de Deus imolado para isso. São Paulo insistia: “Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!” (2 Cor 5, 20). E o profeta Isaías exortava: “Exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). “Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação” (2 Cor 6, 1-2).


A Quaresma nos oferece, então, esse “tempo favorável” para se deixar o pecado e voltar para Deus. E para isso fazemos penitência. O objetivo desta não é nos fazer sofrer ou nos privar de algo que nos agrada, mas ser um meio de purificação de nossa alma. Sabemos o que devemos fazer e como viver para agradar a Deus, mas somos fracos; a penitência é feita para nos dar forças espirituais na luta contra o pecado.

A melhor penitência, sem dúvida, é a do Sacramento que tem esse nome. Jesus instituiu a Confissão em sua primeira aparição aos discípulos, no mesmo domingo da Ressurreição (cf. Jo 20,22) dizendo-lhes: “A quem vocês perdoarem os pecados, os pecados estarão perdoados”. Não há graça maior do que ser perdoado por Deus, estar livre das misérias da alma e estar em paz com a consciência.

Além do Sacramento da Confissão a Igreja nos oferece outras penitências que nos ajudam a buscar a santidade, sobretudo, as que Jesus recomendou no Sermão da Montanha (cf. Mt 6,1-8): “O jejum, a esmola e a oração”, os quais são chamados pela Igreja de “remédios contra o pecado”.
Cristo jejuou e rezou durante quarenta dias (um longo tempo) antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto e nos ensinou a vencê-lo pela oração e pelo jejum. Da mesma forma, a Igreja quer ensinar-nos como vencer as tentações de hoje. Vencemos o pecado praticando a virtude oposta a ele. Assim, para vencer o orgulho, devemos viver a humildade; para vencer a ganância devemos dar esmolas; para vencer a impureza, praticar a castidade; para vencer a gula, jejuar; para vencer a ira, aprender a perdoar; para vencer a inveja, ser bom; para vencer a preguiça, levantar-se e ajudar os outros. Essas são boas penitências para a Quaresma.

Todos os exercícios de piedade e de mortificação têm como objetivo livrar-nos do pecado. O jejum fortalece o espírito e a vontade para que as paixões desordenadas (gula, ira, inveja, soberba, ganância. luxúria, preguiça) não dominem a nossa vida e a nossa conduta. A oração fortalece a alma no combate ao pecado. Jesus ensinou: “É necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo” (Lc 18,1b); “Vigiai e orai para que não entreis em tentação” (Mt 26,41a); “Pedi e se vos dará” (Mt 7,7). E São Paulo recomendou: “Orai sem cessar” (I Ts 5,17).

A Palavra de Deus nos ensina: “É boa a oração acompanhada do jejum e dar esmola vale mais do que juntar tesouros de ouro, porque a esmola livra da morte, e é a que apaga os pecados, e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna” (Tb 12, 8-9).

“A água apaga o fogo ardente, e a esmola resiste aos pecados” (Eclo 3,33). “Encerra a esmola no seio do pobre, e ela rogará por ti para te livrar de todo o mal” (Eclo 29,15).

Então, cada um deve fazer na Quaresma um “programa” espiritual: fazer o jejum que se consiga (cada um é diferente do outro), que pode ser parcial ou total. Pode-se, por exemplo, deixar de ver TV, ou deixar de ir a uma festa, a uma diversão, ou não comer ou beber algo de que se gosta muito; ou não dizer uma palavra no momento de raiva ou contrariedade, ou quem sabe não falar de si mesmo, dar a vez aos outros na igreja, na fila, no ônibus; ser manso e atencioso com os outros, perdoar a todos, dormir um pouco menos, rezar mais, ir à Santa Missa durante a semana, entre outros. Enfim, há mil maneiras de se fazer boas penitências que nos ajudam a fortalecer o espírito para que ele não fique sufocado e esmagado pelo corpo e pela matéria.

A penitência não é um fim em si mesmo; é um meio de purificação e santificação; por isso deve ser feita com alegria.

autor :Prof.Felipe Aquino

Pedidos de Oração