Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

sábado, 29 de maio de 2010

Festa da Santíssima Trindade - Domingo - 30 de Maio de 2010


Evangelho de São Mateus 28, 16-20

Os onze discípulos foram para a Galiléia, para a montanha que Jesus lhes tinha designado. Quando o viram, adoraram-no; entretanto, alguns hesitavam ainda. Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.

Doutrina da Santa Igreja sobre a Santíssima Trindade

O mistério central da fé e da vida cristã é o mistério da Santíssima Trindade. Os cristãos são batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo

O mistério da Santíssima Trindade pode ser conhecido pela pura razão humana?

Deus deixou alguns vestígios do seu ser trinitário na criação e no Antigo Testamento, mas a intimidade do seu Ser como Trindade Santa constitui um mistério inacessível à pura razão humana e até mesmo à fé de Israel antes da Encarnação do Filho de Deus e da missão do Espírito Santo. Esse mistério foi revelado por Jesus Cristo e é a fonte de todos os outros mistérios.

Como a Igreja exprime a sua fé trinitária?

A Igreja exprime a sua fé trinitária ao confessar um só Deus em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. As três Pessoas divinas são um só Deus porque cada uma delas é idêntica à plenitude da única e indivisível natureza divina. Elas são realmente distintas entre si pelas relações que as põem em referência umas com as outras: o Pai gera o Filho, o Filho é gerado pelo Pai, o Espírito Santo procede do Pai e do Filho.

Como operam as três Pessoas divinas?

Inseparáveis na sua única substância, as Pessoas divinas são inseparáveis também em suas operações: a Trindade tem uma só e a mesma operação. Mas no único agir divino cada Pessoa está presente segundo o modo que lhe é próprio na Trindade. “Ó meu Deus, Trindade que adoro... pacifica a minha alma; faz dela o teu céu, a tua morada amada e o lugar do teu repouso. Que eu não te deixe jamais só, mas que eu esteja ali, toda inteira, completamente vigilante na minha fé, toda adoradora, toda entregue à tua ação criadora” (Bem-aventurada Elisabete da Trindade).

conf. Catecismo da Igreja Católica - pontos nº 44-49

"Estes são os frutos da paz de Cristo, da paz que nos traz o seu Coração Santíssimo. Porque – digamo-lo uma vez mais – o amor de Jesus pelos homens é um dos aspectos insondáveis do mistério divino, do amor do Filho pelo Pai e pelo Espírito Santo, laço de amor entre o Pai e o Filho, encontra no Verbo um Coração humano."

"Não é possível falar destas realidades centrais da nossa fé sem percebermos as limitações da inteligência humana e as grandezas da Revelação. Mas, embora não possamos abarcar essas verdades, embora a nossa razão se pasme diante delas, nós as cremos humilde e firmemente: sabemos, apoiados no testemunho de Cristo, que são assim; que o amor, no seio da Trindade, se derrama sobre todos os homens por meio do Amor do Coração de Jesus.


"Aprende a louvar o Pai e o Filho e o Espírito Santo. Aprende a ter uma especial devoção pela Santíssima Trindade: creio em Deus Pai, creio em Deus Filho, creio em Deus Espírito Santo; espero em Deus Pai, espero em Deus Filho, espero em Deus Espírito Santo; amo a Deus Pai, amo a Deus Filho, amo a Deus Espírito Santo. Creio, espero e amo a Trindade Santíssima."


S. José Maria Escrivá


Visite o Museu Virtual da Ordem Carmelita... 

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Santa Maria Madalena de Pazzi - Grande Mística do Carmelo



No último dia 25 de Maio celebramos Santa Maria Madalena de Pazzi, grande mística do Carmelo. Trazemos aos nossos caros internautas um pouco de sua vida. Vale a pena leitura :  


 
"Batizada com o nome de Catarina, ela nasceu no dia 2 de abril de 1566, crescendo bela e inteligente em sua cidade natal, Florença, no norte da Itália. Tinha a origem nobre da família Pazzi, com acesso tanto à luxúria quanto às bibliotecas e benfeitorias da corte dos Médici, que governavam o ducado de Toscana. Sua sensibilidade foi atraída pelo aprendizado intelectual e espiritual, abrindo mão dos prazeres terrenos, o luxo e as vaidades que a nobreza proporcionava.


Recebeu a primeira comunhão aos dez anos e, contrariando o desejo dos pais, aos dezesseis anos entregou-se à vida religiosa, ingressando no convento das carmelitas descalças. Ali, por causa de uma grave doença, teve de fazer os votos antes das outras noviças, vestiu o hábito e tomou o nome de Maria Madalena.


A partir daí, foi favorecida por dons especiais do Espírito Santo, vivendo sucessivas experiências místicas impressionantes, onde eram comuns os êxtases durante a penitência, oração e contemplação, originando extraordinárias visões proféticas. Para que essas revelações não se perdessem, seu superior ordenou que três irmãs anotassem fielmente as palavras que dizia nessas ocasiões.


Um volumoso livro foi escrito com essas mensagens, que depois foi publicado com o nome de “Contemplações”, um verdadeiro tratado de teologia mística. Também ela, de próprio punho, escreveu muitas cartas dirigidas a papas e príncipes contendo ensinamentos e orientações para a inteira renovação da comunidade eclesiástica.


