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domingo, 29 de maio de 2011

VI Domingo depois da Páscoa -“Ainda um pouco de tempo e o mundo já não me verá.'' (Jo 14,19-20)

A Promessa de Jesus

''Hoje celebramos o VI Domingo da Páscoa! A Igreja celebra nos próximos dias duas grandes festas: Ascensão e Pentecostes; convida-nos a ter os olhos postos no Céu, a Pátria definitiva a que o Senhor nos chama.

O Senhor prometera aos seus discípulos que, passado um pouco de tempo, estaria com eles para sempre. “Ainda um pouco de tempo e o mundo já não me verá. Vós, porém, tornareis a ver-me…” (Jo 14,19-20). O Senhor cumpriu a sua promessa nos dias em que permaneceu junto dos seus após a Ressurreição, mas essa presença não terminará quando subir com o seu Corpo glorioso ao Pai, pois pela sua Paixão e Morte nos preparou um lugar na casa do Pai, “onde há muitas moradas. Voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (Jo 14,2-3). 

Os Apóstolos, que se tinham entristecido com a predição das negações de Pedro, são confortados com a esperança do Céu. A volta a que Jesus se refere inclui a sua segunda vinda no fim do mundo e o encontro com cada alma quando se separar do corpo. A nossa morte será precisamente o encontro com Cristo, a quem procuramos servir nesta vida e que nos levará à plenitude da glória. Será o encontro com Aquele com quem falamos na nossa oração, com quem dialogamos tantas vezes ao longo do dia. Da Oração, do trato habitual com Jesus Cristo, nasce o desejo de nos encontrarmos com Ele. 

A fé purifica muitas das asperezas da morte. O amor ao Senhor muda completamente o sentido desse momento final que chegará para todos. O pensamento do Céu nos ajudará a superar os momentos difíceis. É muito agradável a Deus que fomentemos a virtude da esperança, que está unida à fé e ao amor, e que em muitas ocasiões nos será necessária. Ensinou São Josemaria Escrivá: “À hora da tentação, pensa no Amor que te espera no Céu. Fomenta a virtude da esperança, que não é falta de generosidade” (Caminho, nº 139). Devemos fomentá-la nos momentos em que a dor e a tribulação se tornarem mais fortes, quando nos custar ser fiéis ou perseverar no trabalho ou no apostolado. 

O prêmio é muito grande! Está no dobrar da esquina, dentro de não muito tempo. A meditação sobre o Céu deve também estimular-nos a ser mais generosos na nossa luta diária “porque a esperança do prêmio conforta a alma para que empreenda boas obras”( S. Cirilo de Jerusalém). O pensamento desse encontro definitivo de amor a que fomos chamados nos ajudará a estar mais vigilantes nas nossas tarefas grandes e nas pequenas, realizando-as de um modo acabado, como se fossem as últimas antes de irmos para o Pai. 

O pensamento do Céu, agora que estamos próximos da festa da Ascensão, deve levar-nos a uma luta decidida e alegre por tirar os obstáculos que se interpõem entre nós e Cristo, deve estimular-nos a procurar sobretudo os bens que perduram e a não desejar a todo custo as consolações que acabam. Jesus promete aos discípulos o envio de um defensor (Jo 14, 16-17), de um intercessor, que irá animar a comunidade cristã e conduzi-la ao longo da sua história. Trata-se do Paráclito que é o nosso Consolador enquanto caminhamos neste mundo no meio de dificuldades e sob a tentação da tristeza. 

“Por maiores que sejam as nossas limitações, nós, homens, podemos olhar com confiança para os Céus e sentir-nos cheios de alegria: Deus ama-nos e liberta-nos dos nossos pecados. A presença e a ação do Espírito Santo na Igreja são o penhor e a antecipação da felicidade eterna, dessa alegria e dessa paz que Deus nos prepara” (Cristo que passa, nº 128). Invoquemos sempre o Espírito Santo! Ele é a força que nos anima e sustenta na caminhada cotidiana e nos revela a verdade do Pai.''


Mons. José Maria Pereira
fonte: http://www.presbiteros.com.br

sábado, 28 de maio de 2011

Santa Maria Madalena de Pazzi - 25 de Maio


''Tendo nascido em Florença a 2 de Abril de 1566 e batizada na fonte do "bom São João" com o nome de Catarina, santa Maria Madalena "de' Pazzi" desde a juventude mostrou uma particular sensibilidade em relação ao sobrenatural e sentiu-se atraída pelo diálogo íntimo com Deus. Como era costume para as jovens de família nobre, a sua educação foi confiada às Damas de Malta, em cujo mosteiro recebeu a primeira comunhão a 25 de Março de 1576 e alguns dias depois entregou-se para sempre ao Senhor com uma promessa de virgindade. Regressando em família, aprofundou o caminho da oração com a ajuda dos Padres Jesuítas, que frequentavam o palácio.

