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domingo, 31 de outubro de 2010

31 de Outubro - Solenidade de Cristo Rei


Salmo II

Por que bramaram as nações E os povos tramam vãs conspirações? 
  Erguem-se os reis da terra E, unidos, os príncipes se insurgem
Contra o Senhor e contra seu Cristo."Quebremos seu jugo", disseram eles, "E sacudamos para longe de nós seus vínculos que nos atam". Aquele, porém, que habita nos céus, se ri,  O Senhor faz troça deles.Dirigindo-se a eles em sua cólera, Ele os aterra com seu furor: "Eu, porém, fui constituído rei em Sião, meu monte santo.

Vou publicar o preceito do Senhor:
Disse-me o Senhor: Tu és meu filho, eu hoje te gerei. Pede-me; dar-te-ei por herança as nações; Tu possuirás os confins do mundo, Tu as governarás com cetro de ferro,Tu as desfarás como um vaso de argila". Agora, ó reis, compreendei istoInstruí-vos, ó vós que julgais a terra. Servi ao Senhor com temor E exultai em sua presença com tremor; Acolhei a disciplina para que não se irrite  E não pereçais fora do caminho justo. Pois, quando, em breve, se acender sua cóleraBem-aventurados todos os que nele confiam.

Reflexão


“O cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a força e a honra. A ele glória e poder através dos séculos”. (Ap 5,12;1,6)


"Meus querisdos irmãos, chegamos, enfim, ao término do tempo litúrgico chamado Tempo Comum. Com a solenidade deste domingo, queremos dizer que Jesus Cristo é nosso Rei. Ele nos governa com sabedoria e amor, conduzindo-nos ao bem e a justiça. Quem O segue conhece a verdade que vem do Pai e dá sentido novo à sua vida.

Tradicionalmente, o último domingo do ano litúrgico fala da consumação escatológica do mundo e da História. Neste ano, o tema central do Evangelho é tomado não de São Marcos, mas de São João, que coloca a figura de Jesus na plena luz da glória divina, que nele se manifesta. Assim, podemos ler em João, com clareza, o que em Marcos fica subjacente.


São João afirma claramente que Cristo é Rei, mas explica também que seu Reino não é deste mundo, e sim o Reino do testemunho da verdade, que é Deus, o Criador revelando-se em Jesus, na morte por amor. Pois é na sombra da Cruz que Jesus identifica seu Reino como testemunho da verdade. É na Cruz que Jesus é, por excelência, a “Testemunha fiel”, o “Rei dos Reis”.

Meus caros Irmãos, encerramos mais um ano litúrgico, porque temos a certeza de que neste ano em que o Evangelho foi o de Marcos, em tudo “demos graças e trabalhamos em nome do Senhor Jesus, para a glória de Deus Pai”.

Jesus, morrendo na Cruz pela nossa salvação e irrompendo a morte ao terceiro dia, inaugura um novo Reinado e uma nova humanidade, tendo santificado em si mesmo todas as criaturas, chamadas agora a participar de seu reinado, que é um reinado eterno e universal, de verdade, de amor, de justiça, de caridade e de paz.


Quando queremos coroar a Jesus como Rei de nossa vida, de nossa caminhada, de nossa Igreja, vamos pedir a graça de celebrar a Jesus como Rei do Universo e Rei de nossa vida, procurando pavimentar aqui e agora a vida eterna, prêmio e força que Jesus nos oferece. O binômio de santidade e de caridade nos pavimenta para junto de Deus.

Queridos Irmãos, Pilatos questiona no Evangelho de hoje: “Tu és o Rei dos Judeus?” (Jo 18,33) Jesus devolve a pergunta a Pilatos, indagando ao seu algoz se ele perguntava isso por si mesmo, ou porque outros disseram isso para ele. O Mestre explica que não é um rei terreno, com exércitos e com poderes passageiros. O Reinado de Jesus não é deste mundo, é sim um reinado com gostinho de céu, com gostinho de vida eterna, com gostinho de amor, um reinado de tranqüilidade e paz eterna.


Jesus, desde os tempos pretéritos, ou seja, desde os tempos do Antigo Testamento é o Rei Esperado como alguém animado pelo Espírito de Deus, capaz de trazer à terra a justiça, a verdadeira piedade, a paz duradoura, o serviço generoso e alegre, a solidariedade, a construção da globalização da partilha e do amor. A segunda leitura, retirada do Livro do Apocalipse, dá a tonalidade messiânica a Jesus, o Rei que ama o Pai e a nós pecadores com o máximo de amor, que para fazer a vontade do Pai e para salvar-nos derrama seu sangue, redimindo-nos, consagrando-nos e fazendo-nos reinar com ele (Ap 1,5-8).

Amados irmãos, O que é a verdade? Jesus disse hoje que veio ao mundo e que morreu em busca da verdade, para “dar testemunho da verdade” (Jo 18,37). Verdade no texto de hoje é a amorosa experiência do encontro com Deus, na busca da fidelidade a esse encontro, que a Sagrada Escritura chama de nova e eterna aliança. Jesus veio ao mundo exatamente para tornar visível para sempre o amor indefectível de Deus para com a humanidade e de recriar as coisas, estabelecendo um novo e inquebrantável relacionamento entre as criaturas e o Criador. Esta missão Jesus a confirma diante de Pilatos, ou seja, diante das autoridades do mundo, ao dizer que viera ao mundo para ser rei e dar testemunho da verdade.


Testemunha fiel ou testemunha da verdade são duas características que Jesus pede de cada um de nós neste domingo, sempre contando com a graça divina que quer de nós, homens e mulheres, santos e fiéis, caminhando para a vida eterna, inteiramente voltados para a vontade de Deus, para os homens, que é a felicidade e a santidade.


A verdade exige do discípulo e do apóstolo coerência entre práxis e vida: assim o discípulo deve ser como Jesus foi diante de Pilatos, ou seja, desapegado, simples, sincero, homem que repartiu e deu uma diretiva para o seu condestável: “Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”. Voz que clama por justiça, por paz, por solidariedade, por caridade, por desprendimento, e, mais do que isso, por um compromisso com uma Igreja ministerial e misericordiosa, engajando-se cada vez mais na pastoral de conjunto e na pastoral orgânica.

Queridos irmãos,
Se Jesus é Rei, Ele precisa de um trono.
Qual é o trono de Jesus, portanto?

