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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

22 de Agosto - Nossa Senhora Rainha

                                          

Por fim o meu Imaculado Coração Triunfará
        
 Dom Fernando Arêas Rifan*  
   
"Celebramos no dia 22 de agosto a festa do Imaculado Coração de Maria, Nossa Senhora Rainha, belos títulos de Maria, a Mãe de Jesus.

            Na semana passada, celebramos a solenidade da Assunção de Nossa Senhora, em honra da singular graça a ela concedida por Deus, levando-a em corpo e alma para o Céu. Honra singular, como fora a sua Imaculada Conceição. Deus antecipou nela a sorte que está reservada a todos os justos na Ressurreição final. O que já aconteceu com a Santíssima Virgem, acontecerá conosco, esperamos da misericórdia divina: será a nossa vitória definitiva sobre a morte, Por isso, sua Assunção nos enche de esperança e alegria, a nós, pecadores, que ainda gememos e choramos neste vale de lágrimas.

            Na festa da sua Assunção, celebramos os 10 anos da criação da nossa Administração Apostólica e o 10º aniversário da minha Ordenação Episcopal, com uma belíssima Santa Missa Pontifical, com o maravilhoso sermão de Dom Fernando Guimarães, bispo de Garanhuns, com a presença de vários Arcebispos e Bispos da nossa região, de inúmeros sacerdotes, seminaristas, autoridades municipais e estaduais e cerca de dois mil fiéis vindos de diversas partes do nosso Estado e do Brasil. Agradecemos aqui mais uma vez a presença de todos e as inúmeras mensagens de congratulações recebidas, especialmente a do Santo Padre o Papa Bento XVI, do Núncio Apostólico, e de dezenas de Cardeais, Arcebispos e Bispos de todo o Brasil e do exterior, expressão da comunhão e amizade que muito nos honra.

            A festa de Nossa Senhora Rainha é a continuação da sua Assunção. No Céu, a Virgem de coração mais humilde foi a mais exaltada, conforme prometeu Jesus: “quem se humilha será exaltado”. Foi recebida no Céu pelos coros dos anjos e coroada por seu Divino Filho, recebendo as honras da Santíssima Trindade.

            Daí vem o piedoso costume da Coroação de Nossa Senhora, como sempre se fez e faz em muitas paróquias. Este gesto da coroação é simbólico. No século X, o rei da Hungria Santo Estevão consagrou o seu reino a Nossa Senhora, colocando a sua coroa aos pés da imagem de Maria Santíssima. O mesmo fez Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, gesto repetido por Dom João IV, com oferta de vassalagem e promessa de feudo de Portugal a Nossa Senhora. Daí por diante os reis de Portugal não mais usaram a coroa, pois pertencia a Maria Santíssima, e todos são retratados sem coroa, tendo-a ao lado em uma almofada. A Rainha era a Mãe do Céu. O Brasil, pois, já estava incluído. Felizes tempos que tiveram tais governantes!


Em 1904, Nossa Senhora Aparecida foi coroada Rainha do Brasil. Em 1930, no Rio de Janeiro, então capital do país, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Rainha do Brasil, foi proclamada oficialmente padroeira de nossa Pátria em ato solene realizado pelo Episcopado Brasileiro, na presença do Presidente da República, o Sr. Getúlio Vargas, de eminentes autoridades e de uma multidão de brasileiros, ufanos de ter tal rainha e patrona.

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

10 Anos da Administração Apóstolica - Campos - RJ

Publicamos o Artigo de S.Exa. D. Fernando Areas Rifan por ocasião dos 10 Anos da Administação Apóstolica S. João Maria VIanney

 
No próximo dia 18, às 18 horas, com Missa Solene Pontifical em nossa Igreja Principal, nas solenidades da Assunção de Nossa Senhora, estaremos celebrando os 10 anos da criação da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney: convido a todos a se unirem a nós nessa celebração de ação de graças a Deus que, por intermédio de sua Igreja, nos concedeu tal misericórdia. Como neste dia celebro o 10º aniversário da minha ordenação episcopal, temos mais um motivo para agradecer a Deus.
 