Durante cinco anos foi provada na fé, experimentando a escuridão e a aridez espiritual. Até que, no dia de Pentecostes do ano 1690, a luz do êxtase voltou para a provação final: a da dor física. Seu corpo ficou coberto de úlceras que provocavam dores terríveis. A tudo suportou sem uma queixa sequer, entregando-se exclusivamente ao amor à Paixão de Jesus.


Morreu com apenas quarenta e um anos, em 25 de maio de 1607, no convento Santa Maria dos Anjos, que hoje leva o seu nome, em Florença. Apenas dois anos mais tarde foi canonizada pelo papa Clemente IX. O corpo incorrupto de santa Maria Madalena de Pazzi repousa na igreja do convento onde faleceu. Sua festa é celebrada no dia de seu trânsito (25 de maio)."



domingo, 23 de maio de 2010

Festa de Pentecostes - 23 de Maio de 2010

 Festa de Pentecostes

"Ó, vinde, Espírito Criador, As nossas almas visitai
E enchei os nossos corações com vossos dons celestiais."



"Ouvimos o Evangelho, ouçamo-lo ainda melhor: “Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, [...] veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: ‘A paz esteja convosco. [...] Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós.’ Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: ‘Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados’”.


Eis tudo o que precisamos de saber, para celebrar o Pentecostes. [...] Tudo acontecerá segundo Deus e a sua habitual discrição. Tudo acontecerá na suavidade do Espírito, garantia da sua fecundidade profunda. Eles estavam de portas fechadas e cheios de medo. Com razões de sobra, pois lhes tinham morto o seu Senhor e Mestre, dias antes. Mas eis que, ressuscitado, se apresentou no meio deles, pois quem está absolutamente com o Pai, criador permanente de tudo e de todos, está absolutamente com os filhos, que apenas do seu amor brotam e ganham vida.


[...] É muito boa a admiração com aquilo que já sabemos, sinal certo de que é revelação divina, antes e mais do que mera cogitação nossa. É a nossa verdade e o nosso segredo, a nossa certeza e ânimo: “Ele está no meio de nós!”. E nós estamos com Ele, aí mesmo onde a vida se recupera e amplia, infinitamente.


Caríssimos [...], reparai primeiro no vosso Batismo. Não como um momento passado, mas como uma realidade permanente. Ganhastes aí, no vosso batismo, a vida nova de Cristo, à qual o sacramento vos uniu. Uma vida mais forte do que a morte. A vida da humanidade restaurada em Cristo, que – muito mais do que a borboleta saindo da crisálida! – cresce em vós com um destino imortal, pois vai alargando no vosso espírito e nas vossas atitudes a caridade de Cristo, que “nunca acabará”.


Ouvi-O então, de coração inteiro e atento à sua presença, à sua voz: “ - A paz esteja convosco!”. Uma e outra vez, num sussurro anterior e posterior a qualquer som, ouvi-O: “ - A paz esteja convosco!”.


E aqui, deixai-me dizê-lo, melhor fora calar-me por momentos, ou talvez por muito tempo. Até que as altas naves desta catedral e a maior profundidade dos nossos corações, ficassem absolutamente repassadas e preenchidas, com a presença do nosso Cristo ressuscitado, com a alegria do reencontro, com a suavidade da sua paz. Oiçamo-Lo: “- A paz esteja convosco!”.


Mas prossigamos, como que antecedendo o “sopro” do Espírito que recebereis dentro de momentos. Ouvi-O de novo, a dar-vos o que só Ele vos pode conceder plenamente, pois que O partilha com o Pai. Ouvi-o: “Recebei o Espírito Santo!”.


Ides recebê-Lo, ao Espírito de Cristo, para completar o que já começou a realizar em cada um de vós pelo Baptismo. Sim, irmãos e amigos, é ainda da iniciação cristã que tratamos, devendo ser tomada como um todo, sucessivo e realizador. É Cristo ressuscitado que em nós reproduz a sua vida, a sua Páscoa, pela oferta do seu Espírito: no Batismo, o Espírito começa a realizar em nós a filiação divina, herdada de Cristo; na Confirmação, fará de vós testemunhas do seu Reino, para que o Evangelho que vos salva também por vós salve a muitos, terra em fora.


Participareis plenamente na mais plena das missões. Cristo dar-se-á com uma força que atravessa os séculos e hoje chega a cada um de nós. Com palavras que só Cristo podia e pode proferir, tão absolutas são: “- Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós!”. Quando sairdes desta catedral, caríssimos crismandos, tereis pela frente, o mundo, a vida e a missão. O mundo é este, grande e contraditório, em que vivemos. Grande pela potencialidade humana que mantém; contraditório pelos atrasos e desvios que infelizmente consente, nos conflitos que surgem ou não se resolvem, nas tragédias que sobrevêm ou agravamos por descaso ou incúria.


Um cristão, batizado e crismado, tem em todas essas situações, de maior ou menor recorte, uma única tarefa e missão: fazer a paz, reconciliar sempre. Ouçamos de novo: “Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados”. Sim, é verdade, que a reconciliação sacramental é feita pela Igreja através dos ministros ordenados, na sucessão do ministério apostólico. Mas o Espírito de Cristo, que todos recebemos e hoje reforça em vós a Sua presença, caríssimos crismandos, conta convosco para a obra de reconciliação universal que, de algum modo, a todos incumbe.