Habilmente, conseguia não se deixar condicionar pelas exigências mundanas de um ambiente que, mesmo sendo cristão, não lhe era suficiente no seu desejo de se tornar mais semelhante ao seu Esposo crucificado. Neste contexto amadureceu a decisão de deixar o mundo e de entrar no Carmelo de Santa Maria dos Anjos, no Bairro São Fernando, onde a 30 de Janeiro de 1583 recebeu o hábito do Carmelo e o nome de irmã Maria Madalena. Tendo adoecido gravemente em Março de 1584, pediu para poder emitir a profissão antes do tempo e, a 27 de Maio, festa da Trindade, levada em coro numa maca, pronunciou para sempre diante do Senhor os seus votos de castidade, pobreza e obediência.

A partir daquele momento teve início uma intensa estação mística da qual derivou para a Santa a fama de grande extática. São cinco os manuscritos nos quais as Carmelitas de Santa Maria dos Anjos escreveram as experiências extraordinárias da sua jovem irmã de hábito. Seguem-se "Os quarenta Dias" do Verão de 1584, "Os Diálogos" da primeira metade do ano seguinte. O ápice do conhecimento místico que Deus concedeu de si à irmã Maria Madalena encontra-se em "Revelationi e Intelligentie", oito dias de maravilhosas êxtases que vão da vigília de Pentecostes à festa da Trindade do ano de 1585.


Uma intensa experiência que, com apenas 19 anos de idade, a tornava capaz de abraçar todo o mistério da salvação, da encarnação do Verbo no sentido de Maria até à descida do Espírito Santo no Pentecostes. Seguiram-se cinco longos anos de purificação interior Maria Madalena de' Pazzi fala deles no livro da "Probatione" nos quais o Verbo seu Esposo lhe subtraiu o sentimento da graça e a deixou como Daniel na fossa dos leões, entre muitas provações e grandes tentações. É neste contexto que se insere o seu fervoroso compromisso pela renovação da Igreja, depois de ter visto, no Verão de 1586, clarões de luz do alto que lhe mostraram o verdadeiro estado em que ela se encontrava na época pós-tridentina.


Como Catarina de Sena, sentiu-se "forçada" a escrever algumas cartas para solicitar, junto do Papa, dos Cardeais da Cúria, do seu Arcebispo e de outras personalidades eclesiásticas, um decidido compromisso pela "Renovação da Igreja", como diz o título do manuscrito que as contém. Trata-se de doze cartas ditadas em êxtase, talvez nunca enviadas, mas que permanecem como testemunho da sua paixão pela Sponsa Verbi.


Com o Pentecostes de 1590 teve fim a dura provação. Isto permitiu-lhe dedicar-se com todas as energias ao serviço da comunidade e em particular à formação das noviças. A Irmã Maria Madalena teve o dom de viver a comunhão com Deus duma forma cada vez mais interiorizada, de modo a tornar-se uma referência para toda a comunidade, que ainda hoje continua a considerá-la como "mãe". O amor purificado, que pulsava no seu coração, abria-lhe o desejo da plena conformidade com Cristo, seu Esposo, até partilhar com ele o "despojado partir" da cruz. Os últimos três anos da sua vida foram para ela um verdadeiro calvário de sofrimentos. A tuberculose começou a manifestar-se claramente: a Irmã Maria Madalena vê-se obrigada a retirar-se lentamente da vida activa da comunidade para se imergir cada vez mais no "partir despojadamente por amor de Deus". Encontrou-se oprimida por sofrimentos atrozes no físico e no espírito que duraram até à morte, que aconteceu a 25 de Maio de 1607. Faleceu por volta das três da tarde, enquanto uma alegria inusual invadia todo o mosteiro.


Não tinham transcorrido vinte anos da sua morte que já o Pontífice florentico Urbano VIII a proclamava beata. Depois foi o Papa Clemente IX que a inscreveu no Álbum dos Santos a 28 de Abril de 1669. O seu corpo permaneceu incorrupto e é meta de constantes peregrinações. O mosteiro no qual a Santa viveu hoje é sede do Seminário arquiepiscopal de Florença, que a venera como Padroeira, e a cela na qual faleceu tornou-se uma capela em cujo silêncio se sente ainda a sua presença.


