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sábado, 15 de janeiro de 2011

Jesus: o Rei Ungido


 1- Jesus ungido pelo Espírito Santo

"(...) A narrativa do Baptismo revela-nos a identidade de Jesus, quem é e qual a Sua missão, e ajuda-nos, por outro lado, a descobrir o significado do nosso Batismo, a dignidade da vocação cristã. Jesus foi baptizado por João Baptista, profeta que pregava um baptismo de penitência e de conversão. Jesus integra-se na fila dos pecadores que reconheciam os seus pecados. Precisava Ele também da conversão? Na perspectiva humana, João Baptista acha que não. Jesus, em resposta, dá um sentido novo ao baptismo: confere-nos a missão de estabelecer a justiça de Deus.


A narrativa simples e destaca alguns elementos: * os céus abriram-se: estabelece-se a comunicação entre o mundo de Deus (os céus) e o mundo dos homens. *O Espírito de Deus, o Espírito Santo desceu sobre Ele, tomou conta dele. De hora em diante, Jesus será sempre conduzido pelo Espírito Santo: “Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré que passou fazendo o bem”, afirma São Pedro. * Outro elemento: Deus Pai proclama Jesus como Filho predilecto, “Eis o meu servo, o meu eleito…Fiz de ti a aliança do povo e a luz das nações para abrires os olhos aos cegos”.


Tendo presente a centralidade deste acontecimento no mistério cristão, compreendemos que seja um dos mistérios mais representados na iconografia cristã e mais comentados pelos padres da Igreja. São Cirilo de Alexandria, destaca, entre os elementos do baptismo, a comunicação do Espírito Santo que Deus quer conceder a todos os homens para renovar a natureza humana. Ou seja, o Espírito Santo desceu primeiramente sobre Jesus para ser depois, através dele, comunicado a todos nós. Jesus é verdadeiramente o primogénito de muitos irmãos, o novo Adão, início de uma nova criação.


2. Mistério do nosso Batismo


No batismo de Jesus compreendemos o mistério do nosso Batismo: Nascemos de novo pela água e pelo Espírito Santo. Vemos apenas alguns sinais (a água, a vela, a veste branca, etc.) mas o não vemos o mais importante – O Espírito Santo, fonte de vida que nos comunica a nova vida espiritual que nos torna filhos amados de Deus (“Eis o meu servo e eleito, sobre ele fiz repousar o meu Espírito”). Cumpre-se uma promessa de Deus feita no Antigo Testamento: “Naqueles dias derramarei o meu espírito sobre todos os homens”. Somos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Tornamo-nos pertença do Pai (És meu filho); irmãos e herdeiros de Jesus; conduzidos pelo Espírito Santo que habita em nós. É esta pertença que recordamos e interiorizamos com um gesto simples que as mães devem ensinar desde cedo aos filhos (bênção). Destaco três aspectos do Baptismo:


A. É um dom de Deus, não um mérito nosso. A gratuidade do dom é ainda mais visível nas crianças. Deus adopta-as como filhos e comunica-lhes a vida espiritual, torna-as participantes da vida divina. Deus toca a nossa vida, abre uma porta de comunicação para viver em união connosco. “Os céus abrem-se” para cada criança que é batizada. Os sacramentos são abraços de Deus. O baptismo é um tesouro escondido no interior dos batizados.


B. É uma porta de entrada no templo espiritual formado por todos os fiéis. Precisa de continuidade. Não faz sentido permanecer na soleira da porta. Somos chamados a entrar para dentro. O Batismo de infância é o primeiro passo de um percurso que precisa de ser percorrido. Não nos tornamos plenamente cristãos de uma vez para sempre. Fazemo-nos cristãos progressivamente. O batismo está ligado a outros momentos sacramentais em que Deus nos comunica e fortalece com os seus dons: Batismo, Confirmação e Eucaristia. O Batismo, novo nascimento, faz-nos membros da grande família de Deus. o Crisma fortalece-nos com os dons do Espírito Santo para crescermos e darmos fruto; é o sacramento da vida cristã adulta; assim o dom gratuito torna-se opção pessoal esclarecida. A Eucaristia alimenta, fortalece, renova constantemente o Baptismo e a Confirmação. Sem a Eucaristia não podemos viver.