Quando daqui sairdes, [...] tereis pela frente, da família à escola, da escola ao trabalho e à sociedade em geral, muitas rupturas a sarar, muitas desavenças a superar, muitas reconciliações a promover. Começareis porventura por vós mesmos e pela profunda reconciliação que cada um tem de fazer consigo, ou melhor com o Espírito de Cristo que em si actua. Deixai-O trabalhar então, realizando em vós aquela absoluta unidade de inteligência e vontade, sensibilidade e propósito que havia em Cristo, Filho de Deus e homem perfeito. E acontecerá, caríssimos [...], acontecerá em vós como aconteceu em tantos homens e mulheres que O Espírito fez santos, a mais linda e urgente aventura: gente reconciliada para reconciliar o mundo. Gente de perdão, para retomar as vidas, Primavera final dum recomeço sem retorno.


[...] Os Apóstolos, em quem o Espírito falava, todos escutavam e entendiam [...] Este mesmo Espírito que quer falar agora através de vós, caríssimos [...]. E, se O acolherdes, podeis crer que todos vos entenderão, sendo todos vós gente de paz. Quem vos ouvir, também ficará “maravilhado” pois proclamareis, precisamente, “as maravilhas de Deus”. Por palavras ditas e por palavras incarnadas nas vossas atitudes, generosas e reconciliadoras. – Não é tudo isto mais que bastante para vos levantar o ânimo e motivar a vida?! É-o decerto e pleno de realismo cristão e pentecostal. De que o nosso mundo precisa e tanto, de que vós sereis exemplo e sempre!


Ainda uma última referência, igualmente importante, com a segunda leitura. Fala Paulo aos coríntios, Igreja cheia de dons do Espírito. Dons que tendo uma única fonte, o Espírito de Deus, têm muitíssimas especificações, tantas quantas a irredutível originalidade de quem O recebe. Como diz o trecho: “Em cada um se manifestam os dons do Espírito para o bem comum. Assim como o corpo é um só e tem muitos membros e todos os membros, apesar de numerosos, constituem um só corpo, assim também sucede com Cristo. Na verdade, todos nós, [...] fomos batizados num só Espírito, para constituirmos um só Corpo. E a todos nos foi dado a beber um único Espírito”.


A esta luz, deixai-me pedir-vos, caríssimos [...], acolhei o dom e o apelo que o Espírito faz e fará, um por um, para o bem geral. Contrariamente ao que se diga, todos somos insubstituíveis, e o que cada um não fizer, por fazer ficará, nesse modo e ocasião. Deixai-me pedir-vos, caríssimos crismandos: - Acolhei o que o Espírito vos pedir, no fundo da consciência e na interpelação da Igreja. Tem alguma razão o nosso povo, quando diz que “cada qual é para o que nasce”; mais razão há decerto para que o Espírito requeira de cada um de vós a coincidência da vida com uma vocação específica. Na vida laical ou na vida religiosa, no sacerdócio ou na missão, para cada um de vós o Espírito tem um segredo e um apelo. Escutai-O hoje, que para tal o recebereis de seguida. Aí encontrareis a felicidade, que só reside na vontade de Deus. Aí a encontrarão tantos outros, que esperam o vosso sim. O Espírito em vós, para a salvação do mundo. Nada menos do que isso e precisamente assim. Amen!

+ D. Manuel Clemente, Bispo do Porto

domingo, 16 de maio de 2010

16 de Maio de 2010 - São Simão Stock - O que recebeu o escapulário das Mãos de N. Senhora

"Foi na madrugada de 16 de julho de 1251, que o sagrado escapulário desceu do céu, nas mãos de Nossa Senhora do Monte Carmelo. O velho e piedoso monge, viera desde longos dias repetindo sem cessar esta súplica: “




Era ele Simão Stock, o superior geral de toda a ordem dos eremitas do Monte Carmelo, conhecidos por “Irmãos da Ssma. Virgem”. Mais do que os homens, sabia o antigo inimigo dos filhos de Deus, que aquela ordem era profundamente consagrada a Maria e que para a glória dela existia no mundo. A fim de conseguir exterminá-la os seus inimigos recorreram a todos os ardis de que era capaz sua natureza humana. No oriente, para os conventos carmelitas de modo especial fez convergir a perseguição e o ódio dos sarracenos. Cantando a salve Regina, centenas de carmelitas desapareceram nas chamas das fogueiras. No ocidente, recém-chegados e pouco conhecidos, contra eles concitou as paixões e a inveja dos homens de influência desde os sábios até as altas dignidades da Igreja. Em 1251 está em jogo a subsistência e continuidade da ordem.



Os homens ameaçam eliminá-la da face da terra. São Simão Stock volta-se confiante para a virgem cuja assistência e socorro jamais se fizera esperar longamente no carmelo. Lembra-lhe que a ele pertence a humilde família perseguida; que nela e só nela estão todas as esperanças, que ela os distinga aos olhos dos homens com um sinal sensível, eficaz e perene e que lhês dê um privilégio capaz de salvá-los de toda a ruína.Alegre e formosa, seguida de anjos luminosos ela apareceu. E, dando-lhe o escapulário disse:




São Simão Stock pedira-lhe um sinal libertador dos perigos temporais suscitados pela malícia dos homens. Ela, a mãe do belo amor, fez-lhe um sinal que destróe para os seus filhos o fogo do inferno, quebrando todas as esperanças de lúcifer: “ Quem morrer com o escapulário não se condenará.”


Das mãos dos Carmelitas, o Escapulário passou rapidamente para os fiéis. Todos desejavam, todos queriam assegurar a sua vida nas mãos maternais de Nossa Senhora. O Escapulário tornou-se a companhia de seguros de vida eterna.