Santa Maria Madalena de' Pazzi permaneceu uma espiritual presença inspiradora para as Carmelitas de Antiga Observância. Nela elas vêem a "irmã" que percorreu inteiramente o caminho da união transformadora com Deus e que indica em Maria a "estrela" do caminho rumo à perfeição. Para todos esta grande Santa tem o dom de ser mestra de espiritualidade, particularmente para os sacerdotes, para com os quais sempre sentiu uma verdadeira paixão.


Desejo sentidamente que as presentes celebrações jubilares da sua morte contribuam para fazer conhecer cada vez mais esta luminosa figura, que a todos manifesta a dignidade e a beleza da vocação cristã. Como, enquanto ainda viva, agarrando-se aos sinos solicitava as suas irmãs com o grito: "Vinde amar o Amor!", a grande Mística de Florença, do seu Seminário, pelos mosteiros carmelitas que nela se inspiram, possa ainda hoje fazer ouvir a sua voz em toda a Igreja, difundindo o anúncio do amor de Deus por todas as criaturas humanas.''

Vaticano, 29 de Abril de 2007.
BENEDICTUS PP. XVI




MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI POR OCASIÃO DO IV CENTENÁRIO DA MORTE
DE SANTA MARIA MADALENA DE'PAZZI (1566-1607)
© Copyright 2007 - Libreria Editrice Vaticana

terça-feira, 17 de maio de 2011

A devoção a Maria Santíssima - por São João Bosco

"Um grande sustentáculo para vós, meus queridos filhos, é a devoção a Maria Santíssima. Ouvi como ela vos convida: Si quis est párvulus, véniat ad me: Quem for pequenino, venha a mim. Se fordes seus devotos, além da abundância das suas bênçãos neste mundo, ela vos garante o paraíso na outra vida. Qui elúcidant me, vitam eternam habébunt. Tende pois amais íntima convicção de que obtereis todas as graças desta boa mãe, contanto que não peçais coisas que resultem em vosso dano. Deveis pedir-lhe com insistência particularmente três graças, que são necessárias para todos, mais especialmente para vós, meus caros jovens.


A primeira é a de não cometerdes nunca nenhum pecado mortal durante a vossa vida. Sabeis que significa cair em pecado mortal? Quer dizer renunciar a sermos filhos de Deus para tornar-nos escravos de satanás. Quer dizer perder aquela beleza que nos faz iguais aos Anjos aos olhos de Deus, para tornar-nos deformes como demônios na sua presença. Quer dizer perder todos os merecimentos já adquiridos para a vida eterna; quer dizer ficar suspenso por um fio muito fraco por sobre a boca do inferno; quer dizer fazer enorme injúria a uma bondade infinita e é este maior mal que se possa imaginar. Oh! Sim, por quantas graças vos obtenha Maria, seria todas inúteis sem esta graça de não cair nunca em pecado mortal. Esta é graça que haveis de pedir de manhã e à noite e em todas as vossas práticas de piedade.


A segunda graça que deveis pedir a Nossa Senhora é a de poder conservar a preciosa virtude da pureza. O jovem que a conserva tem a maior semelhança com os Anjos do Céu. Pelo que o seu anjo da Guarda o considera como irmão e se alegra sobremaneira pela sua companhia.


Como me está muito a peito que todos os conserveis esta bela virtude, vos indico ainda alguns outros meios para conservá-la do veneno que a poderia contaminar. Antes de tudo evitai a companhia das pessoas de diversos sexos. Entendamo-nos: Quero dizer que os meninos nunca devem contrair familiaridades com meninas; de outra forma esta bela virtude se acharia em grande perigo. A guarda dos sentidos contribui também muitíssimo a conservação desta bela virtude. Evitai portanto todo excesso no comer e no beber; evitai os teatros, os bailes e semelhantes diversões, que são a ruínas dos bons costumes.


Mas guarde particularmente os olhos, que são as janelas pelas quais o pecado entra no nosso coração e por onde o demônio vem a tomar posse de nossa alma. Nunca vos detenhais a olhar para as coisas contrárias, por pouco que seja, à modéstia. São Luis Gonzaga nem sequer queria que lhe vissem os pés, quando se deitava ou quando se levantava.


Outro menino, sendo interrogado porque fosse tão recatado na vista, respondeu: Tomei a resolução de não fitar nunca o rosto de uma mulher, para reservar os meus olhos para fixar pela primeira vez se não for indigno formosíssimo da Mãe da Pureza, Maria Santíssima.