Não o trono da glória, mas o trono do sacrifício, porque o seu trono é a Cruz, lenho bendito de onde Ele reinou. Jesus caminhou serenamente para o seu trono que é a Cruz. Cada um de nós tem como meta à Cruz de Cristo, não a Cruz somente do sofrimento e da fadiga, mas a Cruz da Ressurreição, da vida eterna, do gozo sem fim.

Jesus não veio fazer concorrência com os reis e senhores desta terra. Jesus está acima de todos e todos e cada um lhe devem estar sujeitos, queiram ou não: “A Ele foi dado poder, majestade e império, e todos os povos, nações e línguas o serviram. Seu poder é um poder eterno, que nunca passará e seu reino jamais será destruído”.

No fim, “Ele entregará à infinita majestade divina este reino eterno e universal: reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, do amor e da paz”. Este reino tem início neste mundo e permanecerá na vida eterna, para sempre. Porque do trono da Cruz, do sepulcro vazio, “a Ele pertence à glória e o poder pelos séculos dos séculos,

Amém!”.

Autor : Padre Wagner Augusto Portugal ( Portugal)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Orientação do Santo Padre Bento XVI sobre Aborto e Eutanasia


  "Em audiência nesta manhã com bispos do Brasil, o papa Bento XVI condenou o aborto e afirmou que os religiosos têm "o grave dever de emitir um juízo moral também em matérias políticas". As declarações do papa foram divulgadas pela Rádio Vaticano, um serviço oficial da Santa Sé.


No encontro na Cidade do Vaticano,(...) afirmou que, quando "os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas". O pontífice não citou, porém, as eleições presidenciais que ocorrem no próximo domingo no Brasil.(...)



O pontífice defendeu, no encontro com bispos do Maranhão, que, "quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático - que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana - é atraiçoado nas suas bases". Segundo ele, ao defender a vida, "não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambiguidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo".



Leia a declaração na Íntegra :



+ Amados Irmãos no Episcopado,


Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo" (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Nos nossos encontros, pude ouvir, de viva voz, alguns dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.


Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à. união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.


Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).


Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, consequência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático - que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana - é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vita, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambiguidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo" (ibidem, 82).


Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sociopolítico de um modo unitário e coerente, é "necessária - como vos disse em Aparecida - uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o "Compêndio da Doutrina Social da Igreja"" (Discurso inaugurai da V conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).


Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. "Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambiguidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana" (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).


Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve "encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política" (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.


Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baia da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade


Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Bênção Apostólica."


fonte : Vaticano

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

27 de Outubro de 2010 - O Rosário Meditado



"Meditar é a mesma coisa que pensar com o afeto da vontade na verdade e no bem que encerram os Mistérios do Rosário. Aqui meditar é a mesma coisa que contemplar, embora o significado destas duas palavras, em si, seja um pouco diferente. Meditar exige que nós nos esforcemos por pensar e conhecer qualquer coisa discorrendo ou refletindo sobre ela. Porém, contemplar é pensar e conhecer por intuição ou simples olhar da - nossa inteligência mas sem discorrer ou refletir.


Com efeito, a verdade e o bem são-nos necessários, pois são o objeto da nossa inteligência e da nossa vontade, cuja tendência é possuí-los e gozá-los. De nada aproveitam, se não os conhecemos, se não pensamos ou meditamos neles. Todos os cristãos recebem no dia do seu Batismo a luz e o dom da fé. Mas quantos infelizmente, sem deixarem de crer, vivem como se não tivessem a fé que para eles é morta. Acreditam nas verdades religiosas, mas não as vivem, não as põem em prática, não fazem delas caminho para a vida eterna. De pouco vale acreditar nessas verdades que a fé nos apresenta envolvidas em véus sem a meditação dessas verdades. Rosário, é, em primeiro lugar, oração vocal e deve ser, acima de tudo, oração de meditação que nos leva a penetrar os Mistérios que a fé nos propõe para crer.


A meditação não pode rasgar, por si, os véus em que a fé nos apresenta as verdades da nossa religião. O homem, pela fé, está em presença dos grandes Mistérios divinos que jorram da fonte infinita da verdade, do bem e da vida, que é Deus. Essa fonte é, portanto, a Divindade-Deus uno na Trindade de Pessoas que se aproximam de nós por Jesus Cristo, Filho de Deus feito Homem. Como Jesus dizia, a vida eterna consiste em conhecê-Lo a Ele e, por meio dEle, conhecer a Deus Pai. Enquanto estamos no mundo, de passagem para a eternidade, não podemos ter a visão da glória do Céu, onde a nossa alma verá satisfeita todas as suas aspirações de Luz, de Bem, de Vida e Felicidade.
           

As insondáveis riquezas de Deus estão encerradas em Jesus, Deus Humanado, cuja vida neste mundo, sem deixar de ser divina, foi humana como a nossa, mas toda cheia de Deus. O Rosário, que é oração de meditação, leva-nos a copiar e a viver essa vida de Jesus, tornando a nossa divina como a dEle. O Rosário contém, através dos seus 20 Mistérios, o Livro da Vida que é Jesus Cristo. Com razão S. Luis Grignon de Montfort, grande apóstolo do Rosário, escreveu que o Rosário «divide a vida de Jesus e a de Maria em 20 Mistérios, que nos representam as suas virtudes e ações como em 20 quadros, cujos traços devem servir-nos de regra e exemplo para a orientação da nossa vida. São 20 archotes a guiar-nos neste mundo, 20 focos brilhantes para nos conhecermos a nós mesmos e para atear o fogo do seu amor em nossos corações, 20 fogueiras para nos consumirem completa­mente em suas chamas. (Cf. O Segredo admirável, 3ª dezena)



Os frutos desta vivência são todos os que são próprios do Rosário, como veremos noutra ocasião. Porque a meditação, como já se disse, é a parte mais importante na sua recitação. Porque as vidas de Jesus e de Maria estão 'intimamente associadas, ao meditar os seus Mistérios, aparece-nos neles a graça de Jesus, que nos é dada por Maria. A fé e o amor que abrasam a alma nessa meditação são eficazes para determinarem a influência divinizadora de Jesus e de Maria e levam-nos a um maior conhecimento e amor divinos: acrescentam em nós essa vida divina.


Quem medita bem o Rosário, recebe como diz S. Tomás, o efeito principal da meditação, isto é, a graça da devoção que é a vontade e o afeto com que servimos a Deus, como resultado natural da consideração da verdade e do bem divinos que se encerram nos Mistérios do Rosário.


fonte : Livro - Manual do Rosário -
Ed. do Secretariado Nacional do Rosário -
Fátima - Portugal. P. 520 e 521)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Mês do Rosário no Flos Carmeli - Mistérios Luminosos segundo S. Jorge Preca - OTC


Os Mistérios Luminosos
Segundo São Jorge Preca – Irmão Leigo O.T.C.