O Escapulário portanto significa: a) sinal de salvação. “Quem com ele morrer não se condenará.”; b) incolumidades nos perigos temporais; c) consagração total a Maria; d) participação da vida espiritual da Ordem Carmelitana.


Um século depois, aparecendo ao Papa João XXII, Nossa Senhora promete livrar do purgatório, no primeiro sábado depois da morte, a todos os carmelitas, ou seja, a todos que portarem o seu Escapulário em vida, e que observarem com diligência a castidade exigida por sua condição social e tiver rezado o ofício parvo.


Sete séculos depois, em pleno século XX, quis Nossa Senhora confirmar a sua aparição a São Simão Stock, mostrando-se vestida com o HÁBITO CARMELITANO na última aparição de Fátima, Portugal, no dia l3 de outubro de 1917."


 

Vida completa de São Simão Stock : http://flordocarmelo-santos.blogspot.com/

quarta-feira, 12 de maio de 2010

13 de Maio de 2010 - Festa de Nossa Senhora de Fátima



Salve Nossa Senhora de Fátima, Mãe de Misericórdia e Rainha da Paz !

O Santo Padre Bento XVI em sua chegada `a Fátima apresenta-se “como um filho que vem visitar sua Mãe”, segundo a oração que recitou na Capelinha das Aparições, pouco depois de chegar ao local. Na oração, Bento XVI lembrou “as alegrias e esperanças e também os problemas e as dores” dos que se encontram na Cova da Iria ou “acompanham de longe” as celebrações.Evocando a “mão invisível” a que o Papa polones se referia para explicar a sua sobrevivência, Bento XVI recorda que o seu predecessor quis oferecer ao Santuário de Fátima uma bala que o “feriu gravemente”.

A respeito dessa bala, colocada na coroa da imagem da Capelinha, o  Papa afirma ser “profundamente consolador” saber que a Virgem de Fátima está coroada “não só com a prata e o oiro das nossas alegrias e esperanças”, mas também “com a bala das nossas preocupações e sofrimentos”. “Agradeço, Mãe querida, as orações e os sacrifícios que os Pastorinhos de Fátima faziam pelo Papa, levados pelos sentimentos que lhes infundistes nas aparições. Agradeço também todos aqueles que, em cada dia, rezam pelo Sucessor de Pedro e pelas suas intenções para que o Papa seja forte na fé, audaz na esperança e zeloso no amor”, acrescentou.

Reflexão para a Festa de Nossa Senhora de Fátima

“Nossa Senhora do Rosário: é o apelido com que ela mesma se designou na última aparição neste local bendito,(...) diante de 70.000 pessoas. Naquela ocasião, Nossa Senhora pediu que se rezasse o terço todos os dias pela conversão dos pecadores e pela paz no mundo. O Santo Rosário faz- nos recordar os sentimentos do Fiat, Magnificat e Stabat que marcaram a vida de Nossa Senhora e inspira-nos a imitá-la para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Queridos irmãos e irmãs, normalmente quando rezamos o terço, pensamos — como é natural - às nossas intenções pessoais, às nossas famílias e necessidades. Mas não esqueçamos as intenções que nos propôs a nossa Mãe de Céu: a conversão dos pecadores e a paz no mundo. São intenções muito caras ao coração de Deus.

Hoje o mundo está espiritualmente doente e, mais do que nunca, aumentam os pecados e os pecadores; até porque o mal se apresenta como bem, e os vícios são exibidos como virtudes. Há ideologias e doutrinas chamadas New Age que negam a existência de Deus e exaltam o poder humano. Há modas de vestir e de viver que traduzem um modo pagão de viver sem Deus e ofendem muito o coração de Deus, porque reduzem o homem - a obra-prima da sua criação - à uma condição indigna da sua dignidade de filho de Deus. Abundam hoje também os atentados contra a vida, desde as inocentes crianças no seio materno até a eutanásia e há leis civis contra a moralidade matrimonial. Há seitas secretas, cultos satânicos, o terrorismo e poderosos meios de comunicação social que destroem muitos, especialmente os jovens, da atenção que devem dar a Deus e ao próximo.


Durante a aparição no dia 13 de Julho 1917 aqui na Cova de Iria, Nossa Senhora mostrou aos três pastorinhos Lúcia, Francisco e Jacinta uma terrível visão do inferno onde caíam almas humanas “como folhas em grandes incêndios”. E quando os videntes gritaram com pavor, Nossa Senhora disse-lhes: “Viestes o inferno para onde vão as almas dos pobres pecadores... porque não há ninguém que reze por eles”. São palavras que Nossa Senhora nos diz hoje também; muitas pessoas vão para a perdição eterna, porque não há ninguém que peça por elas.


E onde chega o pecado, aí faz falta a paz de Jesus. No mundo hoje, há guerras não só entre nações, mas entre habitantes duma mesma nação, nas próprias famílias e comunidades, e sobretudo no íntimo dos corações. As causas são diversas: a inveja, o egoísmo, a avidez, honras e posição social, a arrogância de comportar-se como se Deus não existisse ou fosse irrelevante na vida do homem ou, pior ainda, como se o homem mesmo fosse Deus. Estamos no meio dum combate espiritual entre o bem e o mal; entre o amor de Deus e do próximo, duma parte, e o amor egoísta que escraviza o mundo e busca só a prosperidade, a popularidade e o poder. Mas, uma coisa é certa: a vitória final será de Deus, graças às orações dos fiéis e à intercessão poderosa de Nossa Senhora que já predisse: “Finalmente o meu Coração triunfará”.