A terceira graça que deveis implorar solicitamente da Virgem Imaculada é de poder sempre andar afastados da companhia daqueles jovens que tem más conversas, isto é, certas conversas que não se fariam na presença de vossos pais ou de alguma pessoa de respeito. Guardai-vos destes tais, muito embora fossem eles vossos parentes. Posso garantir-vos que às vezes é mais prejudicial a companhia desses, do que a de um demônio. Felizes vós, meus caros filhos, se fugirdes da companhia dos maus! Então estareis certos de que trilhais o caminho do céu; diversamente, correreis muito grande perigo de perder-vos para sempre. Por isso quando virdes companheiros vossos proferirem blasfêmias, desprezar as práticas religiosas para afastar-vos da igreja ou, pior ainda, dizer palavras contrárias, por pouco que seja, á virtude da modéstia, fugi deles como da peste. Ficai certos de que, quanto mais puros forem os vossos olhares e vossas conversas, tanto mais Maria se comprazerá em vós e maiores graças vos alcançará de seu Filho e Nosso Redentor Jesus Cristo.


São essas três graças mais necessárias na vossa idade; e as alcançareis, com certeza, de Nossa Senhora, se fordes sempre seus devotos sinceros, rezando todos os dias o Santo Rosário ou ao menos três ave Maria e três glórias com a Jaculatória: Querida Mãe Virgem Maria fazei que eu salve a minha alma.


Com essas três graças trilhareis desde agora o caminho que vos há de tornar homens honrados na idade madura. Nessas graças tereis também o penhor certo da felicidade eterna que Maria Santíssima há de alcançar infalivelmente aos seus devotos.

São João Bosco
O jovem instruído (…), 1ª parte, Perseverança, art. IV

fonte : http://beinbetter.wordpress.com


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Mês de Nossa Senhora no Flos Carmeli

Salve Virgo Flos Carmeli, Splendor Coeli !

"As referências dos Evangelhos e do Atos dos Apóstolos a Maria, Mãe de Jesus, apesar de poucas, deixam ver muito desta privilegiada criatura, escolhida para tão alta missão. São Paulo, na Carta aos Gálatas (4,4), dá a entender claramente que, no pensamento divino de nos enviar o seu Filho, quando os tempos estivessem maduros, uma Mulher era predestinada a no-Lo dar. Para que se compreenda a presença de Maria nesta predestinação divina, a Igreja, na festa de 8 de dezembro, aplica à Mãe de Deus, aquilo que o livro dos Provérbios (8, 22) diz da sabedoria eterna: “os abismos não existiam e eu já tinha sido concebida. Nem fontes das águas haviam brotado nem as montanhas se tinham solidificado e eu já fora gerada. Quando se firmavam os céus e se traçava a abóboda por sobre os abismos, lá eu estava junto dele e era seu encanto todos os dias”. Era pois a predestinada nos planos divinos.


Para se perceber melhor o perfil materno de Nossa Senhora, três passagens bíblicas podem esclarecer. A primeira é a das Bodas de Caná, que realça a intercessora. Quando percebeu – o olhar feminino que tudo vê e tudo observa – estar faltando vinho, sussurra no ouvido do Filho sua preocupação e obtém, quase sem pedir, apenas sugerindo, o milagre da transformação da água em generoso vinho. Ela é de fato a mãe que se interessa pelos filhos de Deus que são seus filhos.


Outra passagem do Evangelho esclarecedora da personalidade de Maria é a que nos mostra seu silêncio e sua humildade. O anjo a encontra na quietude de sua casa, rezando, para dizer-lhe que fora escolhida por Deus para dar ao mundo o Emanuel, o Salvador. Ela se assusta com a mensagem celeste, porque, na sua humildade, nunca poderia ter pensado em ser escolhida do Altíssimo. Acolhe assim, por vontade divina, a palavra do mensageiro, silenciosamente, sem dizer, nem sequer ao noivo José, o que nela se realizava. Deus tem o direito de escolher e por isto Ela diz apenas o generoso “sim” que a tornou Mãe de Deus.