Aflitos com a situação em que estávamos, escrevemos ao Papa: “Beatíssimo Padre, humildemente prostrados aos pés de Vossa Santidade, nós, Sacerdotes da União Sacerdotal São João Maria Vianney, da Diocese de Campos..., pedimos vênia para formular ao Vigário de Cristo o nosso pedido e manifestar-lhe a nossa gratidão. Não temos nenhum título para Lhe apresentar: somos os últimos sacerdotes do seu presbitério. Não possuímos nem distinções, nem qualidades, nem méritos. A nossa condição, honrosa aliás, de ser ovelha desse rebanho basta para atrair a atenção de Vossa Santidade. O único título que, pela graça de Deus, ostentamos com brio é o de católicos apostólicos romanos. 

E em nome dessa nossa Fé católica apostólica romana temos nos esforçado por guardar a Sagrada Tradição doutrinária e litúrgica que a Santa Igreja nos legou, esperando desse modo estar prestando o melhor serviço à Vossa Santidade e à Igreja. Beatíssimo Padre, embora sempre nos tenhamos considerado dentro da Igreja Católica, da qual nunca jamais tivemos a intenção de nos separar, contudo devido à situação da Igreja e a problemas que afetaram os católicos da linha tradicional, que são do conhecimento de Vossa Santidade e cremos, enchem o seu coração e o nosso de dor e angústia, fomos considerados juridicamente à margem da Igreja. É esse o nosso pedido: que sejamos aceitos e reconhecidos como católicos... E se, por acaso, no calor da batalha em defesa da verdade católica, cometemos algum erro ou causamos algum desgosto a Vossa Santidade, embora a nossa intenção tenha sido servir à Igreja, humildemente suplicamos o seu paternal perdão...” (15/8/2001). 

Em sua resposta afirmativa, o Papa afirma: “acolhendo com afeto o vosso pedido de ser recebidos na plena comunhão da Igreja Católica, reconhecemos canonicamente a vossa pertença a ela”, e nos assegura que a nossa União Sacerdotal será “erigida canonicamente como Administração Apostólica de caráter pessoal, diretamente dependente da Sé Apostólica”, “forma jurídica de reconhecimento da vossa realidade eclesial, para assegurar o respeito de vossas características peculiares”. A realização dessa vontade do Papa concretizou-se no dia 18 de janeiro de 2002, na Catedral diocesana de Campos. Agora celebramos 10 anos desta grande graça e de todas as outras daí consequentes.  Uma grande vitória da Igreja!  

“Ó Deus, que corrigis os erros, unis os que andam dispersos e conservais os que estão unidos, infundi com bondade sobre o povo cristão, nós vos pedimos, a graça da vossa união, a fim de que, rejeitadas as divisões e unindo-se ao verdadeiro Pastor da vossa  Igreja, possa servir-vos dignamente. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém” (Missa “pro Ecclesiae unitate”).

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

sábado, 18 de agosto de 2012

Homilia de Bento XVI na Solenidade da Assunção da Beata Virgem Maria.




Reproduzimos a seguir a homilia de Bento XVI na Solenidade da Assunção da Beata Virgem Maria. A Santa missa foi celebrada na paróquia de "São Tomás de Villanova", em Castel Gandolfo.

Queridos irmãos e irmãs,

Em 1º de novembro de 1950, o Venerável Papa Pio XII proclamava como dogma que a Virgem Maria “terminado o curso da vida terrena, foi assunta à glória celeste em alma e corpo”. Esta verdade de fé era conhecida pela Tradição, afirmada pelos Padres da Igreja, e era, sobretudo, um aspecto relevante do culto rendido à Mãe de Cristo. O elemento cultual constitui, por assim dizer, a força motora que determinou a formulação deste dogma: o dogma parece um ato de louvor e de exaltação em relação à Virgem Santa. Este emerge também do próprio texto da Constituição apostólica, onde se afirma que o dogma é proclamado “em honra ao Filho, para a glorificação da Mãe e a alegria de toda a Igreja”. É expresso assim na forma dogmática algo que já foi celebrado no culto da devoção do Povo de Deus como a mais alta e estável glorificação de Maria: o ato de proclamação da Assunta se apresentou quase como uma liturgia da fé. E no Evangelho que escutamos agora, Maria mesma pronuncia profeticamente algumas palavras que orientam nesta perspectiva. Diz: “Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz” (Lc 1,48). é uma profecia para toda a história da Igreja. Esta expressão do Magnificat, referida por São Lucas, indica que o louvor à Virgem Santa, Mãe de Deus, intimamente unida a Cristo, seu filho, diz respeito à Igreja de todos os tempos e de todos os lugares. E a anotação destas palavras da parte do Evangelista pressupõe que a glorificação de Maria estivesse já presente no período de São Lucas e ele a considerou um dever e um compromisso da comunidade cristã para todas as gerações. As palavras de Maria indicam que é um dever da Igreja recordar a grandeza de Nossa Senhora para a fé. Esta solenidade é um convite, portanto, a louvar Deus, e a olhar para a grandeza de Nossa Senhora, para que conheçamos Deus na face dos seus.

