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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O sentido do Advento


O tempo do Advento marca o início de um novo ano litúrgico.Tudo se renova para a fé cristã, e a alegria da aproximação do Cristo irrompe entre nós e invade nossos lares. É preciso fazer do Advento um tempo de oração e discernimento, tempo de mudança de vida e emenda das faltas. Advento é tempo de dizer em alta voz: Veni, veni Emmanuel !


"Assim como a Páscoa tem um tempo de preparação, tem também o Natal um tempo litúrgico que o prepara, que recebeu o nome de Advento (=vinda). Como a Quaresma, é então o Advento um tempo forte na Igreja, com acentos litúrgicos especiais. Tem ele duas características, marcadas por dois momentos. O primeiro vai do primeiro domingo do Advento até o dia 16 de dezembro. Neste primeiro momento, a liturgia nos fala da segunda vinda do Senhor no fim dos tempos, a chamada escatologia cristã, aí presentes os temas do julgamento final, da vigilância, da missão de João Batista etc.. Costuma-se chamar esse primeiro momento de Advento escatológico. Já o segundo momento vai do dia 17 ao dia 24 de dezembro, Novena do Santo Natal. Nesse período, conhecido também como advento natalício, a liturgia vai nos falar mais diretamente da primeira vinda do Senhor, no Natal, tendo aí presente sempre a figura de Maria, a Mãe do Salvador.


No Advento temos quatro domingos, o terceiro chamado "Gaudete", isto é, domingo da alegria, já por ele como que antecipando as alegrias do Natal. Nesse domingo, a antífona de entrada, tomada de Fl 4,4-5, vai dizer: “Alegrai-vos, o Senhor está perto”. Além disso, no Ano B, a segunda leitura (1Ts 5,16-24) é uma exortação à alegria e à ação de graças, e, no Ano C, a segunda leitura vai ser o próprio texto de Fl 4,4-7. A cor litúrgica do domingo “Gaudete” pode ser o rosa.

Podemos dizer que os quatro domingos do Advento simbolizam os quatro grandes períodos em que Deus preparou a humanidade, de maneira progressiva, para a grande obra da redenção em Cristo. Esses quatro períodos são:

1º) O tempo que vai de Adão a Noé - 2º) O tempo de Noé a Abraão - 3º) O tempo de Abraão a Moisés - e 4º) O tempo que vai de Moisés a Cristo. Com Abraão começa, historicamente, a caminhada da salvação (Cf. Gn 12).

Os quatro domingos simbolizam também as quatro estações do ano solar e as quatro semanas do mês lunar. Aqui se pode ver a harmonia entre tempo histórico e tempo cósmico, principalmente quando vistos à luz do tempo litúrgico. Também a coroa do Advento, ou grinalda, em sua forma circular, com suas quatro velas, quer chamar nossa atenção, já no início do Ano Litúrgico, para o mistério de Deus que nele vamos celebrar. A cor verde dos ramos da coroa (pinheiro, principalmente), fala do mistério cristão, que nunca perde o seu verdor, e simboliza então a esperança e a vida eterna. No simbolismo das velas podemos ver não um sentido quantitativo da luz, mas o crescendo de sua intensidade, à medida que se aproxima o Natal. Por isso não são acesas já as quatro velas desde o início do Advento, mas no primeiro domingo acende-se uma; no segundo, duas; no terceiro, três; e no quarto domingo, quatro.

Três personagens bíblicos marcam o tempo do Advento, como se vê pelos textos bíblicos da liturgia. São eles: o profeta Isaías, São João Batista e a Virgem Mãe de Deus. Não é o Advento tempo penitencial, no sentido próprio e litúrgico, mas tempo de vigilância, de expectativa, de moderação, de sobriedade e de esperança. Por isso, a cor roxa não é muito apropriada para o Advento, podendo ser substituída pelo azul claro ou violeta, por exemplo, mas entendendo que a cor oficial é o roxo.

Mesmo sem ter uma data fixa de início, todos podem saber, sem dificuldade, quando se inicia o Advento, pois ele tem uma referência: 30 de novembro. Se, porém, 30 de novembro não for domingo, então o Advento começa no domingo mais próximo, na prática o domingo que fica entre os dias 27 de novembro e 3 de dezembro. Não nos esqueçamos de que com o Advento iniciamos não só o ciclo do Natal, mas também o novo Ano Litúrgico.

