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sábado, 17 de março de 2012

IV Domingo da Quaresma - Letare 18 de Março de 2012

Rejubila, Jerusalém; ide reuni-vos, todos que a amais; rejubilai com alegria, que em tristeza tendes sido, para que exulteis e vos satisfaçais em seus peitos de vossas consolações. Sl. Alegrei-me com isto, que me foi dito: à casa do Senhor iremos.
Epístola: Gal. 4, 22-31.
Evangelho: Jo. 6, 1-15.

Introdução. Estamos celebrando o tempo da Quaresma: o grande tempo de conversão da Igreja, o grande tempo em que o católico deve reencontrar sua identidade cristã.

1) Epístola: lei antiga e lei nova / Identidade fraca: religião fragmentada.
São Paulo faz a alegoria das duas esposas de Abraão: *Agar, que gerou Ismael para a escravidão: simboliza a lei antiga, que condenava o pecado, mas não dava força para vencê-lo.
*Sara, que gerou o Isaac, o filho da promessa, símbolo da nova lei, a lei do amor e da liberdade.


Lei antiga: religião fragmentada.
São muitos os católicos que apresentam hoje uma identidade cristã muito fraca: vão à Igreja, à Missa, mas não se consegue realmente perceber a fé praticada em sua vida. Por que acontece isso?

Porque eles têm uma fé fragmentada, como diz o Documento de Aparecida: “uma fé católica reduzida a uma bagagem, a um elenco de algumas normas e proibições, a adesões seletivas e parciais das verdades da fé, a uma participação ocasional de alguns sacramentos, à repetição de princípios doutrinais, a moralismos brandos ou crispados que não convertem a vida dos batizados” (n.° 12) não pode manter uma verdadeira vida católica.
Então, o que acontece? Deus para esse católico é alguém estranho, uma espécie de opositor que limita sua liberdade, que lhe impõe um conjunto de obrigações que ele não consegue cumprir.
Conclusão: para esse católico a religião é algo pesado, então ele irá montar uma religião do seu jeito, tentando equilibrar algumas práticas religiosas com uma vida mundana. Ou seja: será um católico frustrado que não encontrará a felicidade. Seu coração, escravizado no pecado, não experimentará a liberdade do amor.

 Lei nova: lei do amor. 
Mas, S. Paulo nos fala da lei nova, a lei da liberdade, a lei do amor. Essa é a grande diferença entre o Antigo e o Novo Testamento: se no Antigo Testamento o que a Lei fazia era só mostrar o que se podia ou não fazer, no Novo Testamento é bem diferente.

Através da sua morte na cruz, Jesus nos libertou do pecado e nos mereceu a graça, que Ele infundiu em nossos corações através do amor do Espírito Santo, como diz S. Paulo: “O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rom. 5,5).

Ou seja, ser católico de verdade, ser discípulo e missionário, é uma questão de amor: é ter sido cativado pelo amor de Jesus, é ter aberto o coração para o Espírito Santo, Espírito de Jesus.

Essa é a lei nova: é o amor de Deus vivo em nosso coração. Uma vez que a alma está apaixonada por Cristo, ela é capaz de tudo, na expressão ousada de S. Agostinho: “Ama et fac quod vis! – Ama e faze o que queres!”. Quem ama não sente o peso do trabalho!

É o que dizia o Papa Bento XVI: “A história do amor entre Deus e o homem consiste precisamente no fato de que esta comunhão de vontade cresce em comunhão de pensamento e de sentimento e, assim, nosso querer e a vontade de Deus coincidem cada vez mais: a vontade de Deus deixa de ser para mim uma vontade estranha, que me impõe de fora os mandamentos, mas é a minha própria vontade, baseada na experiência de que realmente Deus é mais íntimo a mim mesmo de quanto o seja eu próprio. Cresce então o abandono em Deus, e Deus torna-se a nossa alegria” (Deus Caritas est, n.° 17 circa finem).


Evangelho: Eucaristia: encontro e amizade com Jesus.
Evangelho (Jo VI,1-15) Naquele tempo, Jesus atravessou o lago da Galiléia (que é o de Tiberíades.) Seguia-o uma grande multidão, porque via os milagres que fazia em beneficio dos enfermos. Jesus subiu a um monte e sentou-se ali com seus discípulos. Aproximava-se a Páscoa, festa dos judeus. Jesus levantou os olhos sobre aquela grande multidão que vinha ter com ele e disse a Filipe: «Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer?» Falava assim para o experimentar, pois bem sabia o que havia de fazer. Filipe respondeu-Lhe: «Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pedaço». Um dos seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, disse-Lhe: «Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes… mas que é isto para tanta gente?» Disse Jesus: «Fazei-os assentar». Ora, havia naquele lugar muita relva. Sentaram-se aqueles homens em número de uns cinco mil. Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida, distribuiu-os às pessoas que estavam sentadas, e igualmente dos peixes lhes deu quanto queriam. Estando eles saciados, disse aos discípulos: «Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca». Eles os recolheram e dos pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram, depois que todos comeram, encheram doze cestos. À vista desse milagre de Jesus, aquela gente dizia: «Este é verdadeiramente o profeta que há de vir ao mundo». Jesus, percebendo que queriam arrebatá-Lo e fazê-Lo rei, tornou a retirar-Se sozinho para o monte."

Reflexão : essa é a grande alegria que celebramos hoje, neste quarto domingo da quaresma: pertencemos à lei do amor, que é capaz de transformar nossa vida e nos impulsionar para fazer o bem. Mas, não podemos amar uma pessoa estranha: é preciso a proximidade, o trato constante para alimentar a amizade.

E por isso, o Evangelho de hoje é para nós uma grande fonte de alegria: multiplicando os pães, Jesus não só matou a fome daquele povo que O seguia. Não: Jesus nos anuncia a multiplicação de um outro pão, que é Ele mesmo na Eucaristia!
Você, católico, precisa encontrar Jesus, precisa estar sempre com Ele, para poder viver no seu amor. Por isso Jesus fez a Eucaristia: para estar sempre conosco e, principalmente, para vir a nós em alimento na comunhão, para entrar neste contato íntimo de amor com cada um de nós.
Essa é a grande alegria de hoje: Jesus nos espera na eucaristia e, como diz o Documento de Aparecida: “A eucaristia é o lugar privilegiado do encontro do discípulo com Jesus Cristo” (n.° 251).

Conclusão.Vamos fazer uma boa confissão nesta quaresma, vamos ter a alegria de encontrar Jesus na comunhão e deixar-nos cativar por seu amor. A partir daí, poderemos tudo, teremos a alegria de servir a Deus, como dizia o Salmo 118: “Corri pelos caminhos dos vossos mandamentos, pois dilatastes o meu coração”.

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