Mas, por que Maria é glorificada na assunção ao Céu? São Lucas, como ouvimos, vê a raiz da exaltação e do louvor à Maria na expressão de Isabel: “Feliz aquela que acreditou” (Lc 1, 45). E o Magnificat, este canto ao Deus vivo e operante na história é um hino de fé e de amor, que brota do coração da Virgem. Ela viveu com fidelidade exemplar e guardou no mais íntimo do seu coração as palavras de Deus ao seu povo, as promessas feitas a Abraão, Isaac e Jacó, fazendo do seu conteúdo sua oração: a Palavra de Deus estava no Magnificat transformada em Palavra de Deus, lâmpada do seu caminho, até torná-la disponível a acolher também em seu ventre o Verbo de Deus feito carne. A atual página evangélica apresenta esta presença de Deus na história e no próprio desenvolver-se dos eventos; especialmente, há uma referência ao Segundo livro de Samuel no capítulo sexto (6, 1-15), no qual Davi transporta a Arca Santa da Aliança. O paralelo que faz o Evangelista é claro: Maria à espera do nascimento do Filho Jesus e a Arca Santa que porta em si a presença de Deus, uma presença que é fonte de consolação, de alegria plena. João, de fato, dança no ventre de Isabel, exatamente como Davi dançava diante da Arca. Maria é a “visita” de Deus que cria alegria. Zacarias, em seu canto de louvor, dirá explicitamente: “Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e libertou o seu povo” (Lc 1,68). A casa de Zacarias experimentou a visita de Deus com o nascimento inesperado de João Batista, mas, sobretudo, com a presença de Maria, que porta em seu ventre o Filho de Deus.

Mas agora nos perguntamos: o que a Assunção de Maria ensina ao nosso caminho, à nossa vida? A primeira resposta é: na Assunção vemos que em Deus há espaço para o homem, Deus mesmo é a casa com muitas moradas da qual fala Jesus (Jo 14, 2). O próprio Deus é a casa do homem, em Deus há espaço de Deus. E Maria, unindo-se a Deus, não se distancia de nós, não vai para uma galáxia desconhecida, mas quem vai a Deus se aproxima, porque Deus está perto de todos nós, e Maria, unida a Deus, participa da presença de Deus, está muito perto de nós, cada um de nós.Há uma bela palavra de São Gregório Magno sobre São Bento que podemos aplicar ainda também a Maria: São Gregório Magno diz que o coração de São Bento tornou-se grande que toda a criação podia entrar neste coração. Isso vale ainda mais para Maria: Maria, unidade totalmente a Deus, tem um coração tão grande que toda a criação pode entrar neste coração, e os testemunhos em todas as partes da terra o demonstram. Maria está perto, pode escutar, pode ajudar, está perto de todos nós. Em Deus, há espaço para o homem, e Deus está perto, e Maria, unida a Deus, está muito perto, tem um coração alargado como o coração de Deus.

Mas tem também outro aspecto: não só em Deus há espaço para o homem; no homem há espaço para Deus. Também vemos isso em Maria, a Arca Santa que porta a presença de Deus. Em nós, há espaço para Deus e nesta presença de Deus em nós, tão importante para iluminar o mundo na sua tristeza, em seus problemas, esta presença se realiza na fé: na fé abrimos as portas do nosso ser para que Deus entre em nós, para que Deus possa ser a força que dá vida e caminho ao nosso ser. Em nós, há espaço, vamos nos abrir como Maria se abriu, dizendo: “Seja realizada a Tua vontade, eu sou serva do Senhor”. Abrindo a Deus, não perdemos nada. Ao contrário: nossa vida torna-se rica e grande.