Queridos peregrinos! A nossa peregrinação não deve ser só um acto de devoção e homenagem à Nossa Senhora, mas deve convencer-nos da actualidade da sua mensagem aqui proclamada em Fátima. Hoje mais do que nunca, o mundo necessita de nossos sacrifícios e preces pela conversão dos pecadores e pela paz no mundo. Vivamos fielmente os sentimentos do Fiat, Magnificat e Stabat de Nossa Senhora e, obedientes ao seu apelo materno, vamos fazer muita penitência e oração e, em particular, vamos rezar o terço cada dia pedindo a Deus, Pai de misericórdia, que tenha piedade de nós e nos dê a paz de Jesus que tanto necessitamos e desejamos. Que Nossa Senhora de Fátima, Mãe de Misericórdia e Rainha da Paz, nos abençoe e interceda por nós, pobres pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amen.”

+ Cardeal Ivan Dias

Arcebispo de Bombaim

fonte : http://www.santuario-fatima.pt/

12 de Maio de 2010 - Santo Padre consagra sacerdotes ao Imaculado Coração de Maria

Papa consagra sacerdotes ao Coração de Maria

Gesto reveste-se de significado particular no actual momento da vida da Igreja


"Bento XVI fez esta tarde, em Fátima, um acto de “entrega e consagração” dos sacerdotes ao Coração Imaculado de Maria, rezando para que os mesmos resistam “às sugestões do Maligno”. “Ajudai-nos, com a vossa poderosa intercessão a não esmorecer nesta sublime vocação, nem ceder aos nossos egoísmos, às lisonjas do mundo e às sugestões do Maligno”, pediu, na igreja da Santíssima Trindade.


O gesto, visto como altamente simbólico no atual momento da vida da Igreja, aconteceu no final de um encontro de oração com padres e pessoas consagradas.“Consagramo-nos ao vosso Coração materno para cumprirmos fielmente a Vontade do Pai”, rezou o Papa.“Vinde em nosso socorro e livrai-nos de todo o perigo que grava sobre nós”, pediu Bento XVI.


“Nós, sacerdotes, queremos ser pastores que não se apascentam a si mesmos, mas se oferecem a Deus pelos irmãos, nisto mesmo encontrando a sua felicidade”, assegurou. Na oração, o Papa justifica a consagração com a vontade de acolher nossa Senhora “de modo mais profundo e radical, para sempre e totalmente, na nossa vida humana e sacerdotal”.“Que a vossa presença faça reflorescer o deserto das nossas solidões e brilhar o sol sobre as nossas trevas, faça voltar a calma depois da tempestade, para que todo o homem veja a salvação do Senhor, que tem o nome e o rosto de Jesus”, concluiu.


Em sua homilia feita hoje a tarde na Capela das Aparições, em Fátima, O Santo Padre disse que se sente acompanhado pela “devoção e o afecto dos fiéis aqui reunidos e do mundo inteiro”.“Trago comigo as preocupações e as esperanças deste nosso tempo e as dores da humanidade ferida, os problemas do mundo e venho colocá-los aos pés de Nossa Senhora de Fátima”, confessou.


Bento XVI considerou que a Igreja tem de confrontar-se com o facto de, no nosso mundo, a fé correr o “perigo de apagar-se”, pedindo aos fiéis que assumam publicamente as suas convicções.“No nosso tempo, em que a fé, em vastas zonas da terra, corre o perigo de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento, a prioridade que está acima de todas é tornar Deus presente”, disse. Perante milhares de fiéis que o acompanhavam na oração do Rosário, muitos com velas nas mãos, o Papa deixou um apelo particular aos católicos.


“Não tenhais medo de falar de Deus e de ostentar sem vergonha os sinais da fé, fazendo resplandecer aos olhos dos vossos contemporâneos a luz de Cristo”, pediu.A homilia papal incluiu uma alusão “à liberdade de adoração, à liberdade de um culto próprio”.

fonte : http://www.bentoxviportugal.pt/

sábado, 8 de maio de 2010

09 de Maio de 2010 - Homenagem do Flos Carmeli ao dia das Mães

"Ser Mãe é assumir de Deus o dom da criação, da doação e do amor incondicional. Ser mãe é encarnar a divindade na Terra."

Prece das Mães

Obrigado, Senhor, pela Mãe que me deste! A sua presença serena inspira-me confiança; o seu serviço constante ensina-me amor; a sua vivência simples desperta-me para a fé; o seu olhar profundo inspira-me bondade; a sua ternura leva-me a saber acolher; o seu semblante tranquilo fala-me do vosso rosto materno, Senhor!


No Dia dedicado às Mães todo o universo canta, Senhor, as maravilhas que operastes nesta criatura tão bela, obra prima das vossas mãos. Acompanhai, Senhor, a minha Mãe nas alegrias e nas lágrimas, nos trabalhos e nas preocupações. E quando as suas forças diminuírem e a idade dela avançar, que eu redobre a minha ternura para que a solidão não a possa alcançar.


"Nenhum personagem da história evangélica, exceto naturalmente Jesus, é descrito com tantos pormenores, amor, admiração quanto Maria Santíssima. No Evangelho da Infância, deixa-se o mais belo retrato da Mãe de Jesus: A Virgem cheia de graça, o encantador modelo de fé, humildade, obediência, simplicidade e pureza, disponibilidade e espírito contemplativo.

