Maria como Modelo e Mãe da Ordem a Ela consagrada

Esta foi a origem do título da Ordem, assim como sua vocação e destino. Segundo a tradição, a mais antiga da Ordem, a consagração dessa primeira capela remonta ao ano 83 da era cristã. O primeiro testemunho se encontra no livro “Instituição dos Primeiros Monges". (1777) Há em tudo isto um dado certo: que desde cedo a Ordem expressou sua consagração integral a Mãe de Deus por meio da fórmula da profissão Religiosa. O Carmelita faz seus votos a Deus e a Nossa Senhora, sob o título de Maria do Monte Carmelo, comprometendo-se a viver os conselhos evangélicos em obséquio de Jesus Cristo e de sua Virgem Mãe. As tradições familiares e a história mariana do Carmelo culminam maravilhosamente mais tarde com a visão de S. Simão Stock quando a Virgem, lhe entregou o escapulário como sinal de irmandade, símbolo e realidade do amor que Maria tem à Ordem.
Por meio do Escapulário os Carmelitas difundem entre os cristãos a necessidade de uma união com Maria e com Cristo. A Virgem Maria enche com sua presença a história da Ordem. Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz reafirmaram e renovaram a piedade mariana do Carmelo. Com efeito, eles propuseram Maria como Mãe Padroeira da Ordem, modelo de oração e abnegação na peregrinação da fé, humilde e sábia acolhida e contemplação da Palavra do Senhor, totalmente dócil às moções do Espírito Santo, mulher forte e fiel no seguimento de Cristo, associada à dor e à alegria do seu mistério pascal. Na espiritualidade Carmelitana a figura de Maria é apresentada como Mãe e Modelo de perfeição evangélica. No Carmelo existe uma espécie de refrão que diz: “Maria em nós e com Ela Cristo". De Maria efetivamente esperamos nós, Carmelitas que Ela forme o Cristo em nós .
Assim nos ensina a fé e a experiência de nossos antepassados. Por isso, nossa legislação, como nosso viver, estão formados e ambientados por Maria. Não se pode compreender o Carmelo sem a presença viva de Maria. Ela é a Mãe e Irmã que caminha conosco peregrina nas estradas do mundo, Virgem da esperança, que não permite desânimo. Modelo de nossa vida contemplativa, Ela nos ensina e acolher, a meditar e a conservar a Palavra de Deus em nosso coração. O Carmelita sente a proteção de Maria no sinal do Escapulário. Trazendo o Escapulário manifesta a própria pertença à Virgem. Ser Carmelita é imitar Maria e tornar presente na Igreja a Mãe de Jesus e nossa. Na organização litúrgica, as comunidades dão particular destaque ao caráter mariano da Ordem. São celebradas com especial realce as solenidades, festas e memórias de Maria. A solenidade da Bem-aventurada Virgem Maria a 16 de julho é a principal entre as festas da Ordem.
Sermão Quinto Dia do Novenrário do Carmo - 11 de Julho 2014
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