Nos domingos do Advento canta-se o Aleluia, mas não se canta o Glória. O fato de cantarmos o Aleluia mostra o caráter não penitencial do Advento, caráter que predominou no passado, tendo ressonâncias ainda hoje com a cor roxa, oficial, mas que, ao que tudo indica, será mudado no futuro. Já a omissão do Glória explica-se pelo comentário oficial às Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário, quando diz: “no Natal, o canto dos anjos deve ressoar como algo de inteiramente novo”. Se cantássemos então o Glória no Advento, no Natal tal canto não seria novidade."

(") autor desconhecido

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Preparação Para o Tempo do Advento

" Endireitai as Veredas do Senhor"

Agora que se aproxima o tempo da salvação, é consolador ouvir dos lábios de São Paulo: Depois que Deus Nosso Salvador manifestou sua benignidade e amor aos homens, livrou-nos não pelas obras de justiça que tivéssemos feito, mas por sua misericórdia (Tit 3, 5).



Se percorrermos as Santas Escrituras, descobriremos constantemente a presença da misericórdia de Deus: enche a terra (Salmo 32, 5), estende-se a todos os seus filhos, super omnem carnem (Eclo 18, 12); rodeia-nos (Salmo 31, 10), antecede-nos (Salmo 43,11), multiplica-se para nos ajudar (Salmo 33, 8), e foi continuamente confirmada (Salmo 96, 2). Ao ocupar-se de nós como Pai amoroso, Deus nos tem presentes em sua misericórdia (Salmo 24,7): uma misericórdia suave (Salmo 108, 21), agradável como a nuvem que se desfaz em tempo de seca (Ecclo 35,26).Correspondência humanaA existência do cristão desenvolve-se neste clima da misericórdia divina.



Esse é o âmbito do esforço com que procura comportar-se como filho do Pai. E quais os principais meios para conseguirmos que a vocação se fortaleça? Hoje te indicarei dois, que são quais eixos vivos da conduta cristã: a vida interior e a formação doutrinal, o conhecimento profundo da nossa fé.Vida interior em primeiro lugar. Como são poucos ainda os que a entendem! Ao ouvirem falar de vida interior, pensam na escuridão do templo, quando não no ambiente rarefeito de certas sacristias. Há mais de um quarto de século venho dizendo que não é isso.



O que descrevo é a vida interior de um simples cristão, que habitualmente se encontra em plena rua, ao ar livre; e que na rua, no trabalho, na família e nos momentos de lazer permanece atento a Jesus o dia todo. E o que é isso senão vida de oração contínua? Não é verdade que compreendeste a necessidade de ser alma de oração, com uma relação de amizade com Deus que te leve a endeusar-te? Essa é a fé cristã e assim o compreenderam sempre as almas de oração. Escreve Clemente de Alexandria: Torna-se Deus o homem que quer o mesmo que Deus quer (Clemente de Alexandria, Paedagogus, 3, 1, 1, 5 (PG 8, 556)). A princípio custa; é preciso esforçar-se por dirigir o olhar para o Senhor, por agradecer a sua piedade paternal e concreta para conosco. Pouco a pouco, o amor de Deus - embora não seja coisa de sentimentos - torna-se tão palpável como uma flechada na alma. É Cristo que nos persegue amorosamente: Eis que estou à tua porta e bato (Apoc III, 20).
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Como vai a tua vida de oração? Não sentes às vezes, durante o dia, desejos de conversar mais com Ele? Não lhe dizes: mais tarde te contarei isto, mais tarde conversarei sobre isso contigo?Nos momentos expressamente dedicados a esse colóquio com o Senhor, o coração se expande, a vontade se fortalece, a inteligência - ajudada pela graça - embebe em realidades sobrenaturais as realidades humanas. E, como fruto, surgem sempre propósitos claros, práticos, de melhorar a conduta, de tratar delicadamente, com caridade, todos os homens, de nos empenharmos a fundo - com o empenho dos bons esportistas - nesta luta cristã de amor e de paz.A oração se torna contínua, como o palpitar do coração, como o pulso. Sem essa presença de Deus, não há vida contemplativa; e, sem vida contemplativa, de pouco vale trabalhar por Cristo, porque se Deus não edifica a casa, em vão trabalham os que a constroem (Cfr. Ps CXXVI, 1).