C. “Recebereis uma força”. No batismo recebemos uma força para o bem. Para viver segundo o Espírito. Nós que fomos baptizados em Cristo caminhemos numa vida nova. Não devemos viver segundo as inclinações naturais, segundo o egoísmo, a vaidade, o individualismo, mas segundo o espírito de Deus, produzindo os frutos do Espírito: amor; alegria; paz, paciência, bondade, É uma tarefa a por em prática todos os dias.


A fé é uma força para o bem escondida no coração. Os pais que pedem o batismo aceitam também a missão de lhe dar continuidade, de fazer que o baptismo dê frutos de vida cristã. Dá frutos quando se renuncia ao pecado para seguir o caminho do bem. Os pais são educadores e guias no caminho do evangelho. Guia é aquele que orienta no caminho que ele próprio segue, o caminho da luz que vence as trevas, o caminho da liberdade que rompe as dependências da escravidão. “Brilhe a vossa luz para que os vossos filhos, vendo as vossas boas obras, cheguem ao conhecimento do amor de Deus. 

São os votos de São Gregório de Nazianzo aos recém-batizados: “Sede como astros resplandecentes no meio do mundo, isto é, como uma força vivificante para outros homens. Se assim fizerdes, chegareis a ser luzes perfeitas na presença daquela grande luz que brilha no céu, iluminados mais claramente pelo esplendor puríssimo da Trindade, da qual recebestes até agora apenas um único raio procedente da única Divindade, em Nosso Senhor Jesus Cristo. A Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos Amen”.


+ Manuel Pelino Domingues,
Santarém, Igreja Catedral, 9 de Janeiro de 1011
Portugal

Fonte: Ag. Ecclesia

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Epifania do Senhor

 O caminho dos magos

Para descobrir e decifrar na criação a assinatura de Deus
"Na criação existe a "assinatura" de Deus: trata-se de uma assinatura que o homem "pode e deve procurar descobrir e decifrar". Celebrando na manhã de 6 de Janeiro a missa da Epifania do Senhor na basílica de São Pedro, o Sumo Pontífice repropôs os sinais e o sentido do caminho que há dois mil anos levou os Magos a seguir a estrela para encontrar o Messias.

Prezados irmãos e irmãs!

Na solenidade da Epifania, a Igreja continua a contemplar e a celebrar o mistério do nascimento de Jesus Salvador. Em particular, a celebração hodierna sublinha o destino e o significado universais deste nascimento. Fazendo-se homem no seio de Maria, o Filho de Deus veio não só para o povo de Israel, representado pelos pastores de Belém, mas também para a humanidade inteira, representada pelos Magos. E é precisamente a respeito dos Magos e do seu caminho em busca do Messias (cf. Mt 2, 1-12) que hoje a Igreja nos convida a meditar e a rezar. No Evangelho ouvimos que eles, tendo chegado a Jerusalém provenientes do Oriente, perguntam: "Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo" (v. 2). Que tipo de pessoas eram, e que espécie de estrela era aquela?

Eles eram, provavelmente, sábios que perscrutavam o céu, mas não para procurar "ler" o futuro nos astros, eventualmente para obter disto um lucro; eram sobretudo homens "à procura" de algo mais, em busca da verdadeira luz, que seja capaz de indicar o caminho a percorrer na vida. Eram pessoas convictas de que na criação existe aquela que poderíamos definir como a "assinatura" de Deus, uma assinatura que o homem pode e deve procurar descobrir e decifrar. Talvez o modo para conhecer melhor estes Magos e compreender o seu desejo de se deixar guiar pelos sinais de Deus consista em deter-nos para considerar aquilo que eles encontram ao longo do seu caminho, na grande cidade de Jerusalém.

Em primeiro lugar, encontraram o rei Herodes. Certamente, ele estava interessado no menino de que os Magos falavam; no entanto, não com a finalidade de o adorar, como quer fazer entender, mentindo, mas sim para o suprimir. Herodes é um homem de poder, que no próximo só consegue ver um rival para combater. No fundo, se meditarmos bem, até Deus lhe parece um rival, aliás, um rival particularmente perigoso, que gostaria de privar os homens do seu espaço vital, da sua autonomia, do seu poder; um rival que indica o caminho a percorrer na vida, e assim impede que se realize tudo o que se deseja. Herodes ouve dos seus peritos nas Sagradas Escrituras, as palavras do profeta Miqueias (cf. 5, 1), mas o seu único pensamento é o trono.