Salve Maria !  O mês de outubro continua. Nada mais sensato do que falar do Rosário de Nossa Senhora. Trazemos até vocês este excelente artigo, sobre o papel de São Jorge Preca na difusão dos Mistérios Luminosos entre o povo cristão, sendo ele o primeiro a rezar e meditar nestes Mistérios da Luz, anos antes mesmo de o Santo Padre João Paulo II inserí-los oficialmente na reza do Rosário, de que ele fala em sua Carta Apóstólica Rosarium Virginis Mariae. Boa leitura !

"Em 16 de outubro de 2002, o Santo Padre João Paulo II deu início as comemorações do seu 25 º aniversário de pontificado através da publicação de sua Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, mediante a qual qual promulgou o Ano do Rosário (outubro de 2002 a outubro de 2002) e apresentou a Igreja mais cinco novos mistérios do Rosário, denominado Mistérios Luminosos, da vida pública de Jesus, além do já existente quinze mistérios.

"Ao formular os cinco novos mistérios do Rosário, o Papa João Paulo II chamou aos trabalhos do Beato Jorge Preca, que fundou a Sociedade da Doutrina Cristã, em 1907. Pe. Jorge Preca foi beatificado pelo Papa João Paulo II em maio de 2001. Em 1957". (Sua canonização se deu em cerimônia solene no dia 03 de Junho de 2007, pelo Santo Padre Bento XVI).*

Em 1957 o Pe. Jorge Preca apresentou aos membros da SDC sociedade fundada por ele, os cinco mistérios da luz. Neste mesmo ano Jorge Preca comemorou seu 50º aniversário de fundação de seu instituto religioso. Pe. Jorge não queria celebrações externas, mas sim que o ano fosse para todos os membros de uma maior intimidade com Deus. Para este fim, ele publicou o livro intitulado Kollokwji ma Alla (Colóquios com Deus), 60 discursos que mostram seu grande amor do Criador. Além dessas "conversas", no mesmo ano, o Padre. Jorge sugeriu a idéia de acrescentar mais cinco mistérios ao rosário na vida pública de Jesus. Então, esses mistérios foram para o uso privado dos membros de sua sociedade, como foi o caso também da obra  "Colóquios".

A alguns de seus discípulos, que conhecia pessoalmente, o Pe. Jorge Preca apresentou os Mistérios da Luz pela primeira vez durante uma de suas reuniões de quarta-feira. Ele não disse de teria vindo a fonte, mas trouxe consigo um livro, que poderia ter se inspirado. Normalmente, quando ele sugeria algo novo para seus discípulos, dizia: “Verão em breve o que eu trouxe para vocês”. Mas naquela ocasião ele não disse isso, e, parece que a idealização dos Mistérios da Luz pode ter vindo dele.

As mesmas testemunhas dizem que na mesma noite, depois de explicar a importância de meditar sobre a totalidade da vida de Jesus, e que o rosário de alguma forma estava faltando neste aspecto, ele afirmou quão agradável era e como sentia-se feliz meditando nestes novos mistérios da vida pública daquele que disse: Eu sou a luz do mundo (Jo 8:12).

Os Mistérios da Luz mentalizados pelo pe. Jorge Preca apareceram publicamente pela primeira vez em um artigo intitulado Id-Devozzjoni ta Dun Gorg lejn ir-Ruzarju (devoção do Rosário), publicado na revista Dun Gorg, no.5, Julho-Dezembro de 1973. A disseminação dos mistérios continuaram em 1987, quando Vincent Caruana (1912-1998), um membro da sociedade, publicou um livreto intitulado Ges Kristu Alla Bniedem Feddej (Jesus Cristo, Deus-Homem Redentor), episódios do Santo Evangelho, na forma do rosário baseado numa ideia original do Santo Carmelita Pe. Jorge Preca.

Através destas duas publicações, os Mistérios da Luz foram além dos limites de uso privado para os membros da sociedade a muitos fiéis em Malta e em outras partes do mundo. Outros, inspirados pelos ensinamentos do padre  Jorge, introduziram esses mistérios em seus sites dedicados ao rosário.

Os Mistérios da Luz de acordo com o São Jorge Preca e o Santo Padre,

Segundo São Jorge Preca:

1. Depois que Jesus foi batizado no rio Jordão, ele foi levado para o deserto.

2. Jesus se revela como verdadeiro Deus por palavras e milagres.

3. Jesus ensina as bem-aventuranças na montanha.

4. Jesus é transfigurado na montanha.

5. Jesus toma sua última ceia com os apóstolos.

Segundo o Santo Padre:

1. Jesus é batizado por João no Jordão.

2. Jesus se revela através do primeiro sinal nas bodas de Caná.

3. Jesus prega o Reino de Deus e de conversão.

4. Jesus se transfigurou no Monte Tabor.

5. Jesus institui a Eucaristia.

No primeiro mistério, além do Batismo de Jesus, no Rio Jordão, Beato Jorge Preca acrescenta a ida de Jesus para o deserto, onde ele prepara-se durante quarenta dias para começar a sua missão. Ele, certamente, escreveu estes mistérios para os seus discípulos, ou seja, ele quis mostrar-lhes a necessidade de uma boa preparação para sua missão de anunciar a Palavra.

No segundo mistério, o Padre. Jorge propõe uma meditação sobre a forma como Jesus se revela como Deus através da palavra e seus milagres. O Santo Padre sugere um milagre, a um nas bodas de Caná, que, em palavras do João Evangelista (2:11) Foi precisamente para esse fim.

No terceiro mistério, o Padre. Jorge apresenta Jesus ensinando as bem-aventuranças, também chamada de Constituição da Igreja, ainda a ser fundada por Jesus. Não podemos negar que na pregação do bem-aventuranças, Jesus também anunciou o Reino de Deus e convidou todos à conversão da vida.

Nos quarto e quinto mistérios temos os mesmos episódios de vida de Jesus proposto pelo Padre Jorge. Quanto ao momento para meditar estes mistérios, tanto o Padre Jorge Preca e o Santo Padre sugerem inseri-las entre os mistérios gozosos e dolorosos.

Além dos Mistérios da Luz, há outros conceitos semelhantes aos pregados pelo Pe. Jorge Preca no documento do Papa.