A esperança do Advento: Nada mais vos queria dizer neste primeiro Domingo do Advento, em que já começamos a contar os dias que nos faltam para o Natal do Salvador. Vimos a realidade da vocação cristã, como o Senhor confiou em nós para levar almas à santidade, para aproximá-las dEle, para uni-las à Igreja e estender o reino de Deus a todos os corações. O Senhor nos quer entregues, fiéis, delicados. Ele nos quer santos, muito seus.Olhai e levantai a cabeça, porque está próxima a vossa redenção (Lc XXI, 28), lemos no Evangelho. O tempo do Advento é tempo de esperança.



Todo o panorama da nossa vocação cristã, essa unidade de vida que tem como nervo a presença de Deus, nosso Pai, pode e deve ser uma realidade diária. Pede-a comigo a Nossa Senhora, imaginando como Ela passaria aqueles meses à espera do Filho que ia nascer. E Nossa Senhora, Santa Maria fará com que sejas alter Christus, ipse Christus, outro Cristo, o próprio Cristo!


S. José Maria Escrivá

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

21 de Novembro - Festa da Apresentação de Nossa Senhora

Honramos no dia 21 de novembro a Apresentação de Nossa Senhora no Templo. Esta festa antiquíssima lembra que Nossa Senhora, então com 3 anos foi levada por seus pais São Joaquim e Santa Ana ao Templo, onde com outras meninas e piedosas mulheres foi instruida cuidadosamente a respeito da fé de seus pais e sobre seus deveres para com Deus. Historicamente a origem desta festa foi a dedicação da Igreja de Santa Maria a Nova em Jerusalem, no ano de 543.

Comemora-se no Oriente desde o século VI. Dela fala até o Imperador Miguel Comneno na Constituição de 1166 Um nobre francês, chanceler na Corte do Rei de Chipre, tendo sido enviado a Avignon em 1372, na qualidade de Embaixador junto ao Papa Gregorio XI, contou-lhe a magnificência com que na Grecia era celebrada no dia 21 de novembro. O Papa então a intriduziu em Avignon e Sixto V a extendeu a toda a Igreja.

Os Evangelhos não nos falam da sua infância, mas os escritos apócrifos relatam que quando Nossa Senhora tinha 3 anos, os seus pais, Joaquim e Ana, a apresentaram no templo, consagrando-a ao Senhor.No dia 21 de Novembro de 1964, o papa Paulo VI consagrou o mundo ao Coração de Maria e declarou Nossa Senhora Mãe da Igreja."A Senhora da Apresentação vive em acto de se apresentar.

Toda a vida da Santíssima Virgem foi um exercício constante para o sim total e solene, que há-de dar a Deus na Anunciação e na cruz. Maria vive em estado de apresentação, fazendo sempre a vontade de Deus, cumprindo a sua palavra. Servir é o seu ofício; Serva é o seu nome. Desde criança ficou à escuta, aberta e disponível para se dar a Deus e aos outros.(...)Como Maria também o cristão vive em estado de apresentação, respondendo sim à vontade do Pai. Na alegria de apresentar-se ao serviço em todo o instante, enche o coração e a vida.


"Chamaste-me; Senhor, aqui estou" (1Sm 3,5).
Senhora da Apresentação, apresentai-me."

