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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Beato Bartolo Longo e sua Devoção ao Rosário




A festa de Nossa Senhora do Rosário,

(...) está construída sobre uma importante coluna histórica que dá testemunho da poderosa eficácia da oração à Maria. Foi instituída pelo Papa Pio V em 1572 com o nome de Nossa Senhora da Vitória, um lembrete eterno da Batalha de Lepanto. Esta sangrenta batalha naval culminou exatamente um ano antes, em 7 de outubro de 1571, com a derrota do Império Otomano pelas Liga Santa, cuja armada tinha sido confiada pelo Papa à Nossa Senhora.

O mérito da vitória que salvou a Europa e o cristianismo da ameaça expansionista dos otomanos foi, portanto, atribuído desde o começo à proteção de Maria, que os cristãos – encabeçados por Pio V – tinham invocado recitando o Rosário.

Mas a batalha de Lepanto é apenas o símbolo historicamente mais representativo de uma realidade que se repete ao longo dos séculos: a intervenção milagrosa de Maria no curso dos acontecimentos e na vida das pessoas. Se em Lepanto o Rosário foi a arma que esteva entre o desejo imperialista dos muçulmanos e a Europa, em tantas outras ocasiões, o Rosário foi a alavanca que converteu corações secos e levou à salvação pessoas que peregrinavam pela via da perdição.

É o caso de Bartolo Longo, italiano, nascido em Latiano, na Apúlia, em 1841. Ele teve uma infância agitada nas prestigiosas escolas cristãs. Foi educado nos valores da oração e da fé, até quando a saída da vida familiar e da cidade o levou a percorrer perigas quimeras.



Após o colegial, mudou-se primeiro para a cidade de Lecce e depois para Nápoles, onde estudou direito. Eram os anos das Guerras de independência, onde o ímpeto idealista estava contagiando as almas de tantos brilhantes jovens italianos. Difundiam-se, especialmente nas universidades e nos círculos intelectuais, as ideias iluministas e o ódio contra a Igreja, considerada um manto obscurantista que sufocava os sonhos de liberdade.

As modas culturais do momento não pouparam o jovem Longo. Nascido em uma Itália fortemente enraizada na fé e nos valores da tradição, foi-lhe irresistível a atração de uma cidade como Nápoles, propulsora das novas e exuberantes ideias, prenunciando uma mudança cultural que teria modificado o País.

A decepção o levou aos círculos mais fechados e elitistas da cidade. Desceu às profundezas da maçonaria, onde cultivou um sempre maior interesse com relação ao espiritismo. A companhia de intelectuais anticlericais, bem como a descida às práticas mágicas e aos conhecimentos esotéricos, eram-lhe mais uma forma de comportamento para tirar a veste provincial que trazia até o momento.

Ele próprio irá dizer que foi tão tragado por esses ambientes que se tornou um verdadeiro “sacerdote de satanás”. Logo logo a euforia transformou-se em sentimentos de desânimo que o fizeram cair em uma fortíssima forma de depressão e o levou muitas vezes à beira do suicídio.

Em desespero, tentou algo que pudesse aliviar a sua angústia íntima. Conversou com um professor amigo, Vincenzo Pepe, da Puglia como ele, que não lhe poupou reprovações e o convidou a distanciar-se de certos ambientes. “Se você continuar com estas práticas, vai terminar em um manicômio!”, repetia-lhe com frequência. E o convidou também a falar com o Pe. Alberto Radente, certo de que este dominicano, excelente diretor espiritual, teria conseguido ajudar Bartolo Logo a dissipar a escuridão da sua alma.

Após uma série de encontros com esse padre, o jovem Longo confessou-se e começou um caminho de mudança. Ainda estava cheio de maus pensamentos, mas estava tendo uma experiência extraordinária que poderia oferecer-lhe um grande avanço.

Um dia, quando perambulava desesperado pelo Vale de Pompéia, foi como que iluminado por uma frase que lhe falava muitas vezes o Pe. Radente: “Se você procura salvação propaga o Rosário. É promessa de Maria”. E logo depois sentiu o ressoar de um sino distante. Naquela hora elevou os braços ao céu e gritou: 


“Se é verdade que prometestes a São Domingos que quem propagar o Rosário se salva, eu me salvarei porque não sairei dessa terra de Pompéia sem ter aqui propagado o teu Rosário!”.

Nas semanas seguintes, uma série de eventos indicaram a Longo que a sua súplica teria sido ouvida. Estreitou laços com a condessa De Fusco e tornou-se administrador dos seus bens. Começou a frequentar os grupos de oração no Sagrado Coração de Jesus que a condessa guiava, até tornar-se seu estreito colaborador e depois também marido.

O casal decidiu transformar o Vale de Pompéia, pobre e esquecido, em um epicentro da devoção ao Santo Rosário. Escolheram uma velha igreja do lugar, onde colocaram um quadro de Nossa Senhora do Rosário dado a eles por uma irmã dominicana amiga do pe. Radente. Aquele quadro é conhecido hoje em todo o mundo como o ícone da Beata Virgem do Santo Rosário de Pompéia, que surgiu dentro do que se tornou um Santuário entre os mais conhecidos e frequentados de todo o orbe católico. Tudo graças ao trabalho da condessa De Fusco e do seu marido Bartolo Longo.

Bartolo é também o autor da Súplica à Nossa Senhora de Pompéia, escrita em 1883, bicentenário de uma outra vitória militar fundamental para a salvação da Europa e da Cristandade, aquela da Liga Santa sobre os turcos em Viena (1683). Antes de morrer, no dia 5 de outubro de 1926, mês de Maria, Bartolo Longo suspirou: "Meu único desejo é o de ver Maria, que me salvou e me salvará das garras de Satanás." No dia 26 de outubro de 1980, João Paulo II o beatificou.

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