* Por exemplo, o Santo Padre se refere à importância de uma breve pausa em silêncio para contemplação e meditação, após o anúncio de cada mistério. Pe. Jorge Preca não só praticou a isso, mas ele também recomendou a prática aos seus ouvintes.

* São Jorge Preca gostava de chamar o rosário de uma escola de ensino, especialmente por causa da meditação dos mistérios. É interessante que o Santo Padre, na Carta Apostólica RVM, refere-se ao rosário como escola de Maria (cf. 1, 3, 15, 34).

* A Carta Apostólica (cf. 35) sugere a introdução de uma oração após o Glória ao Pai, como uma celebração do mistério. Com isso em mente, o Padre Jorge Preca escreveu várias orações à Virgem Maria e de suas virtudes em sintonia com os mistérios, para recitação antes do Pai Nosso.


Conclusão
Durante sua vida, o Beato Preca comprometeu-se muito para a difusão do Santo Rosário. Um verdadeiro devoto da Virgem Maria, ele fervorosamente praticou esta oração mariana, com um coração cristológico, de bom grado recomendou aos seus ouvintes e escreveu várias vezes sobre sua importância e eficácia. As semelhanças entre os ensinamentos do Santo Padre na Carta Apostólica RVM e do Padre. Jorge Preca mostram a profundidade da espiritualidade deste santo carmelita, uma espiritualidade que excedia os limites geográficos de sua terra natal e chegou à Igreja universal.




Fontes:
Autor John Formosa, SDC - Anthony Cilia, O.Carm (http://www.ocarm.org/)
Visite Também : Societas Doctrinae Christianae Instituto Religioso fundado por São Jorge Preca e sua Vida 

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Festa de Santa Teresa de Ávila - Domingo 17 de Outubro de 2010

Santa Missa em honra de Santa Teresa de Ávila
Igreja de N. Sra do Carmo
Campos - RJ

Foi com Grande alegria que celebramos no último domingo, dia 17, a Festa de Santa Teresa de Ávila em nossa Igreja de N. Sra do Carmo. A programação constou de Santa Missa Cantada, às 8:30, Cerimônia de Profissão de nossos irmãos e irmãs e café festivo.

No sermão o Rev. Pe. Everaldo Bon Robert, nosso amado diretor, traçou a vida da Santa Madre Teresa, desde a sua infância e juventude ao período de conversão, as suas lutas, enfermidades, os contatos com homens santos de sua época. O destaque ficou para a grande Reforma do Carmelo, na qual a santa contou com a ajuda de seu confessor, estando ela apoiada de forma incondicional por São João da Cruz, que juntos fundaram também o ramo masculino da ordem descalça. A lição aprendida na homilia foi que nós os leigos carmelitas, devemos dedicar mais o nosso tempo com a leitura espiritual, causa da verdadeira conversão de Teresa. Nas palavras do Rev. Pe.Everaldo, "parece faltar tempo para o silêncio, que propicia a leitura da vida dos santos, nestes tempos modernos de correria... "Assim como Teresa modificou a sua vida, não somente lendo, mas colocando em prática os ensinamentos dos santos, nós poderíamos imitá-la, e, quem sabe, não deixamos de vez a vida frívola de ausência de oração e meditação", concluiu.


Na cerimônia, ao fim da Santa Missa algumas de nossas irmãs, fizeram a sua primeira profissão, enquanto outros irmãos e irmãs renovaram a sua profissão temporária. Por fim, proferiam solenemente a profissão perpétua os que já trilham no caminho deste Sodalício da Ordem Terceira do Carmo de Campos - RJ, há mais de três anos, Deo Gratias ! Ao final, os irmãos se confraternizaram com os novos Professos, recebendo cada  um deles uma mensagem do nosso Diretor, Pe. Everaldo, e o abraço fraterno dos demais irmãos carmelitas.

Reflexão para Iluminar o seu Dia
 Resumo da Vida de Santa Teresa

 Infância

Teresa de Cepeda e Ahumada nasceu na província de Ávila, Espanha, numa família da baixa nobreza. Seus pais chamavam-se Alonso Sánchez de Cepeda e Beatriz Dávila e Ahumada. Teresa refere-se a eles com muito carinho. Alonso teve três filhos de seu primeiro casamento. Beatriz deu-lhe outros nove.

Aos sete anos, gosta muito de ler histórias dos santos. Seu irmão Rodrigo tinha quase a sua idade, por isto costumavam brincar juntos. As duas crianças viviam pensando na eternidade, admiravam a coragem dos santos na conquista da glória eterna. Achavam que os mártires tinham alcançado a glória muito facilmente e decidiram partir para o país dos mouros com a esperança de morrer pela fé.

Assim sendo, fugiram de casa, pedindo a Deus que lhes permitisse dar a vida por Cristo. Em Adaja encontraram um dos tios que os devolveu aos braços da aflita mãe. Quando esta os repreendeu, Rodrigo colocou toda a culpa na irmã. Com o fracasso de seus planos, Teresa e Rodrigo decidiram viver como ermitães na própria casa e construíram uma cela no jardim, sem nunca conseguir terminá-la. Desde então, Teresa amava a solidão.

Juventude

A mãe de Teresa faleceu quando esta tinha quatorze anos: "Quando me dei conta da perda que sofrera, comecei a entristecer-me. Então me dirigi a uma imagem de Nossa Senhora e supliquei com muitas lágrimas que me tomasse como sua filha". Quando completou quinze anos, o pai levou-a a estudar no Convento das Agostinianas de Ávila, para onde iam as jovens de sua classe social.

Um ano e meio mais tarde, Teresa adoeceu e seu pai a levou para casa. A jovem começou a pensar seriamente na vida religiosa que a atraía por um lado e a repugnava por outro. O que a ajudou na decisão foi a leitura das "Cartas" de São Jerônimo, cujo fervoroso realismo encontrou eco na alma de Teresa. A jovem comunica ao pai que desejava tornar-se religiosa, mas este pediu-lhe para esperar que ele morresse para ingressar no convento. No entanto, em uma madrugada, com 20 anos, a santa fugiu para o Convento Carmelita de Encarnación, em Ávila, com a intenção de não voltar para casa.