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

19 de Novembro - São Rafael Kalonowski


José Kalinowski nasceu no dia 1 de setembro de 1835 em Vilnus. Recebeu uma excelente educação de engenheiro militar. Depois da insurreição de janeiro de 1863 - uma sublevação, que visava libertar a Polônia da escravidão pelos ocupantes russos - se integrou aos revoltosos e foi um de seus líderes. No ano de 1864 foi preso e condenado a 10 anos de trabalho forçado na Sibéria.
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Quando voltou da deportação trabalhou como educador do beato August Czartoryski. Em 1877 entrou no monastério dos carmelitas descalços e recebeu o nome de Rafael de São José. Em 1882, em Czerna (um vilarejo próximo de Cracóvia), recebeu a consagração como sacerdote. Ao longo de toda a vida, sendo sacerdote e monge ao mesmo tempo, se dedicava incansavelmente e com grande esforço ao sacramento da reconciliação e à direção espiritual. Sua atuação renovou a Ordem na Polônia.
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S. Rafael Kalinowski, como bom carmelita teresiano que era, não podia deixar de alimentar uma devoção especial ao Menino Jesus; uma devoção transmitida por uma sã tradição da Ordem e uma devoção estimada e actual nos nossos dias; uma devoção que transporta tantos frutos de maturidade espiritual e de santidade às pessoas. A origem desta devoção ao mistério da Incarnação de Jesus e à infância do Senhor encontramo-la no nosso Santo no tempo em que, condenado a trabalhos forçados durante dez anos na Sibéria, fazia a sua viagem para este seu terrível destino.
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Esta viagem, iniciada nos fins de Junho de 1864 e terminada após longos nove meses, começou em comboio, depois em navio a vapor no rio Volga, seguindo depois em "kibitki" (carros puxados a cavalo) e finalmente a pé. Em Dezembro de 1864 chegou à cidade de Tomsk, onde permaneceu alguns dias.
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Foi ali que, por ocasião do Natal, S. Rafael, às primeiras horas do dia, se pôde recolher na igreja. Este acontecimento – como rezam as suas "Memórias"– trouxe-lhe "uma grande alegria". E continua, no próprio dia do Santo Natal, para adorar o Pequeno Reizinho, o Santo Menino Jesus que vem até nós, "não fugindo ao frio que fazia na igreja, participou na Santa Missa: três por si e três por um amigo da mesma aventura, doente de tifo e em perigo de vida". E não ficou desiludido! O amigo, Casimiro Laudyn, curou-se e ficaram amigos por muitos anos de vida. S. Rafael confessa, que quando entrou nesta igreja católica de Tomsk, e quando ouviu o som do órgão, não conseguiu reprimir umas silenciosas lágrimas. Este era um Natal diferente, um encontro único com o Menino Jesus na manjedoura, um encontro único com o Senhor na Eucaristia.
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Conhecemos a descrição de um outro Natal siberiano do nosso Santo. É a de um seu amigo da aventura, o futuro capuchinho P. Wenceslao Nowakowski, no opúsculo "Wilia w Usolu roku 1865" (A vigília de Natal em Usole no ano de 1865). O opúsculo, publicado em Cracóvia no último decénio do século XIX, testemunha a grande estima que S. Rafael gozava entre os companheiros da mesma aventura: no discurso natalício, que ele próprio fez, falou do Menino Jesus, da pobreza e perseguição revelados no nascimento e na fuga para o Egipto, que vinham ajudar e dar coragem a todos os pobres e deportados da terra. Todos quiseram manifestar ao Santo a sua alegria e partilhar com ele o oplatek (o pão branco do Natal), que evoca o significado etimológico do nome dioe Belém (Bet-lehem: a casa do pão) e prefigura simbolicamente o nascimento quotidiano na Hóstia santa sobre o altar.
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A tradição polaca da partilha do oplatek pelo Natal ainda permanece viva entre os polacos. Por isso, o carmelita descalço, S. Rafael venerava o Menino Jesus com este amor que reveste a Ordem e o legado ao Santuário do Divino Reizinho em Praga. Desejava que o seu coração fosse um trono digno para o Menino Jesus e na sua actividade pastoral incutia os outros a fazerem o mesmo. Citamos um dos seus textos espirituais: "Naquelas velhas imagens, uma chama-me particularmente a atenção: o Menino Jesus espera docemente, porque quer encontrar uma digna morada no coração humano. Para começar, é o nosso próprio Salvador que arruma o nosso coração, purifica-o, fortalece-o e adorna-o com a sua graça; por fim, o Divino Menino entra nele e encontra uma morada agradável".
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A seguir S. Rafael acrescenta: "Menino Jesus perdoa os pecados do homem, e dá-lhe força para que se possa revestir de virtudes; concedei-lhe as vossas bênçãos". E, de facto, é o que está acontecer, porque Ele "quer que o coração do homem seja um altar da Sua presença: Altare Dei, cor nostrum". Foram estes os votos que S. Rafael fez ao concluir uma conferência espiritual às carmelitas descalças, também elas devotas do Menino Jesus de Praga: "Que o Menino Jesus se apodere das vossas almas, para que possais cantar já na terra juntamente com os anjos: Glória a Deus nas alturas, e depois o possais ter no céu para sempre! E que tudo se faça por intercessão da Sua santíssima Mãe, a Virgem Maria".
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Frei Rafael foi beatificado por João Paulo II, em Cracóvia, no dia 22 de Junho de 1983 e canonizado também por João Paulo II, no dia 17 de Novembro de 1991. José Kalinowski nasceu em Vilnius, actual capital da Lituânia, no dia 1 de Setembro de 1835 e morreu no dia 15 de Novembro de 1907.