Então, o próprio Deus deve ser ofuscado e as pessoas devem reduzir-se a ser simples peças para mover no grande tabuleiro do poder. Herodes é uma figura que não nos é simpática e que, instintivamente, julgamos de modo negativo pela sua brutalidade. Mas deveríamos perguntar-nos: existe, porventura, algo de Herodes também em nós? Acaso também nós, às vezes, vemos Deus como uma espécie de rival? Porventura também nós somos cegos diante dos seus sinais, surdos às suas palavras, porque pensamos que Ele impõe limites à nossa vida e não nos permite dispor da existência a nosso bel-prazer? (...)

Sucessivamente, os Magos encontram os estudiosos, os teólogos, os especialistas que sabem tudo sobre as Sagradas Escrituras, que conhecem as suas possíveis interpretações, que são capazes de citar de cor cada um dos seus trechos e que, por conseguinte, são uma ajuda preciosa para quem quer percorrer o caminho de Deus. Contudo, afirma santo Agostinho, eles gostam de ser guias para os outros, indicam a vereda mas não caminham, permanecem imóveis. Para eles, as Escrituras tornam-se uma espécie de atlas a ler com curiosidade, um conjunto de palavras e de conceitos a examinar e sobre o qual debater com sabedoria. Mas, novamente, podemos interrogar-nos: não existe inclusive em nós a tentação de considerar as Sagradas Escrituras, este tesouro extremamente rico e vital para a fé da Igreja, mais como um objecto para o estudo e o debate dos especialistas, do que o Livro que nos indica o caminho para alcançar a vida?(...)

E agora consideremos a estrela. Que tipo de estrela era aquela que os Magos viram e seguiram? Ao longo dos séculos, esta pergunta foi objecto de debate entre os astrónomos. Kepler, por exemplo, considerava que se tratasse de uma "nova", ou de uma "supernova", ou seja, de uma daquelas estrelas que normalmente emanam uma luz ténue mas que, de repente, podem ter uma violenta explosão interna, que produz uma luz extraordinária.

Sem dúvida, coisas interessantes, mas que não nos orientam rumo àquilo que é essencial para compreendemos esta estrela. Temos que remontar ao facto de que aqueles homens buscavam os vestígios de Deus; procuravam ler a sua "assinatura" na criação; sabiam que "narram os céus a glória de Deus" (Sl 19 [18], 2); isto é, estavam persuadidos de que Deus pode ser vislumbrado na criação. No entanto, como homens sábios, estavam conscientes também de que não é com um telescópio qualquer, mas com os profundos olhos da razão em busca do sentido último da realidade, e com o desejo de Deus impelido pela fé, que é possível encontrá-lo, aliás, que se torna possível que Deus se aproxime de nós.

O universo não é o resultado do caso, como alguns querem fazer-nos crer. Contemplando-o, somos convidados a ler nele algo de profundo: a sabedoria do Criador, a fantasia inesgotável de Deus, o seu amor infinito por nós. (...) Na beleza do mundo, no seu mistério, na sua grandeza e na sua racionalidade não podemos deixar de ler a racionalidade eterna, e não podemos deixar de nos fazer guiar por ela até ao único Deus, Criador do céu e da terra. Se tivermos este olhar, veremos que Aquele que criou o mundo e Aquele que nasceu numa gruta em Belém e continua a habitar no meio de nós na Eucaristia são o único Deus vivo, que nos interpela, nos ama e quer conduzir-nos para a vida eterna.

Herodes, os especialistas das Escrituras, a estrela. Mas sigamos o caminho dos Magos, que chegam a Jerusalém. Em cima da grande cidade, a estrela desaparece, já não se vê. O que signfica? Também neste caso, temos que ler o sinal em profundidade. Para aqueles homens, era lógico procurar o novo rei no palácio real, onde se encontravam os sábios conselheiros da corte. Mas, provavelmente para sua surpresa, tiveram que constatar que aquele recém-nascido não se encontrava nos postos do poder e da cultura, embora naqueles lugares lhes tenham sido oferecidas informações preciosas acerca dele. Ao contrário, deram-se conta de que por vezes o poder, inclusive o do conhecimento, impede o caminho rumo ao encontro com aquele Menino.