Nenhuma criatura humana recebeu graças tão altas e singulares como Maria: ela é a "cheia de graça", o Senhor está com ela (1,28), obteve graça junto a Deus (1,30), concebeu por obra e graça do Espírito Santo e foi Mãe de Jesus (2,7) sem deixar de ser Virgem (1,34), intimamente unida ao mistério redentor da cruz.(2,35), será proclamada bem aventurada por todas as gerações pois o Todo-Poderoso operou nela grandes coisas (1,49). Com razão uma mulher do povo louvou entusiasmada e de forma muito expressiva a Mãe de Jesus (11,27).

Os tão altos dons divinos Nossa Senhora correspondeu com a mais generosa fidelidade: Santa Isabel chama-a bem-aventurada porque acreditou (1,45); a Virgem Santíssima recebe com humildade o anúncio do Arcanjo acerca da sua dignidade de Mãe de Deus(1,29); pergunta com simplicidade como comportar-se para agradar em tudo a Deus (1,34); aceita submissamente os planos divinos (1,38;2,50); apressa-se a ajudar os outros(1,39.56); sabe agradecer gozosamente os dons recebidos (1,46-55); observa com fidelidade as leis de Deus ( 2,24); e os costumes piedosos do seu povo(2,41); aflige-se profundamente pela perda do Menino e queixa-se a Ele com uma grande ternura(1,48), mas aceita serenamente o que naquele momento não consegue entender(2,48-50). Maria Santíssima soube ter essa admiração contemplativa diante dos mistérios divinos, que conservou e meditou no seu coração (2,19-51).

segunda-feira, 3 de maio de 2010

03 de Maio de 2010 - "Mês de maio, Mês de Maria"


"Era hábito na família de Santa Teresinha do Menino Jesus prestar-se , no mês de maio, festiva homenagem à Nossa Senhora, Maria Santíssima. Dona Zélia Martin arrumava o altar da Virgem na Sala e enfeitava a imagem de Maria Santíssima com flores e palmas. Dizem as crônicas que a pequena Teresa batia palmas de contente quando via os galhos das palmeiras elevarem-se quase a tocar o teto. Desde cedo a pequenina manifestava seu amor filial à sua Mãe do Céu.



Devoção Católica -  Costume esse, cristão, católico. A devoção à Nossa Senhora, Maria Santíssima, é característica do verdadeira cristianismo, o Católico Romano. Devoção completa que envolve alma e corpo, razão e sentidos, como convém a criatura feita de espírito e matéria. Especialmente a manifestação do amor e veneração para com a Virgem Mãe de Deus, através de atos que falam a sensibilidade, é cunho singular do verdadeiro cristianismo. Todas as seitas que se afastaram da Igreja terminaram não entendendo bem a parte sensível da piedade cristã.



O Sentimento na Piedade -  Foi o que levou, um grande arcebispo a ponderar que a piedade pode estar no sentimento; jamais no sentimentalismo. O sentimento continuava o prelado, da suavidade à virtude, torna amável o serviço de Deus. O que vale de toda devoção, aplica-se de modo especial ao culto mariano. Pois, é muito próprio do amor filial exteriorizar-se em sinais sensíveis de carinho e afeto. O mesmo vale, e em grau mais intenso, quando se trata da Mãe Celeste, a melhor das Mães a quem devemos a vida da Graça que, por sua interseção a possuímos.



Devoção Brasileira -  Justo, pois, e altamente louvável a prática usual no Brasil de dar ao mês de maio um cunho sensivelmente festivo, através de ofertas de flores a Nossa Senhora e coroação de sua imagem. Nas Igrejas, no mês de maio, é comum a procissão de crenças e donzelas que se dirigem a depositar flores aos pés da Virgem Mãe. Vão cantando: Neste mês de alegria, Tão lindo mês de flores! Queremos de Maria Celebrar os louvores. Vamos todos confiar seu bom propósito ao coração materno de Maria que os aprove e lhes dê eficácia. Agradável à Nossa Senhora Não há dúvida que é do agrado da Mãe Celeste semelhante maneira de externar-lhe nosso amor filial.  Vem-nos à memória o diálogo entre uma carmelita e uma pessoa que a visitava. Tinha esta o habito de rezar diariamente todo o Rosário. Interessada no bem espiritual de sua visitante, perguntou-lhe a monja:


- Você ainda reza o Rosário todos os dias?
- Sim, respondeu a outra. Muito mal, cheia de distrações, mas rezo.
- Não se impressiona retorquiu a freira. Nossa Senhora é Mãe, e agradece também os ramalhetes de flores de capim que, na nossa miséria lhe oferecemos.


Assim é. Nossa pobreza espiritual não poderá ter senão capim. Mas, Nossa Senhora agradece sempre. Desde que de nossa parte haja boa vontade isto é, desejo sincero de agradá-la. Que nisto está o amor.


Devoção Interna - Desejo sincero de agradá-la. Quer dizer, as alegrias externas devem provir da vontade decidida de nada fazer que entristeça o Coração materno de Maria Santíssima. Eis que seria censurável que pretendesse reduzir sua devoção à Nossa Senhora a uns tantos atos externos que só falam aos sentidos e excitam m emoções. Seria e devoção sentimental censurada pelo prelado que acima citamos.


Fundamento da Devoção - Por isso mesmo, a devoção e Nossa Senhora é fruto da fé. Baseasse nos singulares privilégios com que a agraciou Deus Nosso Senhor e no papel e no papel único que lhe reservou na economia da salvação do Gênero humano.  Com efeito, Deus vinculou-a intimamente à obra de Jesus Cristo, fazendo-a Corredentora e Medianeira de todas as Graças.