Fonte:http://www.santuariomeninojesus.org

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

15 de Novembro - Celebração de todos os fiéis defuntos da Ordem do Carmo.



O amor de Cristo e a comum vocação ao serviço da Virgem Maria, que unem os carmelitas entre si, nesta terra em que peregrinamos, levam-nos a interceder com amor fraterno pelos carmelitas que terminaram a sua peregrinação nesta vida e ainda esperam a gloriosa visão do Senhor.


A oração comum de toda a Ordem implora ao Senhor a misericórdia para todos aqueles que nesta vida foram da família do Carmo, religiosos, religiosas, leigos no mundo, e todos quantos estiveram ligados à Ordem por laços de vocação, de amizade, benfeitores, ou simplesmente unidos pelo Escapulário.



É também de notar que para além desta comemoração especial, cada comunidade carmelita, um dia por mês, dedique-se a rezar pelos defuntos da Ordem, e, todas as noites, o façam também pêlos familiares, amigos benfeitores e irmãos da Ordem, vivos e defuntos.

fonte : Ordem do Carmo (Portugal)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

14 de Novembro - Festa de Todos os Santos Carmelitas

”Deus vestiu o Monte do Carmo com arroios de água, fontes cristalinas, árvores frondosas, plantas e flores maravilhosas, ao mesmo tempo que adornou a Montanha espiritual com Profetas, Apóstolos, Mártires, Confessores, Eremitas e Doutores; quais açucenas imaculadas enchem os vales do Carmelo com o suave perfume da sua santidade.
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Os Santos do Carmo são uma grande multidão de irmãos que consagraram a sua vida a Deus, seguindo o caminho de Cristo, nos braços da Virgem Maria em oração constante … a ponto de muitos terem bordado com o vermelho do seu sangue a branca capa do hábito da Mãe do Carmo, entregando a sua vida como mártires do Evangelho.Contemplamos hoje esta multidão imensa de quantos Deus conduziu à Montanha Santa do Carmo para lhes fazer saborear, já nesta pátria passageira, as delícias da oração, o gozo da vida do Céu e os inumeráveis frutos da árvore da Vida.Que o exemplo de todos estes santos seja para nós um estímulo a vivermos inebriados pelo espírito do Carmo no seguimento de Cristo e na imitação da nossa Rainha, Mãe e Irmã, a Flor do Carmelo, Padroeira, Esperança e Estrela dos Carmelitas que já reinam no Céu e dos que ainda peregrinamos na terra.”
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“A vocação à santidade – obrigação de todo cristão – é um compromisso maior para nós carmelitas. Afinal, o Carmelo não se contenta em produzir almas santas. Através das orações, dos sacrifícios, e principalmente do nosso apostolado no mundo em que vivemos, contribuiremos para que os nossos irmãos e irmãs carmelitas alcancem também a santidade. Os grandes santos e doutores do Carmelo fazem nos mostram suas maravilhosas vidas e obras. Para isso, somos fortalecidos por esse magnífico Canal de Graças que é o santo Escapulário de Nossa Senhora do Carmo. Como nos incentiva o beato Batista de Mantua (+ 1516) “Esses varões do Carmelo nos foram dados como modelos, para que os imitemos e, conhecedores de suas obras, acordemos da nossa letargia”.
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A Igreja de Nosso Senhor é santa em sua constituição – nos diz o catecismo que Ela possui as quatro notas que a faz “uma, santa, católica e apostólica”, porque Cabeça do Corpo Místico desta Igreja – Cristo – é Santo. A mesma Igreja exige a santidade de seus filhos.“Portanto, é importante, é fundamental, que na Igreja, de todos os tempos, haja uma grande abundância de santos. Aliás, hoje, mais do que nunca, a Igreja e o mundo precisam de almas santas. E é preciso que se diga que em seus quase oito séculos de existência, o Carmelo sempre foi uma escola de santidade. A grande mestra de espiritualidade carmelitana e Doutora da Igreja, Santa Tereza D’Ávila, é o nosso grande exemplo de santidade. Ela afirma: “Quantos santos no céu usam nosso hábito!...Temos a esperança de nos fazermos, com a Graça de Deus, semelhantes a eles”(Sta.Tereza-Fundações 29.33).