Então, a estrela orientou-os para Belém, uma pequena cidade; guiou-os entre os pobres, entre os humildes, para encontrar o Rei do mundo. Os critérios de Deus são diferentes dos critérios dos homens; Deus não se manifesta no poder deste mundo, mas sim na humildade do seu amor, daquele amor que pede à nossa liberdade para ser recebido para nos transformar e nos tornar capazes de chegar Àquele que é o Amor. Mas também para nós, as coisas não são tão diferentes de como eram para os Magos. Se nos fosse pedido o nosso parecer sobre a forma como Deus deveria ter salvo o mundo, talvez respondêssemos que devia manifestar todo o seu poder para conceder ao mundo um sistema económico mais justo, no qual cada um pudesse dispor de tudo o que quer. (...)

Assim, parece-nos bem claro também um último elemento importante da vicissitude dos Magos: a linguagem da criação permite-nos percorrer um bom trecho de caminho rumo a Deus, mas não nos concede a luz definitiva. No final, para os Magos era indispensável ouvir a voz das Sagradas Escrituras: unicamente elas podiam indicar-lhes o caminho.

A Palavra de Deus é a verdadeira estrela que, na incerteza dos discursos humanos, nos oferece o imenso esplendor da verdade divina. Caros irmãos e irmãs, deixemo-nos guiar pela estrela, que é a Palavra de Deus; sigamo-la na nossa vida, caminhando com a Igreja, onde a Palavra armou a sua tenda. A nossa senda será sempre iluminada por uma luz que sinal algum nos pode oferecer. E também nós poderemos tornar-nos estrelas para os outros, reflexo daquela luz que Cristo fez resplandecer sobre nós. Amém.
 Exttrai de : "Os sinais da Epifania explicados por Bento XVI na missa celebrada na basílica de São Pedro"
(©L'Osservatore Romano - 8 de Janeiro de 2011) 
fonte : Vaticano

sábado, 1 de janeiro de 2011

1 de Janeiro de 2011- Circuncisão de Nosso Senhor


Circuncisão de Nosso Senhor : "Narra o Evangelho que após oito dias do nascimento de Jesus, Maria e José levaram o Menino até o Templo para oferecê-lo ao Senhor e cumprir o preceito da Circuncisão, conforme prescrevia as leis religiosas do povo judeu. Após a primeira parte da narrativa, observa-se um corte cronológico na harmonia dos acontecimentos, para destacar o encontro de Jesus com os Doutores da Lei, no Templo de Jerusalém. Essas duas narrativas unidas, a princípio tão distantes temporalmente, e tão próximas quanto ao objetivo de sublinhar a dupla natureza do Messias, se fundem numa leitura única. 


O menino foi levado para circuncisão pois era plenamente humano e estava sujeito às leis sócio- religiosas; no entanto, com 12 anos revelava sua sabedoria extraordinária que tinha uma fonte não humana. Ele era o VERBO de Deus que inicia suas reflexões com aqueles mais ilustres e doutos. «O mundo foi feito por Ele, mas o mundo não O conheceu» (Jo 1,10-11). Primeiramente, Jesus tinha sido reconhecido como Senhor pelos pastores que vieram prestar-lhe adoração. Eles representavam os marginalizados, pobres, os esquecidos: os verdadeiros destinatários da Boa Nova. Depois foi reconhecido pelo profeta Simeão no templo, onde a profecia de Malaquias se cupria: «De repente, vai chegar ao Templo o Senhor que vós procurais, o mensageiro da Aliança que vós desejais» (Mq 3,1).


Simeão revelou com a sua profecia que a Salvação não seria só para Israel, mas para todos os povos. Israel foi o lugar da espera e da realização das profecias, mas a Salvação trazida pelo Messias não se restringiria somente à sua área geográfica. O messias é a luz que iluminaria a todos os povos. Abre-se o horizonte universal do anúncio e da prática do Evangelho."

Considerações sobre a infância de Jesus : "De acordo com a lei judaica, oito dias após seu nascimento, os meninos deveriam submeter-se à circuncisão - cerimônia figurativa do Batismo. Nesta oportunidade é que recebiam um nome. Obediente à lei, Jesus - o Senhor, acima de toda a lei - foi, também, como qualquer judeu, circuncidado. Pois Ele veio para ensinar - e, por isso, em tudo, nos deu exemplo.
E toda a sua vida é uma lição de amor. Com oito dias de vida, ao ser circuncidado - obediente à lei judaica - derramou uma gota de sangue. No fim de sua vida - obediente até a morte - até à última gota, derramou todo o Seu sangue. Por causa de nosso orgulho. E de nosso desamor."