Eis que fora da Igreja Católica, objetivamente não pode haver verdadeira devoção à Nossa Senhora. Pois, fora da Igreja, não se reconhecem ao menos, alguns dos privilégios da Mãe de Deus. Os anglicanos esquivam-se de lhe atribuir a perene virgindade; os ortodoxos fazem restrição à sua conceição imaculada; os protestantes, em geral, não aceitam seu papel de corredentora.  Não há devoção sem verdadeira fé  Objetivamente, pois, não podem ter verdadeira devoção `a Nossa Senhora. Renan enalteceu a Jesus cristo como o mais perfeito dos homens, mas é considerado blasfemo, porque lhe negou a aureola da divindade. Analogicamente dá-se o mesmo com os que admiram em Maria Santíssima a mais excelente das mulheres, mas não lhe reconhecem os privilégios sobrenaturais com que Deus a adornou.


A boa fé dos não católicos  - Dizemos de propósito, “objetivamente”, porque as coisas se passa de modo diferente com aqueles que, sem culpa própria, se acham fora do grêmio da Igreja de Jesus Cristo. Para estes que ainda mantém sincera devoção a Nossa Senhora, poderá a Virgem Maria obter a luz da Fé que os encaminhe a verdadeira Igreja de Cristo.  Pois, Nossa Senhora, é sensível a qualquer manifestação de amor por parte dos homens e como Medianeira de todas as graças, não deixará sem retribuição o culto que, com sinceridade e boa fé lhe prestem.


fonte : http://www.adapostolica.org/
Autoria de D Antonio de Castro Mayer, Bispo de Campos
Boletim Diocesano de maio de 1974 - Diocese de Campos

domingo, 2 de maio de 2010

02 de Maio de 2010 - Maio, Mês de Nossa Senhora

O mês de Nossa Senhora


“O mês de maio nos estimula a pensar e a falar de modo particular da Virgem Maria. Com efeito, este é o seu mês. Deste modo, o período do ano litúrgico [Páscoa], e o mês atual chamam e convidam os nossos corações a se abrirem de maneira singular a Maria”.

(Papa João Paulo II, Audiência Geral, 2 de maio de 1979).


Como gostam os homens de que lhes recordem o seu parentesco com personagens da literatura, da política, do exército, da Igreja!... Canta diante da Virgem Imaculada, recordando-lhe:  Ave, Maria, Filha de Deus Pai; Ave, Maria, Mãe de Deus Filho; Ave, Maria, Esposa de Deus Espírito Santo... Mais do que tu, só Deus!


Surge assim em nós, de forma espontânea e natural, o desejo de procurarmos a intimidade com a Mãe de Deus, que é também nossa Mãe; de convivermos com Ela como se convive com uma pessoa viva, já que sobre Ela não triunfou a morte, antes está em corpo e alma junto de Deus Pai, junto de seu Filho, junto do Espírito Santo.


Para compreendermos o papel que Maria desempenha na vida cristã, para nos sentirmos atraídos por Ela, para desejarmos a sua amável companhia com afeto filial, não necessitamos de grandes investigações, embora o mistério da Maternidade divina tenha uma riqueza de conteúdo que nunca aprofundaremos bastante.


A fé católica soube reconhecer em Maria um sinal privilegiado do amor de Deus. Deus nos chama, já agora, seus amigos; sua graça atua em nós, regenera-nos do pecado, dá-nos forças para que, no meio das fraquezas próprias de quem ainda é pó e miséria, possamos refletir de algum modo o rosto de Cristo. Não somos meros náufragos a quem Deus tenha prometido salvar, porque a salvação se realiza desde já em nós. A nossa relação com Deus não é a de um cego que anseia pela luz enquanto geme entre as angústias da escuridão; é a de um filho que se sabe amado por seu Pai.


diante dessa cordialidade, dessa confiança, dessa segurança nos fala Maria. por isso o seu nome chega tão direto ao coração. A relação de cada um de nós com a sua própria Mãe pode servir-nos de modelo e de pauta para o nosso relacionamento com a Senhora do Doce Nome, Maria. Temos que amar a Deus com o mesmo coração com que amamos nossos pais, nossos irmãos, os outros membros da família, nossos amigos ou amigas: não temos outro coração. E com esse mesmo coração temos que procurar a intimidade com Maria.


Como se comporta um filho ou uma filha normal com sua mãe? De mil maneiras, mas sempre com carinho e confiança. Com um carinho que em cada caso fluirá por condutos nascidos da própria vida, e que nunca são uma coisa fria, mas costumes íntimos de lar, pequenos detalhes diários que o filho precisa ter com sua mãe e de que a mãe sente falta se alguma vez seu filho as esquece: um beijo ou uma carícia ao sair de casa ou ao voltar, uma pequena delicadeza, umas palavras expressivas...


Em nossas relações com nossa Mãe do céu, existem também essas normas de piedade filial que são os moldes do nosso comportamento habitual com Ela. Muitos cristãos adotam o antigo costume do escapulário; ou adquirem o hábito de saudar - não são precisas palavras, basta o pensamento - as imagens de Maria que se encontram em todo o lar cristão ou adornam as ruas de tantas cidades; ou vivem essa maravilhosa oração que é o terço, em que a alma não se cansa de dizer sempre as mesmas coisas, como não se cansam os namorados, e em que se aprende a reviver os momentos centrais da vida do Senhor; ou então acostumam-se a dedicar à Senhora um dia da semana - precisamente este em que agora estamos reunidos: o sábado - oferecendo-lhe alguma pequena delicadeza e meditando mais especialmente na sua maternidade.