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O Carmelo deu à Igreja um riquíssimo acervo de doutrina espiritual, mas ela seria insignificante, se não fosse confirmada pela santidade de seus filhos. Carmen Aguado, amiga e confidente da irmã Teresinha González Quevedo, carmelita que morreu em 1950, em odor de santidade, revela: “Ela sempre disse que se tornara carmelita para ser santa”.
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Em fins do século XV, o abade beneditino Juan Tritemio (morto em 1516),assim falou da Ordem do Carmo:“Se há alguém capaz de contar as estrelas do firmamento, também será capaz de contar os santos do Carmelo”. Exagero do beneditino? Esta afirmação não parecerá tão exagerada se tivermos presente que, não só os religiosos, monjas e religiosas dos diversos ramos carmelitanos são membros do Carmelo, mas também a enorme quantidade de leigos da Ordem Terceira que vivem de seu espírito e vestem o mesmo escapulário que a Santíssima Virgem entregou no longínquo 16 de julho de 1251 ao prior geral dos carmelitas, São Simão Stock, como “sinal de tua ordem e penhor de salvação”.
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( fontes : Carmo Aveiro; e livro : "Vida Carmelitana, fonte de exemplos”)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Beato Francisco Palau - 07 de Novembro


Beato Francisco Palau,Confessor

Nasceu em Aytona (Lérida), na Espanha, a 29 de dezembro de 1811. Fez-se carmelita descalço em 1832 e sacerdote em 1836. As desgraças da pátria obrigaram-no a viver exclaustrado e no exílio. Ao regressar à Espanha em 1851 funda, em Barcelona, a “Escola da Virtude”, modelo de ensino catequético. Suprimida a escola e confinado injustamente em Ibiza (1854-1860), vive na solidão do Vedrá, as vicissitudes da Igreja, imerso em seu mistério. Funda, em Baleares, as Congregações de Irmãos e Irmãs Carmelitas (1860-1861). Prega missões populares e estende a devoção mariana por toda parte em que passa. Morre em Tarragona no dia 20 de março de 1872. Foi beatificado por João Paulo II no dia 24 de abril de 1988.


A personalidade extraordinária do carmelita Francisco Palau, com seu zelo ardente e combativo pela causa de Deus e da Igreja, faz lembrar a do profeta Elias, patriarca da família carmelitana. Nascido em Aytona, na Catalunha, Francisco Palau professou solenemente, aos 21 anos de idade, no convento carmelita de Barcelona. Ordenado sacerdote, apoiou com suas pregações os carlistas, então em guerra civil contra os monárquicos liberais.
Possuía um particular discernimento do papel desempenhado pelo demônio no mundo, e empenhou-se para que a Igreja ampliasse o uso do exorcismo como arma espiritual adequada às necessidades dos fiéis. Em conseqüência de suas opiniões religiosas e políticas, foi perseguido e exilado. Fundou duas congregações religiosas femininas - a das Carmelitas Missionárias e a das Carmelitas Missionárias Teresianas - e duas masculinas, que vieram a se extinguir: a dos Irmãos Carmelitas do Ensino e a dos Irmãos Carmelitas Terciários. Em 1868, em meio a uma tempestade anticristã e anticlerical, deu início à publicação de "El Ermitaño ", semanário religioso, político e literário. Nesse órgão divulgava, acerca do futuro da Igreja e das várias nações européias, análises e previsões de impressionante agudez de espírito.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

1º de Novembro - Festa de Todos os Santos

Hoje a igreja comemora o dia de Todos os Santos. A origem da festa remonta ao século IV. Em Antioquia celebrava-se uma festa por todos os mártires do primeiro domingo depois de Pentecostes. A celebração foi introduzida em Roma na mesma data, no século VI. No ano de 835 esta celebração foi transferida pelo papa Gregório IV para 19 de Novembro.