Vida religiosa

Teresa ficou no Convento da Encarnação. Tinha 20 anos. Seu pai, ao vê-la tão decidida, deixou de opor-se à sua vocação. Um ano depois fez a profissão dos votos. Pouco depois, piorou de uma enfermidade que começara a molestá-la antes de professar. Seu pai a retirou do convento. A irmã Joana Suárez acompanhou Teresa para ajudá-la. Os médicos, apesar de todos os tratamentos, deram-se por vencidos e a enfermidade, provavelmente impaludismo, se agravou. Teresa conseguiu suportar aquele sofrimento, graças a um livrinho que lhe fora dado de presente por seu tio Pedro: "O terceiro alfabeto espiritual", do Padre Francisco de Osuna. Teresa seguiu as instruções da pequena obra e começou a praticar a oração mental. Finalmente, após três anos, ela recuperou a saúde e retornou ao Carmelo.

Sua prudência, amabilidade e caridade conquistavam a todos. Segundo o costume dos conventos espanhóis da época, as religiosas podiam receber todos os visitantes que desejassem, a qualquer hora. Teresa passava grande parte de seu tempo conversando no locutório. Isto a levou a descuidar-se da oração mental. Vivia desculpando-se dizendo que suas enfermidades a impediam de meditar.

Pouco depois da morte de seu pai, o confessor de Teresa fê-la ver o perigo em que se achava sua alma e aconselhou-a a voltar à prática da oração. Desde então, a santa jamais a abandonou. No entanto, ainda não se decidira a entregar-se totalmente a Deus nem a renunciar totalmente às horas que passava no locutório trocando conversas e presentes com os visitantes. Curioso notar que, em todos estes anos de indecisão no serviço de Deus, Santa Teresa jamais se cansava de prestar atenção aos sermões, "por piores que fossem".

Cada vez mais convencida de sua indignidade, Teresa invocava com freqüência os grandes santos penitentes, Santo Agostinho e Santa Maria Madalena, aos quais estão associados dois fatos que foram decisivos na vida da santa. O primeiro foi a leitura das "Confissões" de Santo Agostinho. O segundo foi um chamamento à penitência que ela experimentou diante de um quadro da Paixão do Senhor: "Senti que Santa Maria Madalena vinha em meu socorro... e desde então muito progredi na vida espiritual". Só o amor dá valor a todas as coisas. E o mais necessário é que seja grande o bastante para que nenhuma coisa o estorve.


A Obra de Reforma da Ordem do Carmo

Já que esta situação era aceite como normal, as religiosas não se davam conta de que o seu modo de vida estava muito distante do espírito de seus fundadores. Assim, quando uma sobrinha de Santa Teresa, também religiosa no Convento da Encarnação, lhe deu a ideia de fundar uma comunidade reduzida, a santa, que já estava há 25 anos naquele convento, resolveu colocar em prática o plano.

São Pedro de Alcântara, São Luís Beltrán e o bispo de Ávila aprovaram o projeto. O provincial dos Carmelitas, Pe. Gregório Fernández, autorizou Teresa a colocar seu plano em prática. Contudo, a execução do projeto causou muitos comentários e o provincial retirou a permissão. Santa Teresa foi criticada pelos nobres, pelos magistrados, pelo povo e até por suas próprias irmãs. Apesar disso tudo, o dominicano Pe. Ibañez incentivou Teresa a prosseguir seu projeto.

São Pedro de Alcântara, Dom Francisco de Salcedo e o Pe. Gaspar Daza conseguiram que o bispo tomasse a causa da fundação do novo convento para si. Eis que chega de Roma a autorização para se criar a nova casa religiosa, o que ocorreu no dia de São Bartolomeu, em 1562. Durante a missa receberam o véu a sobrinha da santa e outras três noviças.

Quatro meses depois, o Pe. Salazar permitiu que Santa Teresa e suas quatro religiosas retornassem ao Convento de São José. Teresa estabeleceu em seu convento a mais estrita clausura e o silêncio quase perpétuo. A comunidade vivia na maior pobreza. As religiosas vestiam hábitos toscos, usavam sandálias em vez de sapatos (por isso foram chamadas "descalças") e eram obrigadas a abstinência perpétua de carne. A fundadora, a princípio, não aceitou comunidades com mais de treze religiosas. Mais tarde, nos conventos que possuiam alguma renda, aceitou que residissem vinte monjas.

A grande mística Teresa não descuidava das coisas práticas. Sabia utilizar as coisas materiais para o serviço de Deus. Certa ocasião disse: "Teresa sem a graça de Deus é uma pobre mulher; com a graça de Deus, uma fortaleza; com a graça de Deus e muito dinheiro, uma potência". Encontrou certo dia em Medina del Campo dois frades carmelitas que estavam dispostos a abraçar a Reforma: Antonio de Jesús de Heredia, superior, e Juan de Yepes, que seria o futuro São João da Cruz.

Aproveitando a primeira oportunidade, ela fundou um conventinho de frades em Duruelo em 1568. Em 1569 fundou o de Pastrana. Em ambos reinava a maior pobreza e austeridade. Santa Teresa deixou o resto das fundações de conventos de frades a cargo de São João da Cruz. Depois de muitas lutas, incompreensões e perseguições, obteve de Roma uma ordem que eximia os Carmelitas Descalços da jurisdição do Provincial dos Calçados.

Em 1580, quando estabeleceu-se a separação entre os dois ramos do Carmelo, Santa Teresa tinha 65 anos e sua saúde estava muito debilitada. Nos últimos anos de sua vida fundou outros dois conventos. As fundações da Santa não eram simplesmente um refúgio das almas contemplativas, mas também uma espécie de reparação pelos destroços causados nos mosteiros pelo protestantismo, principalmente na Inglaterra e na Alemanha.

A morte

Quando de sua visita a Alba de Tormes a Beata Ana de São Bartolomeu sabendo da viagem da Santa Madre Teresa, afirmou que a viagem não estava bem programada e que a Santa estava tão fraca que desmaiou no caminho. Certa noite só puderam comer alguns figos. Chegando a Alba, Teresa teve que deitar-se imediatamente. Três dias depois, disse à Beata Ana de São Bartolomeu: "Finalmente, minha filha, chegou a hora de minha morte". O Pe. Antonio de Heredia ministrou-lhe os últimos sacramentos. Quando o mesmo padre levou-lhe o viático, a Santa conseguiu erguer-se do leito e exclamou: "Oh, Senhor, por fim chegou a hora de nos vermos face a face!" Ela morreu às 9 horas da noite de 4 de outubro de 1582. Exatamente no dia seguinte efetuou-se a Mudança para o calendário gregoriano, que suprimiu dez dias, de modo que a festa da santa foi fixada, mais tarde, para o dia 15 de outubro. Foi sepultada em Alba de Tormes, onde repousam suas relíquias.