Maria Santíssima, Mãe de Deus, passa despercebida, como mais uma, entre as mulheres do seu povo.  Aprende d´Ela a viver com “naturalidade”.



Fonte : Opus Dei - Autor São José Maria Escrivá - da Obra " É Cristo que passa, Ponto 142"

sábado, 1 de maio de 2010

1º de Maio de 2010 - Festa de São José Operário


"José, desde os doze anos se consagrou a Deus. Pode-se concluir a partir disso, como o Senhor soube compensar São José por tamanha devoção, lealdade e dedicação. O pai de José, Jacó, mudou-se com a família para Nazaré da Galiléia, provavelmente para cultivar uma terra que comprou no Vale Esdrelon. José, junto com seu irmão mais velho chamado Cleófas, trabalhou na lavoura, ajudando o pai a produzir alimentos para o consumo próprio e comercialização. Todavia com o passar dos anos, revelou uma notável tendência para o trabalho com madeira, que o levou a deixar o cultivo do solo num segundo plano e a se empenhar na profissão de carpinteiro. José, por ser um homem de poucas palavras, de gênio calmo e retraído, vivia dedicado ao trabalho e as orações na sinagoga, fazendo do labor o seu próprio lazer. Escritores, pintores e artesãos costumam mostrar o santo, como idoso.


Mas José era um jovem de 33 anos, quando desposou a Virgem Santíssima. É válido destacar que ele e seu sogro, São Joaquim, eram primos, pois tinham em comum, a avó paterna, que havia se casado duas vezes. Do primeiro casamento, com Leví, foi gerado Mathat, pai de São Joaquim, que é o pai de Maria. E do segundo casamento, nascera Jacó, pai de José e Filho de Matan. A casa de José solteiro, ficava em Megido, em Tanath, onde trabalhava para outros mestres carpinteiros. Já casado com Maria, o santo carpinteiro, sustentava sua família com seus trabalhos, pois ambos haviam distribuído entre os pobres todos os bens herdados dos pais da Virgem Santa, escolhendo viver em simplicidade. José ensinou o ofício de carpinteiro ao seu Filho: Jesus de José de Nazaré. (Como o próprio Jesus teria se apresentado).Descendente da Casa de Davi, José amou a sua esposa e soube zelar pela sua família. Quando ele percebeu que Nossa Senhora estava grávida, ficou pasmo e profundamente triste, pois não conseguia duvidar da fidelidade de sua esposa.


Com o coração angustiado, o filho de Jacó, já havia se decidido a deixar Maria, com discrição, para que ela não fosse ultrajada. Mas o Anjo do Senhor o alertou: "José, Filho de Davi, não temas receber Maria, tua esposa, em tua casa, porque o que nela foi concebido, vem do Espírito Santo. Ela dará a luz um filho e por-lhe-ás o nome de Jesus (Aquele que Salva), pois Ele salvará o seu povo dos pecados." (Mt 1,18-25) Aquele momento foi muito importante para a formação da Sagrada Família, pois esclareciam-se assim, todas as dúvidas que atormentavam São José e foi-lhe instituída a autoridade para ser "pai segundo a lei", podendo dar o nome ao Filho de Maria. Foi assim, que os escolhidos de Deus, formaram a família que é exemplo a ser seguido por todas as famílias do mundo.


José foi agraciado por Deus em sua vida. Mas as provações também foram muitas para o chefe da Sagrada Família, que precisou fugir, viajar, atravessar noites em claro e derramar muito suor para resguardar a integridade física do Menino Deus e da Santa Esposa, que lhe foram confiados. E José não fez feio! Sempre atento aos alertas de Deus, protegeu com sua vida, o Salvador da humanidade. Sua confiança em Deus manifesta-se na provação, pois a perseguição começa pouco depois do nascimento de Jesus. Herodes quer matá-lo.


O chefe da Sagrada Família deve esconder Nosso Senhor, partir para um país longínquo, onde ninguém o conhece e onde não sabe como poderá ganhar a vida. Ele parte, pondo toda a confiança na Providência. Quando Jesus sumiu aos doze anos e foi encontrado no Templo, qual não foi o alívio de José, ao encontrar o Messias, que lhe fora confiado. Aqui não se trata de missão humana, por mais alta que seja, nem de missão angélica, mas de missão propriamente divina, e não missão divina ordinária, mas tão excepcional que no caso de São José é de fato única no mundo em todo o decorrer dos tempos. Assim como a alma de Jesus recebeu, desde o instante de sua concepção, a plenitude absoluta de graça, que não aumentou em seguida; como Maria, desde o instante de sua concepção imaculada, recebeu uma plenitude inicial de graça que era superior à graça final de todos os santos e que não cessou de aumentar até sua morte(...)


Oração a São José Operário

"Senhor, concedei-nos a exemplo de São José, a quem confiastes os primeiros mistérios da Salvação, a graça de seguir colaborando fielmente, na obra de salvação confiada a vossa Igreja. Dai-nos um coração puro, generoso e humilde, e a exemplo de São José, para sermos bons seguidores de Cristo, bastam as virtudes comuns, humanas, simples, porém, autênticas e verdadeiras. Amém."

Pedidos de Oração