Como Nosso Senhor Jesus Cristo, somos convidados a fazer de nossa vida uma eucaristia, uma oferta viva. Na Igreja antiga os Santos eram entregues às chamas, às feras, às torturas cruéis.


Hoje, os santos, por terem tido confiança, mas promessas de Cristo, lutando contra as seduções do mal e das dificuldades de suas vidas, alegram-se e exultam pela grande recompensa dada por um Rei incompreensivelmente misericordioso e generoso. A Igreja honra os santos com particular solenidade, pois se comprometeram com Deus Pai, em nome de Jesus, de maneira radical com Seu Reino de bondade, de Justiça e de Amor.


Que nós possamos lembrar sempre que a Intercessão dos Santos é uma dádiva divina, um tesouro. Também procuremos tomá-los como modelo de vida e santidade. Os Santos foram Homens e Mulheres como nós, que em busca da verdadeira felicidade, honraram e doaram suas vidas para a maior glória de Deus Nosso Senhor.





A Intercessão dos Santos


A Intercessão dos Santos é uma verdade que é professada desde os primórdios do cristianismo. Nela consiste que os heróis da fé, que constituem a Igreja triunfante, rogam junto a Deus, por aqueles que ainda estão terminaram a corrida, estes constituem a Igreja Militante.Alguns grupos heréticos negam esta verdade, por não acreditarem que após a morte os heróis da fé podem rogar por nós.A Sagrada Escritura dá forte testemunho da Intercessão dos Santos.

* O primeiro testemunho da Sagrada Escritura da intercessão dos Santos após a morte está no livro do profeta Jeremias: "E o Senhor disse-me: ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, a minha alma não se inclinaria para este povo; tira-os da minha face e retirem-se" (Jer 15, 1). No tempo de Jeremias, estavam mortos Moisés e Samuel, mas sua possível intercessão é confirmada pelas palavras do próprio Deus: "ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim...". Com efeito Moisés e Samuel poderiam se colocar diante de Deus para pedir clemência para com aquele povo. Portanto, está clara a possibilidade da intercessão após a morte.

* O segundo testemunho da intercessão dos santos após a morte está no segundo livro dos Macabeus: "Parecia-lhe [Judas Macabeu] que Onias, sumo sacerdote [...] orava de mãos estendidas por todo o povo judeu [...] Onias apontando para ele, disse: 'Este é amigo de seus irmãos e do povo de Israel; é Jeremias, profeta de Deus, que ora muito pelo povo e por toda a cidade santa". (II Mac 15, 12-15). No tempo de Judas Macabeu, o sumo sacerdote Onias já era falecido, e além de estar orando por todo o povo de Israel, também a aponta para Jeremias, também falecido e que o acompanhava nas orações em favor dos israelitas. Aqui a Sagrada Escritura dá testemunho da intercessão de Onias e Jeremias, ambos falecidos.

* Nosso Senhor Jesus Cristo, na parábola do Rico e Lázaro (Lc 16:19-31), nos mostra que mesmo após a morte o Rico (que estava no inferno) pede a intercessão de Abraão (que estava no céu), pelos seus parentes. Jesus não contaria esta parábola se os santos que morreram na esperança do Senhor, não pudessem rogar pelos vivos.