E assim, fé, esperança e amor se combinam. Existem hoje muitas palavras sobre um mundo melhor a esperar: seria a nossa esperança. Se e quando este mundo melhor vem, não sabemos, não sei. Certo é que um mundo que se afasta de Deus não se torna melhor, mas pior. Só a presença de Deus pode garantir também um mundo bom.Mas deixemos isso. Uma coisa, uma esperança é certa: Deus nos espera, nos aguarda, não caminhamos no vazio, somos esperados. Deus nos espera e encontramos, indo ao outro mundo, a bondade da Mãe, encontramos os nossos, encontramos o Amor eterno. Deus nos espera: esta é a grande alegria e a grande esperança que nasce exatamente desta festa. Maria nos visita, é a alegria da nossa vida e é a esperança da alegria.

O que dizer, portanto? Coração grande, presença de Deus no mundo, espaço de Deus em nós e espaço de Deus para nós, esperança, ser esperados: esta é a sinfonia desta festa, a indicação que a meditação desta Solenidade nos dá. Maria é aurora e esplendor da Igreja triunfante; ela é a consolação e a esperança para o povo ainda em caminho, diz o Prefácio de hoje. Vamos nos confiar à sua materna intercessão, para que o Senhor nos ajude a reforçar nossa fé na vida eterna; nos ajude a viver bem o tempo que Deus nos oferece com esperança. Uma esperança cristã, que não é somente nostalgia do Céu, mas vivo e operoso desejo de Deus aqui no mundo, desejo de Deus que nos torna peregrinos incansáveis, alimentando em nós a coragem e a força da fé que, ao mesmo tempo, é coragem e força no amor. Amém.

(Equipe CN notícias)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Agosto - Mês das Vocações Religiosas

 Promover as Vocações Sacerdotais e Religiosas

Que os leigos e as comunidades cristãs se tornem promotores responsáveis das vocações sacerdotais e religiosas. 
 
(Instrução Pastoral do  Santo Padrre Bento XVI sobre as vocações - Maio 2012)
 
1. A existência humana: dom e chamamento

A existência humana é, à luz da revelação bíblica, “dada” e “chamada” por Deus. “Dada” porque é dom absolutamente livre de Deus, o qual cria, por amor, aquilo que não existia e, por um amor de todo particular, cria o ser humano “à sua imagem e semelhança”; “chamada” porque ser “à imagem e semelhança de Deus” ultrapassa a simples condição de criatura, é chamamento (vocação) a uma relação íntima com o Criador, para viver segundo o seu amor, na alegria da sua presença. A narrativa bíblica da criação do ser humano é elu-cidativa a este respeito – elucidativa também relativamente ao modo como o ser humano, desde o início, põe em causa este chamamento/vocação, procurando assenhorear-se da própria existência, rejeitando a condição de criatura “dada” por Deus e, assim, negando a sua vocação: ser imagem e semelhança do mesmo Deus (cf. Génesis 1, 26 – 2, 2; 2, 7-20).

2. Ser cristão: graça e vocação  
Aquilo que se verifica no acto criador de Deus, desde as origens, aprofunda-se de modo particular, para os cristãos, no baptismo. Este é pura graça de Deus, por meio da qual o discípulo de Jesus “nasce de novo” (João 3, 5 ss) para a plenitude da “imagem e seme-lhança de Deus” – agora vivida como adesão a Jesus Cristo, o Verbo de Deus feito um de nós, e plena identificação com Ele. Repetem-se o “dom” e o “chamamento”, não para trazer à existência mas para instaurar essa existência numa plenitude de sentido absolutamente para além de qualquer possibilidade humana e numa relação com Deus que passa da antiga “imagem e semelhança” à dignidade de Filhos – o “sereis como Deus” (cf. Génesis 3, 4-5), prometido pela antiga serpente como conquista humana e agora recebido como plenitude de graça, por meio do Espírito Santo.