O terceiro traço de Maria-Mãe é sua corajosa atitude diante do sofrimento. Ao apresentar o seu Jesus no templo, ouve a assustadora profecia do velho Simeão: “uma espada de dor transpassará a tua alma”. Pouco mais tarde, estreitando ao peito o Menino Jesus, deve fugir para o Egito com o esposo, para que a crueldade de Herodes não atingisse a Criança que – pensava ele, Herodes – lhe poderia roubar o trono. Quando seu filho tem doze anos, desencontra-se dele e, ao achá-lo após três dias, queixa-se amorosamente: “por que fizeste isto? Eu e teu pai te procurávamos, aflitos”. Sua coragem se confirma na paixão e crucifixão de Jesus. De pé, ali no Calvário, sofre e associa-se ao sacrifício do redentor. É a mulher forte, a mãe corajosa e firme, a quem a dor não derruba. De fato, a espada de Simeão lhe atravessara a alma e o coração. É a Senhora das Dores.


Maio, mês a Ela dedicado pela piedade cristã, é um convite para voltarmos nosso olhar a esta Mãe querida para pedir-Lhe, abra as mãos maternas em Bênção de carinho sobre nossos passos nesta difícil escalada da Jerusalém celeste"
 
 
Autor : Dom Benedicto de Ulhoa Vieira, Arcebispo Emérito da Arquidiocese de Uberaba/MG e membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro.
 

05 de Maio - Santo Ângelo - Proto Martir da Ordem Carmelita


"Uma tradição muito antiga nos trás a luz sobre a vida de Ângelo. Os registros indicam que ele nasceu em 1185, na cidade de Jerusalém, de pais judeus pela religião, chamados José e Maria, nomes muito comuns na região. E que eles se converteram após Nossa Senhora ter avisado Ângelo, durante as orações, que ele teria um irmão, o que lhes parecia impossível, porque seus pais eram idosos. Mas isso aconteceu. Emocionados, receberam o batismo junto com a criança, à qual deram o nome de João. Mais tarde, ele também vestiu o hábito carmelita.


Ângelo viveu em muitos conventos da Palestina e da Ásia Menor. Recebeu muitas graças do Senhor, sobretudo o dom da profecia e dos milagres, depois de viver cinco anos no monte Carmelo, mesmo lugar onde viveu o profeta Elias. Entrou para a Ordem do Carmo quando tinha apenas dezoito anos e, em 1213, foi ordenado sacerdote.


Ainda segundo a tradição, Ângelo saiu do monte Carmelo com os primeiros carmelitas que foram para Roma a fim de obter do papa Honório III a aprovação da Regra do Carmelo, e depois imigraram para a Sicília.


Lá, ao visitar a basílica de São João, se encontrou com os sacerdotes, que se tornaram santos, Domingos de Gusmão e Francisco de Assis, instante em que previu e anunciou a sua morte como mártir de Jesus Cristo.


Dentre seus grandes feitos, o que mais se destaca é o trabalho de evangelização que manteve entre os hereges cátaros daquela cidade. A história narra que ele conseguiu converter até uma mulher que, antes disso, mantinha uma vida de pecados, até mesmo uma relação incestuosa com um rico senhor do lugar.


No dia 5 de maio de 1220, Ângelo fez sua última pregação na igreja de São Tiago de Licata, na Sicília. Nesse dia foi morto, vítima daquele rico homem, que não se conformou com o abandono e a conversão de sua amante, encomendando o assassinato.


Venerado pela população, logo uma igreja foi erguida no lugar de seu martírio, onde foi sepultado o seu corpo. A Igreja canonizou o mártir santo Ângelo em 1498. Porém somente em 1662 as suas relíquias foram transladadas para a igreja dos carmelitas. O seu culto se difundiu amplamente no meio dos fiéis e na Ordem do Carmo.


Santo Ângelo foi nomeado padroeiro de muitas localidades, inicialmente na Itália, depois em outras regiões da Europa. Sua veneração se mantém até os nossos dias, sendo invocado pelo povo e devotos nas situações de suas dificuldades. Os primeiros padres carmelitas da América difundiram a sua devoção, construindo igrejas, nomeando as aldeias que se formavam, e expandiram o seu culto, que também chegou ao Brasil.

REFLEXÃO

Este santo combateu até à morte pela lei de Deus e não teve medo das palavras dos ímpios,
porque estava apoiado na rocha firme.

ORAÇÃO

Senhor, nosso Deus, força dos fiéis e coroa dos mártires,
que conduzistes Santo Ângelo do Carmelo à glória do martírio,
concedei-nos, por sua intercessão,
que, imitando fielmente o seu exemplo,

(Coleta da Missa)
Santo Ângelo, rogai por nós!

http://portalcot.com/br/catolicoemdia
 
http://www.flordocarmelo.org/

Pedidos de Oração