Teresa é uma das maiores personalidades da mística católica de todos os tempos. Suas obras, especialmente as mais conhecidas (Livro da Vida, Caminho de Perfeição, Moradas e Fundações), contém uma doutrina que abraça toda a vida da alma, desde os primeiros passos até à intimidade com Deus no centro do Castelo Interior. Suas cartas no-la mostram absorvida com os problemas mais triviais. Sua doutrina sobre a união da alma com Deus é bem firmada na trilha da espiritualidade carmelita, que ela tão notavelmente soube enriquecer e transmitir, não apenas a seus irmãos, filhos e filhas espirituais, mas à toda Igreja, à qual serviu fiel e generosamente. Ao morrer sua alegria foi poder afirmar: "Morro como filha da Igreja".


Na Glória dos Santos

 
Foi canonizada em 1622. No dia 27 de setembro de 1970, o papa Paulo VI conferiu-lhe o título de Doutora da Igreja. Santa Teresa de Ávila é considerada um dos maiores gênios que a humanidade já produziu. Mesmo ateus e livres-pensadores são obrigados a enaltecer sua viva e arguta inteligência, a força persuasiva de seus argumentos, seu estilo vivo e atraente e seu profundo bom senso. O grande Doutor da Igreja, Santo Afonso Maria de Ligório, a tinha em tão alta estima que a escolheu como patrona, e a ela consagrou-se como filho espiritual, enaltecendo-a em muitos de seus escritos.


 

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

07 de Outubro de 2010 - Festa de Nossa Senhora do Rosário


Nossa Senhora do Rosário de Fátima,
Convertei os pecadores !
Origem da Devoção  do Rosário


O Rosário é uma oração cuja origem se perde nos tempos. A tradição diz que foi revelado a S. Domingos de Gusmão (1170-1221), numa aparição de Nossa Senhora, quando ele se preparava para enfrentar a heresia albigense.

Parece não haver muitas dúvidas de que o Rosário nasceu para resolver um problema importante dos novos frades mendicantes. De facto, os franciscanos e dominicanos estavam a introduzir um novo tipo de ordem religiosa no século XII, em alternativa aos antigos monges, sobretudo Beneditinos e Agostinhos. Estes, nos seus mosteiros, rezavam todos os dias os 150 salmos do Saltério. Mas os mendicantes não o podiam fazer, não só por causa da sua pobreza e estilo de vida, mas também porque em grande parte eram analfabetos.


Assim nasceu, nos dominicanos, o Rosário, o “saltério de Nossa Senhora”, a “Bíblia dos pobres”, com 150 Avé-Marias. Um pouco mais tarde, em 1422, pelas mesmas razões, os franciscanos criaram a Coroa Seráfica, uma oração muito parecida, mas com estrutura ligeiramente diferente (tem sete mistérios, em honra das sete alegrias da Virgem, os mistérios Gozosos, trocando a Apresentação no Templo pela Adoração dos Magos e os dois últimos Gloriosos, acrescentando mais duas Avé-Marias em honra dos 72 anos da vida de Nossa Senhora na Terra).

Mas é preciso dizer que, nessa altura, não havia ainda a Avé-Maria. Já desde o século IV se usava a saudação do arcanjo S. Gabriel (Lc 1, 28) como forma de oração, mas só no século VII ela aparece na liturgia da festa da Anunciação como antífona do Ofertório. No século XII, precisamente com o Rosário, juntam-se as duas saudações a Maria, a de S. Gabriel e a de S. Isabel (Lc 1, 42), tornando-se uma forma habitual de rezar. Em 1262 o Papa Urbano IV (papa de 1261-1264) acrescenta-lhes a palavra “Jesus” no fim, criando assim a primeira parte da nossa Avé-Maria.

Só no século XV se acrescenta a segunda parte de súplica, tirada de uma antífona medieval. Esta fórmula, que é a actual, torna-se oficial com o Papa Pio V (1566-1572). Grande reformador no espírito do concílio de Trento (1545-1563), S. Pio V é o responsável pela publicação do Catecismo, Missal e Breviário Romanos surgidos do Concílio, que renovam toda a vida a Igreja. Foi precisamente no Breviário Romano, em 1568, que aparece pela primeira vez na oração oficial da Igreja a Avé-Maria.

A Batalha de Lepanto e instituição da  Festa de Nossa Senhora do Rosário




Além de apelar às nações católicas para defender a Cristandade, o Papa estabeleceu que o Santo Rosário fosse rezado por todos os cristãos, pedindo a ajuda da Mãe de Deus, nessa hora decisiva. Em resposta, houve um intenso movimento de oração por toda a Europa. Finalmente, a 7 de Outubro de 1571 a frota ocidental, comandada por D. João de Áustria (1545-1578), teve uma retumbante vitória na batalha naval de Lepanto, ao largo da Grécia. Conta-se que nesse mesmo dia, a meio de uma reunião com os cardeais, o Papa levantou-se, abriu a janela e disse “Interrompamos o nosso trabalho; a nossa grande tarefa neste momento é a de agradecer a Deus pela vitória que ele acabou de dar ao exército cristão”.

A ameaça fora vencida. Este foi o último grande feito da Cristandade. Mas o Papa sabia bem quem tinha ganho a batalha. Para louvar a Vitoriosa, ele instituiu a festa litúrgica de acção de graças a Nossa Senhora das Vitórias no primeiro domingo de Outubro. Hoje ainda se celebra essa festa, com o nome de Nossa Senhora do Rosário, no memorável dia de 7 de Outubro.


O Rosário Hoje

A 12 de Outubro de 1717, foi retirada do rio Paraíba uma imagem de Nossa Senhora com um Terço ao pescoço por três humildes pescadores, Domingos Martins Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, em Guaratinguetá, São Paulo. Essa estátua, de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, foi declarada em 1929 Rainha e Padroeira do Brasil.

A Imaculada Conceição rezou o Terço com Bernadette Soubirous (1844-1879) nas aparições de Lourdes em 1858. O Papa Leão XIII, “Papa do Rosário”, como lhe chama a recente Carta Apostólica do Papa (n.º 8) dedicou mais de 20 documentos só ao estudo desta oração, incluindo 11 encíclicas.