O nome de Jesus: "Na hora da circuncisão, << foi-lhe posto o nome de Jesus, como o havia chamado o Anjo, antes de ser concebido>>. Jesus, que quer dizer Salvador. Por isso escreveu S. Paulo: "Que ao nome de Jesus todo o joelho se dobre no céu, na terra e no inferno" (Fl 2, 10). Antes, já escrevera o Salmista: "Eu vos louvarei, Senhor Deus meu, com todo o meu coração, e glorificarei o vosso nome eternamente, porque vós, Senhor, sois suave e manso e de muita misericórdia para todos os eu vos invocam" (Sl 85, 12 e 5). 


Jesus é, também, o Cristo, o Ungido, o Sacerdote e Vítima. E o Salvador. Salvador será sempre o Seu nome. E a cruz, o seu símbolo mais perfeito. Mas o peixe também O simboliza.Na Igreja primitiva, o título completo de Jesus, em grego, era Jesus Cristo Deus Filho Salvador, cujas iniciais (em grego) formam a palavra peixe. Por esse motivo, no ano 200, referindo-se ao Batismo, Tertuliano escreveu: "Nós (os cristãos), a exemplo de nosso Jesus Cristo, nascemos na água, como pequenos peixes".


Purificação de Maria e Apresentação de Jesus no Templo: "Segundo as rígidas leis judaicas, 40 dias após o nascimento de uma criança, a mãe deveria apresentar-se ao Templo, para a cerimônia de purificação. 


Também, nessa ocasião, em que os pais deveriam oferecer para o sacrifício "um par de rolas ou dois pombinhos", o primogênito era consagrado a Deus. Ora, para que nascera Jesus, senão para ser imolado como Vítima perfeita? Uma vez mais, temos a lição de obediência e humildade, aos homens rebeldes e orgulhos.


É, ainda, nesse oportunidade, que se dá o episódio com o velho Simeão. Fora-lhe revelado (pelo Espírito Santo) que não morreria sem ver, antes, o Salvador. Por inspiração divina, foi ao Templo. E, por inspiração divina, reconheceu no Menino Aquele por quem esperava. Tomando-O, então, nos braços, exclamou: "Agora, sim, Senhor, podeis deixar morrer em paz o vosso servo, conforme dissestes, porque já viram os meus olhos o Salvador que prometestes enviar-nos" (Lc 2, 25s). É de profunda beleza a figura do velho homem de fé, carregando nos braços o Menino que o sustentava (como nos sustenta, quando O recebemos)."


Matança dos inocentes : "É relatada por S. Mateus, no Cap. 2. Pelos reis Magos, Herodes soube que nascera o "Rei dos Judeus". Pediu-lhes, então, que lhe ensinassem o lugar onde se encontrava o Menino, "para, também, adorá-lo". Avisados por um anjo, os bons reis, "por outro caminho, voltaram para a sua região".


Como tantos, ainda hoje, Herodes não entendia que "o reino de Deus não é deste mundo". E, temendo a concorrência, mandou matar todos os meninos com menos de dois anos de idade. (Pela população de Belém, na época, devem Ter sido mortos cerca de vinte meninos.)


A 28 de dezembro, a Igreja relembra esse infaticídio. E reza esta oração:  "Deus, cuja glória no dia de hoje os Mártires Inocentes confessaram, não por palavras, mas morrendo: mortificai, em nós, todos os vícios da más paixões, afim de confessarmos, também, por uma vida santa, a fé que proclama a nossa língua".


Fuga para o Egito: "José, também, por um anjo, recebeu o mesmo aviso. E, tomando consigo o Menino e sua Mãe, retirou-se para o Egito. E ali esteve até a morte de Herodes, para se cumprir o que proferira o Senhor pelo profeta, dizendo: "Do Egito chamei meu Filho".Posteriormente, ouvindo, mais uma vez, um mensageiro celeste, "retirou-se para as partes da Galiléia. Vindo para ai, habitou na cidade que se chama Nazaré, para mais um vez, cumprir-se o que foi dito pelos profetas: Será chamado Nazareno" (Mt 2, 14 e 23)."

fontes: 
www.catequisar.com.br
www.ecclesia.com.br

Pedidos de Oração