* O livro do apocalipse é o livro que mais detalha o serviço que os Santos prestam a Deus. Eles se ocupam na oração (cf. Ap 5:8). Mas por que será que eles oram? Oram por nós que ainda estamos na caminhada. Encontramos também a seguinte passagem: "Quando abriu o quinto selo, vi sob o altar as vidas dos que tinham sido imolados por causa da Palavra de Deus e do testemunho que dela tinham prestado. E eles clamaram em alta voz: 'Até quando, ó Senhor santo e verdadeiro, tardarás a fazer justiça, vingando nosso sangue contra os habitantes da terra?' " (Ap 6:9-10).
Os Santos estão pedindo por justiça e podem faze-lo porque estão na presença de Deus.E não só podem orar, como oram e oferecem suas orações a Deus: "Outro Anjo veio postar-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro. Deram-lhe uma grande quantidade de incenso para que o oferecesse com as orações de todos os santos, sobre o altar de outro que está diante do trono." (Ap 8:3).
Portanto, pelos exemplos já aqui citados, fica mais que claro que os Santos não só podem, como também intercedem por nós. E por estarem nos assistindo pela Graça do Senhor (cf. Hb 12:1), também podem ouvir nossos pedidos de orações.

Para você não pensar que eu alterei o conteúdo texto, estou colocando o texto em Latim (da Vulgata tradicional que foi utilizada pela Igreja Católica por + de 200 anos)
A devoção ao Escapulário - uma arma que nos livra do purgatório
A devoção ao santo escapulário do Carmo manifesta a certeza com que confiamos no auxílio maternal da Virgem. Assim como se utilizam troféus e medalhas para exprimir relações de amizade, evocar recordações ou triunfos, nós damos um sentido muito íntimo ao escapulário, para nos lembrarmos freqüentemente do nosso amor à Virgem e da sua bendita proteção. Ela toma-nos pela mão e, ao longo de todos os dias da nossa vida aqui na terra, leva-nos por um caminho seguro, ajuda-nos a vencer as dificuldades e tentações: nunca nos abandona, "pois é seu costume favorecer os que se querem valer do seu amparo" .
Chegará um dia em que soará a hora do nosso encontro definitivo com o Senhor. Precisaremos então, mais do que nunca, da sua proteção e ajuda. A devoção à Virgem do Carmo e ao seu santo escapulário é penhor de esperança no Céu, pois a Santíssima Virgem prolonga a sua proteção maternal além da própria morte. "Maria guia-nos para esse futuro eterno; faz que ansiemos por ele e o descubramos; dá-nos a esperança da vida bem-aventurada, a sua certeza, o seu desejo. Animados por tão esplendorosa realidade, dominados por uma alegria indizível, a nossa humildade e fatigante peregrinação terrena, iluminada por Maria, transforma-se em caminho seguro - iter para tutum - para o Paraíso"
Ali a veremos, com a graça divina. Em 1605, foi eleito Papa o Cardeal De Médicis, que tomou o nome de Leão XI. Quando o revestiam com as vestes pontifícias, quiseram tirar-lhe um grande escapulário do Carmo que trazia entre a roupa. Mas o Papa disse aos que o ajudavam: "Deixem-me Maria, para que Maria não me deixe". Nós também não queremos deixá-la, pois necessitamos muito da sua proteção. Por isso trazemos sempre o seu escapulário. E agora dizemos-lhe que, quando chegar o nosso último momento, iremos abandonar-nos nos seus braços. Temos-lhe pedido tantas vezes que rogue por nós agora e na hora da nossa morte que Ela não se esquecerá!Na sua visita a Santiago de Compostela, o Papa João Paulo II desejava a todos: "Que a Virgem do Carmo (...) vos acompanhe sempre. Seja Ela a estrela que vos guie, a que nunca desapareça do vosso horizonte, a que vos conduza a Deus, ao porto seguro"
Pelas mãos de Maria, chegaremos à presença do seu Filho. E se nos restar alguma coisa por purificar, Ela adiantará o momento em que, totalmente limpos, possamos ver a Deus.Antigamente, representava-se a Virgem do Carmo com um grupo de pessoas aos seus pés, formado por almas rodeadas de chamas no Purgatório, para indicar que Ela intercede particularmente pelos que se encontram nesse lugar de purificação 12. "A Virgem é boa para aqueles que estão no Purgatório, porque por Ela obtêm alívio" , ensinava com freqüência São Vicente Ferrer. O seu amor ajudar-nos-á a purificar-nos nesta vida para podermos estar com o seu Filho imediatamente depois da morte.

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