Também o Beato Bártolo Longo (1841-1926) é um os grandes divulgadores do Rosário, como o refere a recente Carta Apostólica (n.º 8, 15, 16, 36, 43). Antigo ateu, espírita e sacerdote satânico, depois da sua conversão viu na intercessão de Nossa Senhora a sua única hipótese de salvação. Sendo advogado, em 1872 deslocou-se à região de Pompeia por motivos profissionais e ficou chocado com a pobreza, ignorância, superstição e imoralidade dos habitantes dos pântanos. Entregou-se a eles para o resto da vida. Arranjou um quadro da Senhora do Rosário, que fez vários milagres e criou em 1873 a festa anual do Rosário, com música, corridas, fogo de artifício. Construiu uma igreja para essa imagem, que se veio a tornar no Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia. Fundou uma congregação de freiras dominicanas para educar os órfãos da cidade, escreveu livros sobre o Rosário e divulgou a devoção dos «Quinze Sábados» de meditação dos mistérios.

Outro grande momento da divulgação do Terço é, sem dúvida, Fátima. “Rezar o Terço todos os dias” é a única coisa que a Senhora referiu em todas as suas seis aparições. A frase repete-se sucessivamente, quase como uma ladainha, manifestando bem a sua urgência e importância. Na carta do Dr. Carlos de Azevedo Mendes, num dos primeiros documentos escritos sobre Fátima, afirma-se “Como te disse examinei ou antes interroguei os três em separado. Todos dizem o mesmo sem a mais pequena alteração. A base principal que de tudo, o que me dizem, deduzi é «que a aparição quer que se espalhe a devoção do Terço»”

A história do Rosário não pode terminar sem referir um momento decisivo desta evolução. A escolha do Papa João Paulo II de celebrar as suas bodas de prata pontifícias com o Rosário, acrescentando-lhe os cinco mistérios luminosos, é um marco importante na devoção. Mas a ligação do Papa a esta oração não é de hoje, como ele mesmo diz na Carta: “Vinte e quatro anos atrás, no dia 29 de Outubro de 1978, apenas duas semanas depois da minha eleição para a Sé de Pedro, quase numa confidência, assim me exprimia: «O Rosário é a minha oração predilecta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade.»

Autor : João César das Neves Professor UCP


fonte :
http://movimentomensagemfatima.blogspot.com/2007/08/uma-breve-histria-do-rosrio-da-virgem.html

sábado, 2 de outubro de 2010

03 de Outubro - Festa de Santa Teresinha

"Não quero ser Santa pela metade, escolho tudo"
 
 
 
 Santa Teresinha nos ensina a simplicidade da infância espiritual, a entrega a Deus de todos os acontecimentos de nossa vida na confiança de que Ele sempre caminha conosco em meio as nossas profundas limitações.
 
No dia 02 de janeiro de 1873 em Alençon ( França), nasce Maria Francisca Teresa Martin, que já é batizada no dia quatro deste mesmo mês na Igreja de Nossa Senhora, sendo sua madrinha a irmã Maria. Um dos fatos marcantes de sua infância, foi a morte de sua mãe, Zélia Guérin (28/08/1877), Teresa escolhe a sua irmã Paulina por sua segunda mãe. Outro fato foi a visão profética da enfermidade de sue pai Luiz Martin em 1879.


Aos doze anos de idade (03/10/1881), ingressa na Abadia das beneditinas como pensionista. No dia 13/03 fica enferma e no dia 25/03/1883, fica curada pela visão de Maria que lhe sorri por meio de uma imagem. Percebemos este aspecto de forma permanente na vida de muitos santos. A presença de Maria é algo que sempre nos estimula a vivermos a nossa vida cristã.


Um dos dias mais felizes da vida de Teresinha, foi sem dúvida o dia que recebeu Jesus na Eucaristia (08/05/1884), que aconteceu na Abadia onde ela estava como interna. No dia 14/06, recebeu o sacramento da Confirmação. Teresa sofreu muito por causa de escrúpulos, este foi um período muito difícil, que traumatizou muitas pessoas em relação ao sexto mandamento. Deus escolhe as pessoas certas para os momentos certos. Teresa irá sofrer muito de escrúpulos, mas vai nos deixar uma herança espiritual na misericórdia infinita de Deus. Suas irmãs Paulina e Maria entram antes dela no Carmelo.


Um fato interessante na sua vida, que comprova o efeito extraordinário da oração, foi o fato da condenação de um criminoso chamado Pranzini, que ela rezou pela sua conversão na última hora. Fato que foi confirmado por pessoas que observaram o momento em que o condenado beijou a Cruz que lhe ofereceram no momento antes de sua condenação. (...)

Aos quinze anos de idade, Teresa pede ao seu pai para ingressar no Carmelo, tinha pouca idade, consegue algo extraordinário. Numa de suas viagens com seu pai, pede pessoalmente ao Papa Leão XIII o seu ingresso no Carmelo, ele responde que Deus é quem sabe. E soube, no dia 09/04/1888, entra no Carmelo de Lisieux.


A formação carmelitana de Teresa não teve grandes novidades. A morte de seu pai lhe abala profundamente (29/07/1894). É interessante perceber, na vida de todos os santos, como está sempre ligada ao aspecto familiar, nós nunca iremos nos tornar santos em nosso isolamento. Nossa Santinha sempre teve um grande ardor missionário. Muitos foram os missionários que se beneficiaram com suas orações e sacrifícios.

No princípio de abril de 1897 ela cai gravemente enferma e no dia 30/09/1897 morre pelas 19:20 hs, depois de dois dias de agonia.

Vocação 


A partir do que se observou na vida de nossa santinha, podemos afirmar que a experiência de Deus em sua vida passou por muitas fases, até chegar ao cume da total entrega ao seu amor misericordioso. Durante a sua infância, ela recebeu muitas instruções referentes a um Deus juiz, que observa a atitude de seus filhos, para depois castigar aos que não correspondem ao seu amor. Ainda hoje, muitos cristãos pensam da mesma maneira, vivendo toda sua vida cristã com medo do castigo eterno.


Como pode existir um Deus tão bom e tão “mal” ao mesmo tempo? Todas estas perguntas, Teresa fazia em seu interior. Ela sofreu muito com a partida de sua mãe ainda quando muito criança e outros fatos que lhe interrogavam sobre a bondade e a misericórdia de Deus.


Quando falamos em experiência de Deus, falamos de algo muito particular, que envolve todo o ser da pessoa. A visão positiva de seu pai sem dúvida, influenciou também na visão positiva de Deus. Nós experimentamos a Deus no nosso todo, não podemos isolar nenhum dos aspectos de nossa existência.


Apesar de toda evolução que passamos, a vida cristã hoje, não é muito diferente da vida cristã que viveu Santa Teresinha. Somos massacrados pelo individualismo que nos coloca numa dimensão muito distante do sentido profundo de nossa existência. Somos convidados a testemunhar um Deus presente em nossa vida e em nossa história. Os MCS estão nos bombardeando constantemente, somos jogados para bem longe de nossa verdadeira identidade de filhos de Deus.