3. “Ter vocação” ou “ser chamado”?  
A vocação não se “tem” como algo próprio, conquistado ou devido por direito – nem a vocação à existência, nem à redenção, nem a desempenhar qualquer tarefa que seja, na Igreja. Não existe essa vocação que se teria como coisa disponível. Há um chamamento – a vocação é exterior à pessoa, apanha-a desprevenida, desinstala-a e muda-lhe o curso da existência. Assim aconteceu com Abraão, Moisés, os profetas, os apóstolos, Paulo... Assim acontece – deveria acontecer – com cada cristão. Em tempos de cristandade, porém, as coisas mudaram e, embora sem negar a iniciativa de Deus, o “chamamento” acabou conver-tendo-se em algo próprio de poucos, que “tinham” vocação. Desaparecido o ambiente de cristandade, com grande parte dos nossos contemporâneos oscilando entre a indiferença religiosa, o agnosticismo e o ateísmo, importa recuperar a percepção original da vocação como chamamento a seguir Cristo e a tornar-se membro da comunidade nova dos seus dis-cípulos. O resto – carismas, ministérios, entre eles, o de presbítero – virá por acréscimo. Não quer isto dizer que as vocações de serviço, na Igreja, não sejam importantes e que, concretamente, a Igreja possa seguir adiante sem o sacerdócio ministerial. Quer dizer, ape-nas, que é necessário olhar para a vocação a estes ministérios integrada na vocação primei-ra: o chamamento a ser discípulo de Cristo e membro da Igreja.

4. Comunidades cristãs e vocações sacerdotais e religiosas  
Leigos e comunidades cristãs promotores responsáveis de vocações sacerdotais e religiosas são, em primeiro lugar, leigos e comunidades cristãs conscientes da graça que lhes foi concedida e atentos ao chamamento/vocação que lhes foi feito: ser discípulos do Senhor Jesus. Em comunidades assim – orantes, assíduas aos sacramentos, atentas ao ensino da Igreja, fortes na fé, alegres na esperança, solícitas na caridade para com todos – o Espírito não deixará de chamar aqueles que escolheu para os diversos ministérios, e nem as comunidades ficarão sem presbíteros nem a vida de consagração religiosa sem cristãos e cristãs que a ela se entreguem. Talvez não segundo os modelos do passado. Talvez em formas novas, de gente que, não “tendo” vocação, está à escuta do que o Espírito diz à Igre-ja e disponível para acolher o chamamento que o mesmo Espírito, através da Igreja, lhe possa fazer – sabendo que por aí passa, de modo definitivo, a sua realização pessoal, a plenitude da sua “imagem e semelhança com Deus” e da sua filiação divina, em Jesus Cris-to. Cristãos assim experimentarão o fogo do Espírito, chamando-os a aprofundar o seu estilo de vida cristã, mudando-lhes a direcção, mostrando-lhes como têm andado alheios à graça ou resistido ao seu chamamento. Com temor e tremor, serão capazes de se compromete-rem definitivamente ao serviço da comunidade cristã e, nesta e com esta, ao serviço da humanidade inteira, mesmo não sabendo, na altura, tudo quanto tal compromisso implica ou quanto terão ainda de mudar, libertos de si e entregues ao poder santificador do Espírito – ao estilo de Abraão, partindo para uma terra desconhecida, agarrado a uma promessa e confiado na Palavra d’Aquele que o chamava.

fonte : www.ecclesia.pt

10 Anos da Administração Apostólica - Campos - RJ





ADMNISTRAÇÃO APOSTÓLICA PESSOAL SÃO JOÃO MARIA VIANNEY


Caríssimo(a) amigo(a) da Administração Apostólica,



            Neste ano nossa Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney completa 10 anos de existência (criação canônica), e também estou completando 10 anos de Episcopado.

            Por este motivo, venho convidar especialmente o(a) prezado(a) amigo(a) para a Santa Missa Pontifical Solene, a ser celebrada no sábado, dia 18 de agosto às 18h em nossa Igreja Principal.

            Peço que marque esta data em sua agenda, pois será uma grande alegria contar com sua presença para, juntos, darmos graças a Deus por estes 10 Anos! Se não puder estar presente, ao menos espiritualmente o(a) convidamos a se unir à nossa ação de graças.

           
            Despeço-me fraternalmente, em união de orações.


            Campos dos Goytacazes, 21/04/2012


Dom Fernando Arêas Rifan
Bispo Administrador Apostólico





Cúria: Rua Dom Licinio Rangel, 169 – Parque Riachuelo
Campos do Goytacazes - RJ
28013-450 – Brasil
www.adapostolica.org


Pedidos de Oração