A nossa vida é um “privilégio de Deus”, Ele nos escolheu para santificar-nos e santificar os outros. Será que vale a pena falar de santidade hoje? Será uma realidade totalmente distante da nossa? Santa Teresinha e os grandes santos se sentiram amados e é este SENTIR que deve ser a base de nossa experiência de Deus. Quais são as verdadeiras motivações de nossa vida? Experimentar Deus é buscar a santidade. Santo é aquele(a) que consegue o total equilíbrio no contato com Deus e com os irmãos dentro de sua realidade. É buscar constantemente a estabilidade de nossas profundas relações( Deus, Eu, Outros e o Mundo), dentro da constante instabilidade da vida.


“Se existo é porque sou amado”. Esta deve ser a base de nossa existência e podemos afirmar que foi esta a realidade marcante da vida de Teresinha. Precisamos criar uma nova sensibilidade para nos sentirmos amados e viver um novo dinamismo no amor. Todos os grandes místicos, chegaram num momento crucial que se entregaram para a oração a fim de terem certeza de qual era a vontade de Deus em suas vidas.
  


Doutrina da  Infância  Espiritual

Todos os grandes místicos da Igreja, nos deixaram uma grande herança espiritual, uma vivência de uma nova realidade do amor que Deus sente por cada ser humano. Como falamos anteriormente, Santa Teresinha viveu num período trágico da concepção sobre Deus. Era uma pessoa traumatizada pelo Jansenismo que acentuava um Deus juiz que castigava e observava todas as pessoas.


Depois de muita luta interior e reflexões, como fruto de uma oração profunda, Teresinha percebe claramente que a sua visão de Deus estava equivocada. “Deus é Amor”, este é o resumo da vida cristã. O que nos falta é uma total entrega ao seu infinito amor. Não podemos rejeitar o amor de Deus por nós, precisamos ser como as crianças que põem sua total confiança nos seus pais. ( Ex do guarda-chuva)


A infância espiritual de Santa Teresinha, não significa infantilismo, ou bestialidade, mas sim volta ao princípio de nossa geração, quando os seres humanos estavam em perfeita harmonia vivendo a sua real identidade. O homem individualizado e senhor de si mesmo jamais poderá saber algo sobre Deus.


Podemos afirmar em poucas palavras, que a infância espiritual é a capacidade de total abandono nas mãos de Deus, é não oferecer nenhuma resistência ao que Deus quer realizar em nossa vida. Se formos analisar o autor do Gênesis nos coloca o fato do pecado original como uma desconfiança de Deus, como uma busca de realização dentro do individualismo. Nós, muitas vezes queremos nos justificar e até procurar falsas idéias porque achamos que isto nos trará realização.


O relógio de Deus é diferente do nosso, por esta razão precisamos ser humildes para descobrirmos a vontade de Deus. Nós, vivendo no individualismo, jamais seremos felizes. Por mais tecnologia que tenhamos, sempre seremos necessitados de profundidade. (Ex da Bússola)


Podemos afirmar que a doutrina da Infância Espiritual, é uma doutrina de compromisso com o próximo. ”Sempre que me mostro caridosa, é Jesus que opera dentro de mim, isto não padece dúvida; quanto mais unida a Ele, mais amo todas as irmãs”( Hit. Alma Cap. IX). Não existe amor isolado da realidade, todo amor sincero é transformante da pessoa e do mundo que a cerca.  O amor é manifestado em pequenos gestos. A espiritualidade de Teresinha está baseada na vida humilde:

Santa Teresinha e as Missões 

O fenômeno Santa Teresinha, é para a história da Igreja e para toda a história da humanidade algo que nos impressiona e nos dá a certeza de que Deus continua atuando na história dos homens. O que percebemos de tão extraordinário na sua vida a ponto dela ser declarada padroeira universal das missões ao lado do grande São Francisco Xavier?


Em poucas palavras podemos dizer que o extraordinário que realizou Santa Teresinha foi o ordinário levado a uma dimensão sobrenatural de amor. A pessoa que se universaliza dentro do amor de Deus, passa a viver uma vida diferente, cheia de amor e compreensão pela problemática do homem. Ela desenvolveu um amor de forma que sentia-se Igreja. Oferecia tudo pela propagação da Fé. Sentia uma santa inveja dos sacerdotes e da sua possibilidade de oferecerem o Cristo vivo na Eucaristia.


Qual é a origem do termo missão? Os primeiros cristãos já no início da Igreja, perceberam que outras pessoas precisavam saber da Boa Nova trazida por Cristo, se sentiam interpelados a divulgarem a realidade da Ressurreição. A missão surge no momento que temos uma profunda experiência de Deus, sentimos a necessidade de divulgar a maravilha que nos acontece.


Todos os santos foram grandes orantes. É pela oração que podemos medir nossa ação, pois a verdadeira oração, segundo Teresa de Ávila, é a que nos faz crescer nas virtudes. Teresinha toma consciência de se entregar pelos pecadores ao ver um santinho de Cristo crucificado e perceber que seu sangue era perdido, daí decide colocar sua vida em favor deles.


Também ela será pescadora de homens. A intercessão dela por Pranzini, fará que se conscientize. Esta graça irá acelerar sua decisão de ingressar no Carmelo para orar e entregar sua vida pelos pecadores. Se o Senhor lhe deu Pranzini como filho, no futuro lhe dará muito mais. Isto muda totalmente a visão errônea que muitas pessoas tem da vida contemplativa que sem dúvida é um estado de vida mais importante para a manutenção da Igreja. A oração dos contemplativos é a maior alavanca para o desenvolvimento do cristianismo. (Ex do Sacerdote convertido).


Teresinha afirmou que iria ajudar muitas pessoas através de sua entrega a Deus nas pequenas coisas dentro da vida consagrada no Carmelo. O contato íntimo com Deus deu a ela um discernimento que lhe coloco cada vez mais numa dimensão universal de sua existência. Santa Teresinha sofreu muitas crises de Fé que ao serem vencidas lhe favoreciam cada vez mais a sua vocação. Precisamos diferenciar o ativo que nasce da pessoa que experimenta Deus e o ativista que é a pessoa que coloca a base de sua ação no aspecto ideológico.

“ O sofrer só existe em função do ressurgir” ( 24 anos: 15 na família, 09 no Carmelo e para sempre na eternidade intercedendo por nós).

 

Pedidos de Oração